Maryanne Braga

Maryanne Braga A Terapia Emocional Neurolinguística trabalha o Emocional, Comportamental e Cognitivo do Cliente

06/04/2026

O luto é como um pote de purpurina que cai no chão: no início, o caos se espalha, gruda em tudo e parece impossível de limpar. Você tenta organizar a vida, mas de repente esbarra em uma música ou em um cheiro, e lá está o brilho de novo, trazendo a lembrança da queda. Essa desorganização exaustiva é a fase aguda do luto, o momento em que a sua percepção de como a vida deveria ser simplesmente desabou. A dor de encontrar esses rastros o tempo todo não é fraqueza, é apenas o seu corpo reagindo a uma ausência que ainda não faz sentido.

O que a neurociência nos mostra é que o seu cérebro mapeou quem você ama em milhares de conexões diárias, codificando essa pessoa quase como uma extensão de você. Tropeçar nessa "purpurina" pela casa dispara um estado de alerta no sistema nervoso, porque a mente espera a presença e entra em choque com a falta. Porém, gradualmente, a neuroplasticidade permite que a mente se reorganize. Esse esforço diário não é para esquecer, mas o trabalho biológico e exaustivo de recalcular a realidade, integrando a perda e acalmando as emoções.

Com o passar do tempo, o desespero cessa e, um dia, você encontra apenas um pontinho de luz solitário em um livro ou casaco antigo. Esse brilho não é mais o caos inicial, mas a prova de que o vínculo não desapareceu, apenas mudou para dentro de você: agora ele se chama saudade. Se você esbarrou em um pouco de purpurina hoje e está sentindo o peso dessa reorganização, salve este vídeo para lembrar de ter paciência com o seu próprio tempo e processo.

E se você também guarda um pontinho de luz, deixe um ❤️ nos comentários.

03/04/2026

O desafio de "ser mãe" durante o período de luto pode trazer uma carga difícil de suportar. Quando você vivencia uma perda profunda, o cérebro consome muita energia metabólica para processar a dor, mantendo o cortisol elevado, conforme detalham publicações do National Institutes of Health. Ao mesmo tempo, a necessidade de cuidar de uma criança exige foco total da área frontal do cérebro. Essa sobrecarga simultânea, definida como oscilação contínua pelo modelo clínico de Stroebe e Schut, explica por que atividades básicas parecem esgotar suas forças tão rapidamente. 🥀

A ciência orienta que você é forçada a alternar dezenas de vezes ao dia entre o luto interno e as demandas externas. Pesquisas de Alvis e colaboradores focadas no comportamento familiar mostram que tentar esconder a tristeza o tempo todo para poupar a criança gera uma inibição prejudicial. Ocultar essa emoção aumenta a sua ansiedade e cria uma tensão invisível que o seu filho sente e absorve, dificultando a estabilidade do ambiente.📈🤯

A recomendação baseada em evidências para preservar a sua mente, embasada no conceito clássico de cuidado suficientemente bom do pediatra Donald Winnicott, é focar apenas na segurança e no afeto básico, ACEITANDO A QUEDA NO PADRÃO DA ROTINA. Além disso, estudos empíricos de Dalton e Christ sobre comunicação apontam que nomear a tristeza de forma simples para a criança tira de você o peso de performar normalidade e ensina que a saudade tem um lugar seguro dentro de casa. 🫂💜🏠

Muitos acreditam que o tempo cura tudo e que a dor do luto deve diminuir até sumir. Mas, na prática, a experiência pode ...
01/04/2026

Muitos acreditam que o tempo cura tudo e que a dor do luto deve diminuir até sumir. Mas, na prática, a experiência pode ser muito diferente. Essa ilustração poderosa revela uma nova perspectiva sobre como lidamos com as perdas em nossa vida. 💔

A parte superior da imagem mostra o que a sociedade espera: que o luto (em azul) fique menor com o tempo. Já a parte inferior, com os círculos laranjas, ilustra a realidade. O luto não encolhe; ele mantém seu tamanho e intensidade, enquanto a nossa vida cresce ao redor dele.

Este modelo transformador foi criado pela conselheira de luto neozelandesa Lois Tonkin, em 1996. Ela nos ensinou que a 'cura' não é fazer o luto desaparecer, mas sim expandir nossa vida para incluir novos espaços, relações e alegrias, enquanto carregamos a perda de forma integrada.

