Psicóloga Gabriela Fontana

Psicóloga Gabriela Fontana Sou psicóloga escolar e clínica, e busco trazer aqui temas da vida relacional. Vamos conversar? 🌱

Tenho visto muitos movimentos de pessoas exaustas de tentar se proteger nas relações. Proteger do quê? De sofrer, de dep...
10/02/2026

Tenho visto muitos movimentos de pessoas exaustas de tentar se proteger nas relações. Proteger do quê? De sofrer, de depender, de se frustrar...

O problema é que, quando a lógica se baseia em evitar qualquer incômodo, o encontro deixa de acontecer. A gente se preserva tanto que já não sabe mais como sustentar um vínculo, afinal o afeto não funciona como produto.

Isso aparece muito como medo de ser deixado, mas também como facilidade em deixar. As duas coisas costumam andar juntas.
Nem sempre o que é difícil é sinal de que algo está errado. Às vezes é só sinal de que existe relação ali.

A psicanálise ajuda a lembrar algo simples e difícil ao mesmo tempo: vínculos se constroem quando há espaço para perda, frustração e elaboração. Talvez então a pergunta não seja por que ninguém f**a. Mas, o que fazemos quando o vínculo deixa de ser fácil?

27/01/2026

Nem todo sofrimento é patologia. Mas nem todo sofrimento é fácil de sustentar.
Vivemos um tempo em que sentir demais, cansar, se frustrar ou sofrer por alguém rapidamente vira uma busca por nome, rótulo, diagnóstico. Como se só assim a dor pudesse ser validada.

Freud já fazia uma diferença importante:
há sofrimentos que fazem parte da vida psíquica — perdas, limites, frustrações, mudanças — e há sofrimentos que viram sintoma, que travam, repetem e impedem a vida de seguir.

O problema não é sofrer. O problema é quando o sofrimento não encontra palavra, tempo ou escuta. Cuidar da saúde mental não é eliminar a dor a qualquer custo. É ajudar a atravessá-la sem transformar toda experiência humana em doença.

Se isso te atravessa de alguma forma, esse vídeo é um convite à reflexão — não a um rótulo. 🌱

Texto citado: Freud, Inibição, sintoma e angústia

Nem todo recomeço precisa ser vivido como urgência. O início de um novo ciclo costuma vir acompanhado de expectativas, m...
16/01/2026

Nem todo recomeço precisa ser vivido como urgência. O início de um novo ciclo costuma vir acompanhado de expectativas, metas e cobranças que, muitas vezes, funcionam mais como ruído do que como direção.
Na clínica, vemos que nem sempre o que falta é motivação. O que aparece com frequência é o excesso — de demandas, de ideais, de exigências do supereu. Quando tudo pede resposta imediata, pouco espaço sobra para a elaboração psíquica e o desejo f**a silenciado.
Recomeçar, sob essa perspectiva, pode ser sustentar uma pausa. Um tempo em que o sujeito possa escutar o que insiste e o que pede cuidado. Nem sempre é sobre avançar. Às vezes, é sobre compreender. 🤎

Lendo Clarice Lispector recentemente, me deparei com os “apesares” que, por muito tempo, também me tocam — num ponto mui...
08/10/2025

Lendo Clarice Lispector recentemente, me deparei com os “apesares” que, por muito tempo, também me tocam — num ponto muito próprio, que sigo elaborando em minha análise.

Quando Clarice fala do “apesar de” que movimenta a vida, ela nos lembra, assim como a psicanálise nos ensina, que viver é reconhecer as falhas, as perdas, a dor... e, ainda assim, seguir vivendo.

Em uma conversa com minha analista, lembro de ter dito:
“Quer dizer que, pra eu existir a meu modo, é preciso que eu conviva com a existência desse buraco imenso?” Baita convivência com a angústia!

E, bom, a vida é meio que isso mesmo. Quando se evita a angústia, evita-se também a vida — evita-se ser sujeito do próprio desejo.

Investir em si, na vida, nas faltas e nos buracos que nos atravessam é reconhecer que a angústia pode ser motor — pulsão de criação, de movimento, de reinvenção.

Cada “apesar de” é único. É desconfortável, sim. Mas é também um campo fértil 🌿

(Trecho do livro "Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, da Clarice Lispector)

Eu não nasci psicóloga. Fui me fazendo psicóloga no caminho — nas trocas com colegas incríveis, nas escutas que transfor...
27/08/2025

Eu não nasci psicóloga. Fui me fazendo psicóloga no caminho — nas trocas com colegas incríveis, nas escutas que transformaram silêncios em palavras, nos encontros que revelaram que cada sujeito carrega em si um universo singular.

Ser psicóloga não é ocupar um título, mas sustentar um lugar: o de quem se dispõe a acompanhar, sem julgar, sem reduzir, sem estigmatizar. É estar presente para que a dor encontre linguagem, para que a angústia se torne elaboração, para que a subjetividade possa florescer em potência.

Assim como cada sujeito se constrói em sua travessia, eu também venho me construindo, a cada encontro, nessa posição que é mais do que profissão — é uma escolha de olhar, de escutar e de reconhecer no outro a dignidade de existir. Feliz dia do Psicólogo ❤️

Hoje foi um dia muito especial por aqui. Tive o privilégio de apresentar um estudo sobre a questão do diagnóstico de aut...
30/10/2024

Hoje foi um dia muito especial por aqui. Tive o privilégio de apresentar um estudo sobre a questão do diagnóstico de autismo na infância e suas implicações clínicas e na educação, à luz da psicanálise, a convite da prof. Suzana Faleiro, que foi minha professora na graduação e na pós graduação. Participar de uma mesa na III Mostra de Formação da PUC Minas foi um aconchego no coração por retornar a esse lugar que tanto amo e que foi a parte crucial para minha formação 🤎

Um dia desses indiquei este livro infantil para um paciente adulto e, a primeiro momento, ele estranhou muito. Sempre fi...
18/07/2024

Um dia desses indiquei este livro infantil para um paciente adulto e, a primeiro momento, ele estranhou muito. Sempre fico fascinada com as histórias infantis e com o quanto precisamos escutá-las de vez em quando, ainda que já adultos.
A Parte que Falta é um livrinho lindo, que nos ensina muito a respeito do que Lacan coloca acerca do ser humano ser um sujeito desejante, destinado à incompletude, que nos faz caminhar.
A metáfora desse tema é colocada nessa história com um ser circular que, ainda assim, é constituído pela falta. Como bem gosto de brincar, a falta faz falta!
Deixei aí alguns fragmentos, para dar um gostinho de quero mais a quem se interessar por essa leitura deliciosa 🤎📚

O que tem por trás do seu "tudo bem?"Responder que está tudo bem e que não há nada para ser dito pode ser, muitas vezes,...
19/12/2023

O que tem por trás do seu "tudo bem?"
Responder que está tudo bem e que não há nada para ser dito pode ser, muitas vezes, uma maneira de não se escutar, enquanto os pensamentos se agitam internamente. As mãos em constante movimento, o balançar das pernas, o sorriso forçado e, até mesmo, o que dizemos para disfarçar aquilo que realmente queremos dizer, deixam escapar os pensamentos por trás do "Tá tudo bem".

Se esse "tá tudo bem" te mantém em escolhas as quais te machucam, ele deve ser escutado. Nomear e reconhecer os nossos incômodos nos mostra o caminho para lidar com as angústias do viver.

Por isso te proponho a refletir: a quem serve o seu "Tá tudo bem"?

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