18/11/2025
🧠 É amor ou obsessão?
Nesse post, a Dra. Gabriela nos convida a refletir sobre os limites do amor e o início de um quadro clínico sério: o Amor Patológico (AP).
Segundo ela, esse transtorno se instala quando o outro se torna o centro absoluto da vida, sobrepondo-se ao trabalho, aos afazeres e, principalmente, aos seus próprios interesses. A pessoa, movida por um medo incontrolável do término, começa a abrir mão de si mesma.
O que move o Amor Patológico não é o amor, mas o medo.
O sofrimento não está no ato de amar, mas sim no pavor da perda. Esse medo desencadeia comportamentos obsessivos, como vigiar, seguir e controlar.
A Dra. Gabriela explica que isso é, na verdade, uma codependência: a pessoa passa a depender do outro para suprir necessidades emocionais internas, muitas vezes ligadas a quadros de baixa autoestima, ansiedade e depressão.
Um paradoxo destrutivo: Quem ama de forma doentia, na tentativa desesperada de manter o outro por perto, acaba o afastando. É um sentimento que, em vez de construir, destrói a relação e pode levar a consequências graves, incluindo violência, crimes ou suicídio.
É importante saber:
O AP não se limita a relações amorosas; pode ocorrer com filhos, pais e amigos.
Existe tratamento? Sim. O caminho para a cura envolve psicoterapia individual, grupos de apoio e, se necessário, uma avaliação psiquiátrica para tratar comorbidades.
O objetivo do tratamento, como destaca a Dra. Gabriela, é fundamental: a pessoa precisa aprender a "existir sozinha" para, só então, estar pronta para construir uma relação saudável com o outro.
Se você se identifica com esses sinais ou conhece alguém que esteja sofrendo, procure ajuda profissional.