05/12/2025
Quando falamos sobre depressão, uma pergunta costuma aparecer cedo ou tarde: existe cura?
A ciência já avançou muito, e hoje sabemos que a medicina atua principalmente tratando, não necessariamente curando, muitas condições crônicas.
Assim como acontece na hipertensão ou no diabetes, o objetivo é controlar sintomas, prevenir complicações e devolver qualidade de vida.
A cura pode ocorrer em alguns casos, especialmente em um primeiro episódio depressivo tratado precocemente. Porém, quando a depressão se torna crônica, essa possibilidade diminui. Por isso, o início rápido do tratamento e o correto diagnóstico fazem tanta diferença.
Diversos fatores influenciam o risco de recorrência, desde a presença de comorbidades como ansiedade, uso de substâncias ou transtornos de personalidade até elementos biológicos e ambientais, como histórico familiar, experiências traumáticas na infância e eventos estressantes.
O mau diagnóstico também pode dificultar o caminho, já que alguns quadros depressivos são, na verdade, manifestações iniciais de transtorno bipolar. Mesmo assim, a boa notícia é que há tratamento eficaz para cada cenário.
Acompanhamento especializado e manejo adequado reduzem significativamente a probabilidade de novos episódios e permitem que a pessoa retome sua rotina com mais estabilidade e bem-estar.
Falar sobre depressão de forma honesta e sem tabu é essencial para quebrar o estigma que ainda afasta tantas pessoas do cuidado. Eu tenho um vídeo sobre esse tema lá no meu canal do Youtube e se você quer saber mais sobre esse tema, dá um pulinho lá para conferir!
E claro, se você percebe sinais persistentes de tristeza, perda de interesse ou mudança no seu funcionamento habitual, procure avaliação quanto antes.
A intervenção precoce melhora o prognóstico e ajuda a impedir que o quadro se torne crônico. Cuidar da saúde mental é um gesto de responsabilidade e gentileza com você mesmo. Agende sua consulta.