02/01/2026
A constipação intestinal é uma condição frequente em pacientes críticos e muitas vezes subestimada dentro do ambiente hospitalar.
Imobilidade prolongada, uso de sedativos e opioides, instabilidade hemodinâmica, alterações hidroeletrolíticas e oferta inadequada de fibras e líquidos estão entre os principais fatores envolvidos.
Mais do que um desconforto, a constipação pode estar associada a distensão abdominal, aumento da pressão intra-abdominal, intolerância à dieta enteral, maior risco de aspiração, infecções e prolongamento do tempo de internação.
Por isso, o funcionamento intestinal deve ser monitorado de forma sistemática no paciente crítico, fazendo parte da avaliação clínica e nutricional diária.
A atuação multiprofissional, com atenção à terapia nutricional adequada, hidratação, mobilização precoce quando possível e uso criterioso de medicamentos, é essencial para a prevenção e o manejo dessa condição.
Cuidar do intestino também é cuidar da recuperação do paciente crítico. 💙
Referências 📑
McClave, S. A. et al. Guidelines for the Provision and Assessment of Nutrition Support Therapy in the Adult Critically Ill Patient. JPEN Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, 2016.
Deane, A. M.; Chapman, M. J. Gastrointestinal dysfunction in the critically ill patient. Current Opinion in Critical Care, 2014.