Em vez de tentar superar, que possamos ter paciência para permitir que nossa vida cresça ao redor da nossa dor. É um convite para a autocompaixão e para entender que a dor não anula a vida, mas a torna mais profunda. Você já sentiu sua vida crescendo ao redor de uma perda?

29/03/2026

Quando perdemos alguém que amamos, a sensação inicial é de que o nosso próprio mundo desabou. O luto é exaustivo, doloroso e exige muito do nosso corpo e da nossa mente. No entanto, a psicoterapia e a neurociência observam um fenômeno chamado Crescimento Pós-Traumático. 🧠

Isso não quer dizer que a perda foi algo positivo, mas sim que, diante de uma dor tão profunda, o seu cérebro se mobiliza para sobreviver, reconfigurando a forma como você enxerga a própria existência.
Nesse processo silencioso de reconstrução, a proximidade com a finitude acaba funcionando como uma lente de aumento.🔎 De repente, aquilo que antes era banal ganha um valor inestimável. A vontade de agradecer por um dia de sol, pela saúde ou por um abraço não é um "defeito" emocional, mas sim a sua biologia criando novos caminhos neurais para encontrar fôlego em meio à dor. A vida passa a ser vista com uma urgência e um respeito diferentes. 🍃🙏🏻

Muitas vezes, sentir gratidão ou um desejo intenso de viver traz culpa, como se fosse uma traição a quem se foi. Mas a verdade é o oposto: voltar a apreciar a vida é uma das formas mais profundas de honrar esse amor. Compreendemos que quem amamos continua vivo dentro de nós, nas memórias que carregamos e nas histórias que escolhemos contar sobre eles. 🧠🩷✨

Cada passo dado com presença e sentido é um reflexo do que permaneceu.

Um grande abraço! 🫂

24/03/2026

A neurociência indica que uma perda significativa desorganiza temporariamente nossas vias neurais. É como ser virado de cabeça para baixo e sacudido: de repente, pesos desnecessários caem por terra, as prioridades mudam e o cérebro descarta aquilo que não importa mais para focar na adaptação à nova realidade. 🧠💔

​Na psicoterapia do luto, compreendemos que essa desorientação inicial é, na verdade, o princípio de uma reestruturação profunda. A dor altera drasticamente a percepção do que é essencial, forçando uma reorganização interna que redefine a nossa identidade e a forma como escolhemos conduzir a vida a partir desse marco.

​A saudade não tem um ponto final, mas ela se transforma com o tempo. O sistema nervoso e o lado emocional aprendem a acomodar essa ausência, criando uma nova forma de vínculo interno que permite integrar a perda e seguir adiante com um propósito renovado.

21/03/2026

A dor do luto não é um obstáculo a ser ultrapassado, mas uma reconfiguração profunda no cérebro e no corpo. O consenso científico aponta que nossas conexões neurais são fortemente moldadas pelos laços de afeto. Quando perdemos alguém, nosso cérebro passa por um processo biológico real para atualizar a realidade e entender essa ausência. Sentir que você não consegue "superar" não é um sinal de fraqueza, mas a prova de que o seu corpo está trabalhando duro e gastando muita energia para processar o impacto dessa ruptura.

​O luto não é algo que encolhe ou desaparece, mas algo que você aprende a carregar. Na visão clínica e terapêutica, a adaptação não significa esquecer ou fechar um ciclo, mas sim criar um espaço interno para acomodar a perda. Trata-se de permitir que a sua vida cresça e se expanda ao redor dessa dor. A ausência passa a ter um lugar respeitado dentro de você, fazendo com que a saudade possa coexistir pacificamente com a sua rotina e com o seu futuro.

​Você não precisa deixar quem você ama no passado para conseguir seguir a vida. Aprender a caminhar com essa bagagem exige paciência e um acolhimento diário com o seu próprio ritmo. Você leva esse amor, agora transformado e integrado à sua história, para a sua nova forma de viver, honrando um vínculo que continuará existindo dentro de você.

❤️‍🩹🫂 Um grande abraço!!

17/03/2026

Se você se sente "rasgada" mesmo após muito tempo, entenda que o luto não é um erro de percurso, mas um processo biológico. A neurociência explica que vínculos profundos criam "mapas neurais" de presença; quando a perda ocorre, o cérebro entra em um estado de conflito entre a razão e a memória, gerando um estresse prolongado que mantém o corpo em alerta constante.

