Psicólogo e Psicanalista - Atendimento adulto.

Psicólogo e Psicanalista - Atendimento adulto. Tenho como objetivo utilizar esse canal, para divulgar meu trabalho enquanto psicólogo e psicanalista. A partir da troca de conhecimento sobre esses campos.

Acredito que tais informações são relevantes para incentivar o investimento em sáude mental. Essa página tem como objetivo a divulgação do meu trabalho enquanto psicólogo, além de também ser um canal de compartilhamento de assuntos pertinentes a psicologia e psicanálise.

Refletindo sobre o papel do silêncio e a forma como as pessoas fazem ou não uso dele, cheguei a “conclusão” que o silênc...
08/06/2020

Refletindo sobre o papel do silêncio e a forma como as pessoas fazem ou não uso dele, cheguei a “conclusão” que o silêncio pode ser um canal tanto de resistência ao crescimento quanto do próprio crescimento. Apoiado no silêncio o sujeito pode se tornar: acumula-DOR, silencia-DOR, nega-DOR ou dialoga-DOR, descobrir-DOR; repara-DOR , inspira-Dor e transforma-DOR.
Diante disso, tenho percebido como há pessoas que tratam o silêncio como uma experiência perturbadora. Não obstante, se utilizam de inúmeros artifícios para fugir dela. Há uma espécie de cancelamento do silêncio. Isso poderia ser bom, se não representasse uma fuga ao barulho interno. Me pergunto se tais pessoas já tentaram compreender o real motivo dessa fuga. O que o teu silêncio revela? O silêncio não engana, ele pode conduzir a descoberta alguma “verdade” sobre o sujeito. Como diria Freud: “Não somos apenas o que pensamos ser, somos mais”. Então penso que o silêncio pode desvelar algo da ordem desse “mais”, encoberto, negado.

O silêncio pode revelar o outro lado da moeda, aquilo que muitas vezes não aceitamos em nós. Deslizes, imperfeições e a falta existencial estão nesse pacote. A ferida narcísica de cada um nesse momento grita, dói – (talvez, por esse motivo, muitos corram desse mais). Minha vó já dizia: “foge da verdade como o diabo foge da cruz”. Se tem espaço, o silêncio faz a parte dele: traz a superfície o eco de dentro.

Esse eco pode expressar-se através do sentimento de angústia, muitos se negam a sentir. Está em jogo um sentir que pode abalar todo um Ideal do Eu. Verdadeira ameaça ao reino dourado mantido pelas idealizações infantis. Vale dizer que no campo das idealizações a perda não cabe. A criança mimada nada quer perder. Muitas vezes, ela fala no adulto, que reage través da blindagem.
É compreensível que o encontro com o estranho que nos habita não é nada fácil. É um ato de coragem. Uma verdadeira aposta no sujeito. Não há garantias e envolve riscos. Mas há algo da ordem processual que pode te inspirar e te ensinar a “TRANFORMA-DOR”. A vida se pronuncia e te dar a oportunidade de decidir. Muitos fazem resistência, se escondem no barulho vindo de fora na tentativa desesperada de negar a mensagem que vem de dentro. Tenta impedir que o silêncio o leve ao contato íntimo. Ao laço consigo mesmo. Que apresente sua arte ao artista.

Diante disso, cabe a cada um pensar como tem lidado com seu silêncio. Privar-se dele em sua potencialidade criativa é o mesmo que condenar o artista ao insucesso de sua obra. Esta fracassa sem ao menos ter tido a chance de revelar a beleza escondida em sua obra. Assim, sem possibilidade de simbolização, a obra e o artista morrem.

Sobre a ansiedadeA ansiedade aparece como um dos males da contemporaneidade e vem atingindo milhares de pessoas em todo ...
08/03/2017

