22/02/2026
Hoje é o meu aniversário mas quero compartilhar algo com vocês:
Eu vivia acelerada, produtiva, “funcionando”.
Por dentro, vazia.
Até que um dia eu sentei no tapete — não para performar, não para postar, não para provar nada.
Sentei porque estava cansada de fugir de mim.
E foi ali, no silêncio desconfortável da primeira respiração consciente, que eu percebi:
eu não precisava conquistar o mundo.
Eu precisava voltar para casa.
A yoga não entrou na minha vida como solução mágica.
Ela entrou como espelho.
Ela mostrou minha impaciência.
Minha rigidez.
Minha necessidade de controle.
Mas também me mostrou algo maior:
a minha capacidade de ficar.
De respirar no meio do caos.
De sustentar o desconforto até ele virar aprendizado.
E, pouco a pouco, o que era prática virou propósito.
Não porque eu decidi “empreender com yoga”.
Mas porque eu entendi que quando eu me transformava, algo ao meu redor também mudava.
As pessoas começaram a chegar não pela postura perfeita,
mas pela presença.
Não pela técnica impecável,
mas pela verdade.
Hoje, no meu aniversário, eu não celebro apenas mais um ano de vida.
Eu celebro a coragem de ter escutado aquele chamado silencioso.
Celebro cada aluna que voltou a respirar.
Cada mulher que se permitiu sentir.
Cada lágrima que virou força.
Se eu pudesse resumir esse ciclo em uma frase, seria essa:
Propósito não é o que você faz.
É quem você se torna enquanto faz.
E eu sigo me tornando.
Mais consciente.
Mais inteira.
Mais alinhada com aquilo que acredito.
Se a minha jornada já tocou a sua de alguma forma, obrigada por estar aqui.
E se você ainda está se sentindo perdida, eu te digo com carinho:
Talvez você não precise de um novo plano.
Talvez você só precise de uma nova respiração.
Que esse novo ano seja menos sobre provar…
e mais sobre sentir.
E me conta: o que você precisa deixar para trás para viver com mais verdade?