Chorar "por nada" é, na verdade, uma ferramenta de regulação emocional e bioquímica. O choro libera ocitocina e endorfinas que ajudam a mitigar a dor física e emocional, permitindo que o sistema límbico processe fragmentos do trauma que ainda não foram integrados. Reprimir essa descarga só aumenta a fragmentação interna e adia a cicatrização.

Validar a sua dor é a estratégia mais eficaz para a saúde mental. O luto não é uma linha reta com prazo de validade, mas uma reconstrução de significado. Permitir-se chorar é dar ao seu sistema nervoso a chance de refazer o mapa de uma nova realidade, respeitando o seu tempo psíquico e transformando o "rasgo" em uma cicatriz que faz parte da sua história.

11/03/2026

Perder um pai ou uma mãe é ver a nossa primeira e mais profunda âncora de segurança desaparecer. Para mentes que não param e processam tudo com muita intensidade, o luto traz uma exaustão física e mental pesada, quase como se o corpo pedisse uma pausa urgente. Acolher esse cansaço com gentileza é o primeiro passo.

Precisar de conforto imediato não é fraqueza; é a biologia do seu próprio corpo buscando ar e readaptação.
Tornar-se mãe de si mesma — o reparenting — é o ato de amor de construir novas rotas de cuidado e segurança do lado de dentro. Na prática, é se olhar com a mesma doçura, paciência e proteção incondicional que você dedica ao acolher o choro ou a frustração de uma criança pequena. É trocar a cobrança severa de dar conta de tudo por um abraço prático em si mesma, defendendo os seus momentos de descanso e respiro ao longo do dia.

Um insight para acalmar o coração: neurologicamente, quem nos amou primeiro não desaparece. Eles se transformam em circuitos consolidados no nosso cérebro. A força, a resiliência e o colo que você tenta criar agora para cuidar de si já estão instalados na sua estrutura mais íntima. Você não está construindo uma rede de segurança do zero; está apenas aprendendo a acessar a herança de amor e proteção que já é toda sua.

03/03/2026

Dizem que o luto é o amor que não tem mais para onde ir. 🤍

​A saudade dói porque o vínculo foi real. Porque cada conversa, cada abraço e cada silêncio compartilhado construíram uma história que agora habita na memória.

​Não se cobre "superar" ou apressar o passo. O luto não é um caminho com linha de chegada, mas um processo de aprender a caminhar com um novo peso no coração. Validar a sua dor é a primeira forma de honrar quem partiu.

​Respeite o seu tempo. Sinta o que precisar sentir. A saudade é a prova de que o amor valeu a pena. ✨

✨Você ama a psicoterapia, mas sente que ainda não se destacou como gostaria?⠀É totalmente possível crescer na profissão ...
07/05/2025

✨Você ama a psicoterapia, mas sente que ainda não se destacou como gostaria?


É totalmente possível crescer na profissão com consistência, ética e propósito — sem precisar se desconectar de quem você é.

Veja algumas estratégias que me ajudaram a construir autoridade na
psicoterapia, e que podem te ajudar também a ocupar o seu espaço com mais segurança e autenticidade.


👉 Arraste para o lado e descubra o que pode estar faltando na sua caminhada para crescer de forma sólida e significativa.

👇 Me conta aqui nos comentários quais dessas dicas você mais gostou?

Vamos juntos nessa jornada de transformação! 💛
# CuidarDeSi

🪷 A dor que você evita sentir é a mesma que precisa ser ouvida para começar a cicatrizar.A terapia não apaga o que acont...
05/05/2025

🪷 A dor que você evita sentir é a mesma que precisa ser ouvida para começar a cicatrizar.

A terapia não apaga o que aconteceu, mas te ajuda a ressignificar — a olhar para suas feridas com acolhimento, e não com culpa. É um espaço seguro onde suas emoções são bem-vindas, onde até o silêncio tem voz.

Permitir-se cuidar da mente é um ato de amor e coragem. Você não precisa carregar tudo sozinha. Aos poucos, com apoio e escuta empática, é possível transformar dor em força e recomeçar com mais leveza. 💛

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Brasília, DF

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