Sobre a ansiedade

A ansiedade aparece como um dos males da contemporaneidade e vem atingindo milhares de pessoas em todo mundo. As consequências acarretadas pelos quadros de ansiedade podem ser diversas, o fato é que ela acaba tornando a vida do sujeito disfuncional, lhes causando diversos desconfortos e transtornos em sua vida prática o predispondo assim a quadros de sofrimento psíquico. O transtorno de ansiedade envolve variados sintomas no organismo e abarca desde questões de ordem psicológica/emocional até as físicas.
Segundo Balonne; Ortolani e Neto (2007), nos quadros de ansiedade o sujeito pode apresentar tensão muscular, cansaço fácil e hiperatividade autônoma, representadas por palpitações, falta de ar, sudorese, enjoo, nervosismo, além de irritação e sensibilidade exacerbada aos acontecimentos do cotidiano. De acordo com Horney (1964), muitas vezes a experiência da ansiedade é confundida com a do medo. Apesar de se relacionar a reações a algum tipo de perigo, esses sentimentos se distinguem no que tange a sua origem. Nesse caso o medo seria uma reação que traz em si uma base concreta, real e objetiva ao qual o sujeito consegue caracterizá-lo. Opostamente, a ansiedade corresponde aos significados subjetivos dos sujeitos, frente a determinadas vivências de sua vida, cuja origem é por ele desconhecida (irracional) (Horney, 1964).
Para Balonne, et. al (2007) a ansiedade se apresenta ao sujeito como um opositor invisível, que se faz presente a qualquer hora do dia, não respeitando tempo nem espaço. É importante salientar que a ansiedade pode advir das crenças imaginárias que o sujeito constrói e cristaliza em um dado período de sua vida e que pode leva-lo a experimentar sentimentos de incapacidade e impotência diante de situações de sua vida que lhes exigem um posicionamento. Horney (1964), acredita que a ansiedade é um sinal de alerta de que há algo no mundo interno do indivíduo que não está bem.
No que tange o tratamento psicológico da ansiedade, Balonne, et. al (2007) enfatiza que se deve buscar as causas no universo subjetivo peculiar a cada sujeito. É através da história singular de casa sujeito e consequentemente na busca do entendimento dos processos vivenciais e afetivos presentes na ansiedade do sujeito que se poderá chegar a gênese dos conteúdos geradores do sofrimento. Descobrindo as causas ocorre necessariamente a diminuição ou eliminação dos sintomas, ponto imprescindível para a retomada, como disse Freud (2016), da capacidade prática de realização e fruição do sujeito.

Fonte: Balone, G., J., Ortolani, I., V. & Neto, E., P. (2007). Da Emoção à Lesão: Um guia de Medicina Psicossomática. Malone.
Horney, K. (1964). A personalidade neurótica de nosso tempo. Civilização Brasileira.

Vale a pena conferir o vídeo do professor e psicanalísta Luiz Alberto Hanns, onde ele traz uma reflexão acerca das influ...
04/03/2017

Vale a pena conferir o vídeo do professor e psicanalísta Luiz Alberto Hanns, onde ele traz uma reflexão acerca das influências do meio midiático. Segundo ele, a mídia dissemina modelo de vida equilibrada (feliz) no mundo, e acaba condicionando o imaginário das pessoas que passam algo muitas vezes inalcançável destoante das realidades/ limitações de cada um.

"Ao tentar dar conta de tudo, além de provavelmente ficar maluco, é grande a chance de se fazer tudo mal feito"

Você já parou para pensar que a vida a todo momento está nos convidando para irmos ao encontro de nós mesmos, da nossa e...
17/02/2017

Você já parou para pensar que a vida a todo momento está nos convidando para irmos ao encontro de nós mesmos, da nossa essência e mais ainda de nossa existência? Me chama à atenção ver que ao mesmo tempo em que somos marcados pela vida, também somos marcados pela morte, e que assim como o viver, o morrer também implica ganhos e perdas. No final das contas, vejo o quanto existencialmente somos constituídos por sentimentos de prazer e desprazer e que a presença de um não exclui a emergência do outro. Me parece que os opostos caminham juntos, um ensinando ao outro, cada qual aguardando o momento em que entrará em ação e apresentará mais um pouco de nós. E o que é a vida senão as suas contradições, ambivalências, complexidades, sempre nos ensinando que os contrários se complementam, que os sentimentos opostos formam um todo de nós?!. A Capacidade para interpretar esses fenômenos e reconhecê-los em sua natureza, passa necessariamente pela disposição de nos apresentarmos ao nosso mais profundo EU, despidos de quaisquer rótulos e papéis para assim aceitarmos quem verdadeiramente somos. Enquanto produto da vida, somos marcados pelas transformações incontroláveis que ela promove, inclusive a mais impactante dela: a finitude. No entanto, também como produtores da vida podemos desenvolver a capacidade de interpretar seus sinais, descobrir novos caminhos para trilhar, para sentir, para ser algo novo, ou ainda talvez aceitar o que não podemos mudar. O amor nesse caso, com toda sua plasticidade, apresenta seu poder de conciliação das diferenças, seja da vida e da morte, do bem e do mal, do fraco e do forte ou do certo e do errado. Só com ele podemos aprender a sermos mais honestos, mais tolerantes e porque não dizer errantes e aprendizes para não esquecermos nossa condição humana imperfeita. O que importa é que possamos cada vez mais ser um pouquinho de nós mesmo e sempre construindo e deixando espaços para que o outro também se apresente e se estabeleça. O amor com todo seu potencial afetivo, direciona nossa atenção apenas para o que realmente importa na vida que são os laços de afetos que construímos e que são capazes de nos fazer elaborar e melhor lidar com as dores da vida como a dor da morte.

