16/03/2026
Existe uma tendência muito forte na internet de transformar alimentos em heróis ou vilões absolutos, quando na prática a ciência é muito mais equilibrada do que isso.
O óleo de coco, por exemplo, ficou famoso como “superalimento”, mas ele é composto majoritariamente por gordura saturada. Isso não signif**a que seja proibido, mas também não existe evidência robusta mostrando superioridade em relação a outros óleos vegetais no dia a dia.
Da mesma forma, o óleo de soja foi injustamente demonizado, mesmo sendo fonte de gorduras insaturadas e podendo fazer parte de uma alimentação equilibrada.
O mesmo raciocínio vale para o pão francês, frutas ou arroz com feijão. Nenhum desses alimentos, isoladamente, “inflama”, “engorda” ou “destrói o fígado”. O que pesa é o padrão alimentar como um todo, a frequência e o contexto metabólico da pessoa.
Até mesmo produtos como açúcar demerara entram nessa lógica: ele pode ser menos processado que o refinado, mas metabolicamente continua sendo açúcar. A diferença prática para o organismo é mínima.
Nutrição baseada em evidência não trabalha com medo nem com modismo. Trabalha com contexto, dose e padrão alimentar.
Quanto antes você entender isso, menos refém de marketing e terrorismo nutricional você se torna.