06/12/2025
Muitos pais chegam ao meu consultório com uma certeza pré-fabricada: “Meu filho é superdotado, vim buscar o laudo”. 🧠⚠️
Mas a Neuropsicologia não funciona como um drive-thru de diagnósticos. E precisamos tocar em uma ferida importante.
Existe uma “moda” perigosa de buscar o diagnóstico de Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) quase como um atestado de “status”. O problema é que, ao tentar transformar uma criança inteligente e esforçada em um “gênio” a qualquer custo, podemos estar comprometendo a saúde mental dela e ignorando o que ela realmente precisa.
No post de hoje, trago reflexões necessárias:
1️⃣ Estar na média não é demérito: A maioria da população está na média da curva de Gauss, e isso significa ter plenas condições de ser feliz e bem-sucedido.
2️⃣ O risco da confusão com o Autismo: Hiperfoco, interesses restritos e sensibilidades sensoriais podem ser sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA), e não necessariamente de Superdotação.
3️⃣ Não existe hierarquia de neurodivergência: Ser superdotado não é “melhor” e ser autista não é “pior”. Buscar o rótulo de AH/SD apenas para “fugir” do estigma do autismo é privar seu filho do suporte e das terapias que ele realmente precisa para ter autonomia.
Diagnóstico não é troféu, é bússola para guiar o desenvolvimento. 🧭
✨ Seu filho não precisa de papel timbrado “chique” para ser validado. Ele precisa ser visto, acolhido e amado pelo que é, sem o peso de expectativas irreais que geram estresse tóxico e ansiedade.
💬 Esse assunto gerou alguma reflexão por aí? Me conta aqui nos comentários o que você pensa sobre essa “corrida pelo laudo”.