26/09/2018
Consumo de vídeo na internet favorece pequena produtora
Alta no uso da mídia abre possibilidades de negócios no segmento; empresas adotam tecnologia de realidade virtual e aumentada
O Estado de S. Paulo23 Sep 2018
LEONARDO GRECCO/DIVULGAÇÃO/SMARTY TALKS
Brecha. Monteiro se especilizou em produtos para o Instagram
O consumo crescente de vídeo pela internet abre o mercado para a atuação de pequenas produtoras. A quinta edição da pesquisa Video Viewers realizada pela Provokers em parceria com o Google e divulgada na última quarta-feira, dia 19, mostra que o consumo médio de vídeo online no País cresceu 135% na comparação com 2014.
Estudo feito pelo Facebook indica que até 2020, 75% do tráfego móvel online será para consumo de vídeo. Esse crescimento também foi identificado pelo estudo “Mídias Sociais 360°”, produzido pelo Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP, que analisou a evolução do formato ‘vídeo’ entre os segmentos marcas, entretenimento e mídia, nas redes sociais.
“Em 2015, o conteúdo em vídeo nas páginas de entretenimento do Facebook representava 20% e neste ano chegou a 36%. Nas páginas de marcas, a postagem de vídeos era de 8% há três anos, agora passou a ser 13%. Já nas páginas de mídias e notícias, o vídeo representava 8% e neste ano chegou a 10%”, conta o coordenador do núcleo da FAAP, Eric Messa.
Esse cenário provoca transformações no mercado publicitário e permite que jovens empreendedores entrem no segmento. “Pequenas e grandes marcas querem veicular conteúdo em vídeo, mas a concorrência é grande. É preciso saber se diferenciar. Nos especializamos na produção de vídeos curtos para serem vistos pelo celular, principalmente no Instagram”, diz o fundador da Smarty Talks, Diego Monteiro.
Segundo ele, a barreira de entrada é baixa, porque o preço dos equipamentos caiu. “Com R$ 6 mil de investimento é possível começar uma operação. Por isso, é importante ter um diferencial e demonstrar conhecimento sobre as diferentes formas de aplicação.”
Criada em 2017, a empresa tem equipe enxuta e contrata freelancer conforme a necessidade. “Cheguei a ter seis funcionários, mas como a receita é variável optei por manter apenas duas pessoas fixas.”
Até o momento