19/11/2025
Ontem facilitei uma constelação onde a dor tinha nome:
vínculo interrompido com a mãe.
Uma história que começou com rejeição e abandono ainda na primeira respiração de vida.
A mãe deixou a filha recém-nascida com o pai… e nem chegou a registrá-la.
No campo, apareceu a dor crua do “por que comigo?”, a sensação de não pertencer, o medo de ser deixada de novo. Mas, apareceu também algo maior: a verdade do destino.
À medida que a cliente olhava para sua história, algo muito sutil acontecia…O corpo tremia, os olhos enchiam, e apesar do peso, havia espaço para um novo ar.
Porque quando tocamos a raiz da ferida, o sistema começa a se reorganizar.
A constelação trouxe um movimento silencioso, porém poderoso:
•A filha olhando para a mãe, do jeito que foi possível.
•Reconhecendo a dor que a fez afastar.
•Devolvendo o peso da indiferença que nunca foi dela.
E ali, naquele instante, algo se abriu. Não para apagar o passado, mas, para permitir que a vida volte a fluir.
Nem sempre recebemos o amor como imaginamos.
Mas, sempre podemos encontrar um caminho para seguir, quando paramos de lutar contra o que aconteceu e nos permitimos sentir.
Constelação é isso: uma ponte entre a ferida e o pertencimento no aqui e agora.