08/12/2025
A tretinoína e o adapaleno estão entre os retinoides mais usados na dermatologia para tratar acne, manchas, textura irregular e linhas finas.
Quando bem orientados, entregam resultados consistentes porque atuam diretamente na renovação celular e na qualidade da matriz dérmica — processos que realmente mudam a aparência da pele a longo prazo.
Mesmo pertencendo à mesma família, eles não têm o mesmo comportamento.
A tretinoína promove uma renovação mais acelerada e tende a irritar com mais facilidade.
O adapaleno é mais estável e previsível, ótimo para quem tem pele reativa ou está começando.
O que poucas pessoas sabem é que a forma de aplicar faz diferença real.
A quantidade ideal é pequena, equivalente a um grão de ervilha para o rosto todo.
Quando o excesso é aplicado, a pele perde mais água, a barreira enfraquece e a chance de irritação aumenta.
Outro ponto essencial: todo retinoide aumenta a sensibilidade ao sol.
Sem fotoproteção diária, a pele pode ficar inflamada, sensível e mais sujeita a pigmentação pós-inflamatória — aquelas manchas que demoram a sair.
Por isso, protetor solar de uso diário é obrigatório durante qualquer tratamento com vitamina A.
Vejo muita gente usando esses ativos por conta própria e acreditando que “não funcionou”, quando o problema, na verdade, foi a escolha errada da molécula, da concentração ou da frequência.
Retinoides são excelentes, mas precisam ser adaptados ao que a sua pele realmente consegue tolerar.
Este conteúdo é informativo.
A orientação personalizada continua sendo a forma mais segura de iniciar (ou ajustar) esse tipo de tratamento.
Dra. Beatris Ribeiro Barbosa
Médica Dermatologista | CRM 26606 | RQE 37749
📍 Executive Center – Camaquã/RS
Atendimento presencial e online.