CiPe-Hmib: Cirurgia Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília

CiPe-Hmib: Cirurgia Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília Unidade de Cirurgia Pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília

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Conversa sobre refluxo em crianças!!!

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01/11/2019

O QUE É A CIRURGIA PEDIÁTRICA?

É a especialidade médica responsável pelo tratamento clinico-cirúrgico de crianças com doenças congênitas ou adquiridas, do período antinatal até o fim da puberdade.
Tem extensa área de atuação, pois atua em vários sistemas orgânicos (digestório, respiratório, genitourinário, vascular, tegumentar e musculoesquelético).

QUAL A FORMAÇÃO DO CIRURGIÃO PEDIÁTRICO?

Atualmente a formação mínima do cirurgião pediátrico varia de 5 a 6 anos. Vai depender da opção do médico em fazer como pré - requisito 2 anos de Residencia Médica (RM) na Área de Cirurgia Básica ou 3 anos de RM em Cirurgia Geral, opção esta que no final concede título de especialista em Cirurgia Geral.
Após o pré - requisito, 3 anos de RM em Cirurgia Pediátrica e mais 1 ano opcional de estágio em Centros de Aperfeiçoamento credenciados pela CIPE (Queimados, Cirurgia Pediátrica Oncológica, Cirurgia Pediátrica Torácica e Cirurgia Pediátrica Urológica).

ONDE O CIRURGIÃO PEDIÁTRICO PODE ATUAR?

Pré-natal: no diagnóstico de malformações congênitas durante a gestação, com programação para correção cirúrgica após o nascimento. Em alguns casos, o procedimento cirúrgico pode ser realizado ainda no útero da mãe (Cirurgia Fetal).
Neonatal: compreende os pacientes desde o nascimento até o vigésimo oitavo dia de vida, prematuros ou nascidos a termo. Nessa faixa etária predominam as malformações congênitas.

Cirurgia Pediátrica Geral: após o período neonatal, envolve tanto malformações congênitas com diagnóstico mais tardio, assim como outras patologias de caráter eletivo ou de urgência, dos diversos sistemas orgânicos

Cirurgia Pediátrica Urológica: investigação e tratamento de doenças do sistema urinário

Cirurgia Pediátrica do Trauma: o profissional atua em serviços de emergência, sendo imprescindível a sua presença no tratamento de crianças politraumatizadas, pois estas apresentam características distintas dos adultos.

Cirurgia Pediátrica Oncológica: tumores, benignos ou malignos, têm apresentação diferenciada em crianças, inclusive com características histológicas específicas, que determinam o tratamento.

Cirurgia Pediátrica Videolaparoscopia: na verdade, não se trata de área de atuação, mas sim uma técnica cirúrgica que necessita de treinamento específico e intensivo do profissional; e que pode ser aplicada em várias situações da prática diária da especialidade

E mais recentemente na Cirurgia Pediátrica Robótica, que assim como a videolaparoscopia, é uma técnica cirúrgica que necessita de um treinamento específico e intensivo

QUAL O MERCADO DE TRABALHO DO CIRURGIÃO PEDIÁTRICO?

O cirurgião pediátrico pode trabalhar como profissional liberal em consultório particular e realizando cirurgias em caráter ambulatorial em hospital dia ou em hospital de grande porte, a depender do grau de complexidade da doença a ser tratada. Pode estar inserido a serviços hospitalares, trabalhando em caráter ambulatorial ou emergencial, fazendo plantões presenciais ou de sobreaviso; ou também pode atuar nas áreas de pesquisa e ensino.
Normalmente está ligado a um serviço hospitalar, em conjunto com outras especialidades pediátricas; sendo necessário infraestrutura e disponibilidade de equipamentos e materiais cirúrgicos adequados às diversas faixas etárias, além de suporte de terapia intensiva neonatal e pediátrica.

28/08/2019

USP-RIBEIRÃO PRETO APROFUNDA DEBATE SOBRE ENTEROCOLITE NECROSANTE E HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA

Nos dias 13 e 14 de agosto, na Faculdade de Medicina do Campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), foram realizados o II Workshop de Enterocolite Necrosante e o II Workshop de Hérnia Diafragmática Congênita, respectivamente.
O Dr. Lourenço Sbragia Neto, cirurgião pediátrico, pesquisador, coordenador da Comissão de Pesquisa e Cirurgia Experimental da CIPE e membro da comissão organizadora, avalia que “a realização dos dois eventos em dias consecutivos propiciou à pós-graduação da FMRP trazer o professor Augusto Zani, do Canadá, especialista em hérnia diafragmática, e o professor Augusto Federico Schmidt, neonatologista que atua nos EUA”. Também possibilitou a participação de vários professores do estado de São Paulo em ambos os workshops, os quais, por serem monotemáticos, permitiram o aprofundamento da discussão dos vários ângulos de cada doença.
Conforme informou, a média foi de 60 participantes por dia, “de nível altíssimo, já que os presentes, em sua maioria, eram chefes de serviços, pós-graduandos e alguns alunos, criando uma boa mescla”.
Ao comentar os workshops, o Dr. Lourenço resumiu os aspectos abordados: “Na enterocolite, vimos manifestações pré-natais que podem ocorrer; melhorias nas condutas, introduzidas pelos EUA; resultados de tratamentos para hipotermia em crianças muito pequenas; condutas polêmicas referentes à síndrome do intestino curto e a estomias em bebês que perdem o intestino; e possibilidades futuras de uso de células-tronco.”
Ao referir-se ao painel sobre hérnia diafragmática, realizado no dia 14, ele conta que foram discutidos temas como: uso de células-tronco e de esteroides; as estratégias de tratamento em diferentes serviços – como nos campus da USP, Unesp e Unicamp – e os resultados obtidos, em comparação com serviços norte-americanos. Também foram apresentados avanços com relação ao diagnóstico pré-natal e ao uso, técnica e tática de ventilação pulmonar.
Na ocasião, também foi objeto de análises a possibilidade de criar um banco de dados único para o tratamento da doença; as disparidades regionais – área agrícola X área urbana – que influenciam na qualidade do diagnóstico pré-natal; e a criação por parte do governo, de centros especializados nessas doenças, com economia de recursos para o país.
Novos eventos científicos estão previstos para o próximo ano, possivelmente no primeiro semestre, segundo o cirurgião pediátrico.
Anteriormente, na unidade, já foram realizados três simpósios internacionais de pesquisa em Cirurgia Pediátrica. “Desejamos realizá-los a cada dois anos, mas os recursos são escassos”, lamenta, informando que o último foi feito no campus da Unesp, na Faculdade de Medicina, parceira no simpósio, e que o próximo está previsto para ocorrer em 2020.

28/08/2019

Conheça os riscos e benefícios de incentivar que crianças e adolescentes e locomovam de forma ativa e saiba como ensinar que eles transitem com segurança.

Parabéns
07/08/2019

Parabéns

CORREÇÃO DE MIELOMENINGOCELE POR FETOSCOPIA É REALIZADA EM CAMPINAS

Além de reduzir o risco de complicações uterinas e amenizar as consequências motoras e neurológicas dessa patologia após o nascimento, essa técnica minimamente invasiva reduz a incidência de partos prematuros, comuns nas cirurgias abertas dessa natureza.

No dia 4 de julho, na Maternidade de Campinas (SP), a equipe multidisciplinar composta pelo cirurgião pediátrico Prof. Dr. Márcio Lopes Miranda, pelos especialistas em Medicina Materno-fetal, Profs. Drs. Kleber Cursino e Giuliane Lajos, pelo neurocirurgião Prof. Dr. Matheus Dal Fabbro e pelos anestesiologistas Marcel Rodrigues Ferreira e Luis Fernando Carlin Mutterle realizou cirurgia intrauterina de mielomeningocele por fetoscopia, que deverá minimizar as sequelas dessa malformação.
O bebê, uma menina, de 26 semanas foi operado dentro do útero para reposicionamento da medula no canal, cobertura com substituto de dura-máter e fechamento da pele. O feto e a mãe mantiveram-se em ótimas condições durante todo o procedimento, sendo a alta da paciente realizada no quarto dia após a fetoscopia. De acordo com o cirurgião pediátrico, no controle pós-cirúrgico, bons resultados já foram observados, como a redução da herniação do cerebelo, conhecida como Arnorld-Chiari, ainda que sequelas motoras não estejam totalmente afastadas.
Todo o procedimento, que usa técnica minimamente invasiva, é monitorado por ultrassom por especialista em medicina fetal, para controle do batimento cardíaco e outros sinais da mãe e do feto.
Conforme explicação do Prof. Dr. Marcio, embora o defeito ósseo permaneça, o recobrimento precoce da medula minimiza as sequelas motoras e neurológicas dessa patologia após o nascimento. “Essa malformação, em que o tubo neural não se fecha durante a gestação, com exposição da medula ao líquido amniótico, especialmente na região lombo-sacra, é muito agressiva. Podem haver perdas motoras na pelve e membros inferiores e os bebês já nascerem paraplégicos, com problemas vesicais e intestinais, como incontinência f***l e bexiga neurogênica”. A mielomeningocele também pode causar a dilatação dos ventrículos cerebrais, com o surgimento da hidrocefalia por acúmulo de líquor, gerando dificuldades para caminhar e comprometimento cognitivo, além de meningites e necessidade de efetuar derivação ventriculoperitonial.
Ele cita o estudo MOMS, que é uma análise norte-americana que avaliou o desempenho da cirurgia pré e pós-natal, segundo o qual a melhora cognitiva e motora decorrente desse tipo de cirurgia é significativa. A necessidade de derivação ventrículo peritoneal diminuiu de 80% para 40% com a cirurgia intrauterina.

Equipe e história
Neste último mês, a equipe, que é formada por especialistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizou dois procedimentos fetoscópicos com sucesso. A gestação da outra paciente também caminha bem, para a 30ª semana.
Embora após a cirurgia a tendência é que o parto seja prematuro, a esperança da equipe, de acordo com o Dr. Márcio, é que nas duas fetoscopias já realizadas a gestação alcance entre 35 e 37 semanas (o tempo normal é de 40 semanas), pois o procedimento fechado reduz esse risco. “É uma grande satisfação ter participado desta equipe nessas cirurgias e já constatar bons resultados, pois até pouco tempo o uso dessa técnica era impensável”, declara.
Ele destaca que a primeira cirurgia fetal aberta dessa natureza foi realizada no Brasil em 2002, pelo também cirurgião pediátrico Lourenço Sbragia Neto e equipe multidisciplinar. “Também em cirurgias fetais é imprescindível a participação de cirurgiões pediátricos, mas não se pode abrir mão de nenhum dos demais especialistas.”
Dr. Márcio fez seu treinamento em Cirurgia Fetal nos EUA, com o Dr. José Luis Peiró Ibáñez, cirurgião pediátrico diretor de Cirurgia Fetal Endoscópica do Centro Fetal do Cincinnati Children’s Hospital e especialista em Cirurgia Fetal, Neonatal e Minimamente Invasiva. O Dr. Peiró participará como conferencista do XII Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica que acontecerá em São Paulo (SP), neste agosto de 2019.

Política pública, SUS, convênios e informação
Segundo o entrevistado, o número de casos de mielomeningocele tem aumentado no mundo, fato que é mais evidente em países em desenvolvimento, por carência de ácido fólico. Mas pode ser evitada.
No Brasil, segundo ele, em 2017 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicou a Resolução RDC n° 150, que prevê a adição de quantidades mínimas de ferro e ácido fólico em cada uma das farinhas de trigo e de milho industrializadas, atualizando regulamento de 2002 sobre o tema. “A ingestão de ácido fólico antes da gravidez diminui em até 30% a incidência, desde que a mielomeningocele não tenha causas genéticas”, revela.
Quanto à possibilidade de realização dessa cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por convênios, ele afirma ser esse seu desejo, e lamenta que ainda não tenha sido incluída no Rol de Procedimentos do órgão e da Agência Nacional de Saúde (ANS), “apesar de não se tratar mais de procedimento experimental e já estar estabelecido mundialmente, também na literatura médica”.
Para ter o sucesso esperado, no entanto, a operação deve se realizar dentro de prazos bem definidos. Embora os primeiros sinais da doença possam aparecer a partir da 12ª semana de gestação, o diagnóstico é possível, por ultrassom, a partir da 16ª semana. A cirurgia fetal pode ser realizada entre 24 e 26 semanas de gestação, se não houver contraindicações.
E, dando sequência a um projeto iniciado no ano passado, com o lançamento do gibi Gol de Placa, sobre hérnia inguinal, para melhorar a qualidade da informação sobre cirurgias pediátricas para crianças e leigos, o Dr. Márcio Miranda prepara nova edição. No novo número, que deverá ser lançado ainda em agosto, a mielomeningocele será abordada de forma simples e didática, mostrando as diferentes etapas de sucessivos processos cirúrgicos, do diagnóstico até o pós-operatório, de forma a desmistificá-la.

Agende. Participe !!!
29/07/2019

Agende. Participe !!!

O Curso de Doenças Colorretais em Crianças, ministrado pelos Drs. Alberto Peña e Andrea Bischoff, será realizado entre 21 e 23 de janeiro de 2020, no Hospital das Clínicas da USP - Ribeirão Preto, com o apoio da CIPE..

Vamos !!!
27/07/2019

Vamos !!!

Acontece nesta terça, 30 de julho, das 11h às 14h, no WTC Events Center, em São Paulo (SP).

05/07/2019

Endereço

SGAS 608/Bloco A/Asa Sul
Brasília, DF
70.203-900

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