30/04/2026
Hoje se completa 1 mês do dia mais louco e especial da minha vida.
É a terceira vez que tento escrever… e ainda assim é muito difícil descrever o que foi o dia 09/03/2026. Acho até que gastei mais tempo escrevendo esse relato do que parindo a Cecília… rsrs
Inacreditavelmente, tenho mais uma história pra contar. E como sempre digo: no final, dá tudo certo — de um jeito ou de outro. E mais uma vez deu.
A Cecília chegou em casa, de forma natural, em um trabalho de parto que durou menos de 2 horas. Até agora me pergunto se isso foi real… mas foi. Real, intenso e muito além de tudo que eu imaginava.
Desde o início, eu dizia: “nós, mulheres, somos feitas pra parir”. Mas, ao mesmo tempo, não sabia se daria conta. Não planejei a gestação, não estudei profundamente, não me preparei como muitas fazem… mas decidi que iria tentar.
Busquei referências na minha cidade, mas a maioria das mulheres optava pela cesárea. Foi então que encontrei o Grupo Humanize, em uma cidade próxima (Cássia-MG). Fiz duas entrevistas, com a Dra. Maria Rita e com a doula Laura Bandim, e mesmo sem conhecê-las pessoalmente, senti acolhimento e força.
Eu tinha medo. Muitas dúvidas. Estava longe da minha família. E encontrei nelas uma segurança que foi muito além de uma consulta médica.
Cada encontro — com a doutora, a doula e a fisio Paula — era uma aula. Eu e o Rafael gostamos de entender tudo, e aquilo nos deu base não só para o parto, mas para o início da nossa vida com a Cecília.
O que eu sabia sobre o parto? Que poderia durar mais de 10 horas. Que a dor era intensa. Que o expulsivo era involuntário. E que, no final, a gente esquecia tudo… mas a recuperação era rápida.
Planejamos começar o trabalho de parto em casa: banheira, playlist, aromaterapia, massagens e até uma fotógrafa. E finalizar no hospital.