A psicanálise como ferramenta de autoconhecimentoA psicanálise com seu arsenal teórico, técnico e prático, busca auxilia...
13/02/2017

A psicanálise como ferramenta de autoconhecimento

A psicanálise com seu arsenal teórico, técnico e prático, busca auxiliar o sujeito na descoberta de si, tendo como base o saber contido no inconsciente - aquilo que o sujeito não diz, esqueceu, mas que o levou a construção dos sintomas do qual ele se queixa. De acordo com Freud, os motivos que oferecem sustentação aos sintomas manifestos pelo sujeito podem ser internos, como por exemplo autopunição, arrependimento ou penitência, mas também podem relacionar-se com o alcance de uma meta exterior ou ainda a confluência de ambos. Tudo isso será investigado no transcorrer do tratamento.
Com relação ao tratamento, não raro, o sujeito apresenta dificuldade de nomear suas emoções, relatando apenas seu mal-estar e a intensidade de seu sofrimento. Segundo a psicanálise, todas as pessoas trazem em sua caminhada diversos traumas cujos afetos não conseguiram tomar forma, nem representação e ficaram reprimidos no inconsciente. É justamente aí que aparecem os sintomas neuróticos, que nada mais é do que a forma primitiva e inconsciente do sujeito reagir a acontecimentos considerados pelo ego como desprazeirosos, e que este julga oferecer riscos à integridade psicológica do sujeito.
Vale enfatizar que, embora o conteúdo vivencial considerado desprazeiroso possa ter sido reprimido, e, portanto, retirado da memória, ainda assim ele não deixou de existir no mundo psíquico do sujeito. Muito pelo contrário, inconscientemente o que fora anteriormente reprimido continua a existir de forma inconsciente aguardando o momento que poderá ser reativado, através de uma forma substitutiva de representação, que virá a consciência ligado aos sentimentos de deprazer que inicialmente o ego tentou evitar. É assim que se dá a atuação dos sintomas. De acordo com Freud o sintoma, quando formado, embora estando fora da consciência, pode ser conservado e, em determinado momento da vida, reativado, reinvestido e sobrevalorado e levar ao desenvolvimento de um estado patológico.
Desse modo verifica-se a importância de investirmos com carinho em nossa saúde psicológica. É necessário, muitas vezes revisitarmos nossas histórias, as feridas que ainda não cicatrizaram, os acidentes vivenciais, conhecer os afetos primitivos que mantem os sintomas que hoje atuam sobre nossas vidas.
É através da terapia que podemos descobrir não só os motivos que nos levaram ao sofrimento, mas aprender a conduzi-los a novos desfechos. Desfechos esses repletos de atitudes autônomas, responsáveis e conscientes, que implicam num novo posicionamento onde nos descobrimos autores de nossa história.
Sabemos que não é fácil ir ao encontro de si mesmo, reacender emoções esquecidas, abrir a mala da vida e se desfazer de tantos “pertences”, que sem nos darmos conta, nos penalizam e nos fazem sofrer.
Se você está passando por conflitos na sua vida que estão te levando ao sofrimento e/ou está buscando auto conhecimento, como profissional estou à disposição para oferecer todo suporte psicológico e te acolher e auxiliar no enfretamento das situações difíceis e na promoção do seu bem estar..

Psicólogo: Bruno Vasconcelos
Abordagem: Psicanálise
CRP: 01/19474
Contato: (61) 99915-1626 ou 98250-1195 (Whatsapp).

A cerca do suicídio. Vale conferir!
11/09/2016

A cerca do suicídio. Vale conferir!

Autor do livro Os discursos na psicanálise, fundador do Espaço Moebius - Instituição de Psicanálise sem fins...

"A escuta analítica é um instrumento de intervenção em situações de desamparo de dor psíquica . Através da transferência...
11/09/2016

"A escuta analítica é um instrumento de intervenção em situações de desamparo de dor psíquica . Através da transferência, instala-se um espaço de ancoragem e de acolhimento que possibilita que a dor psíquica possa ser nomeada e simbolizada de modo a retirar o sujeito do terreno do 'mortífero e irrepresentável' (Dochorn; Macedo; Werlang).

Autorização de exibição concedida por Morgane Groups unicamente para fins não comerciais. Documentário realizado por Gérard Miller, psicanalista francês, ond...

Endereço

SRTVN QD 701, BL. P ALA A , SALA 310
Brasília, DF
70719030

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 12:00
Quinta-feira 09:00 - 12:00
Sexta-feira 09:00 - 12:00

Telefone

+5561982501195

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicólogo e Psicanalista - Atendimento adulto. posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram