25/11/2025
Nos últimos anos, a literatura científica tem reforçado algo que, muitas vezes, passa despercebido na clínica: o suporte social e familiar é um modulador importante da dor crônica, incluindo a dor lombar.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 mostrou que indivíduos com maior suporte social apresentam menos dor, menor incapacidade e menor interferência da dor nas atividades diárias. Esses efeitos, embora de magnitude pequena a moderada, são consistentes em diferentes populações. Isso significa que o ambiente em que a pessoa vive, o nível de apoio, acolhimento, presença e validação, influencia diretamente como o sistema nervoso processa e mantém a dor.
Outros estudos recentes (2023–2024) reforçam o mesmo padrão: conflitos familiares, isolamento, baixa coesão e sobrecarga emocional estão associados a pior prognóstico, maior risco de cronificação e menor engajamento nas estratégias ativas de reabilitação.
Em contrapartida, familiares que validam, acolhem e incentivam comportamentos funcionais favorecem adesão, reduzem catastrofização e ajudam a quebrar o ciclo dor/medo/evitação.
No consultório, esse contexto se torna um aspecto importante e que influencia diretamente no prognóstico. Compreender o contexto social do paciente, suas relações, seu ambiente familiar, sua qualidade de suporte, auxilia no ajuste do plano terapêutico com mais precisão, realismo e humanidade. A dor nunca é apenas biológica; é também emocional, relacional e contextual.
Ninguém trata dor crônica sozinho. Rede de apoio importa. Relações importam. Pertencimento importa. E, quando a família caminha junto, o tratamento muda de patamar.
Referência: Rinaudo et al., 2025. Systematic Review on Social Support & Chronic Pain.
👨⚕️ Dr. Alexandre Érix
🔹️Fisioterapeuta Especialista em Coluna e Dor
📍 Campinas/SP | Ciência, movimento e reabilitação moderna baseada em evidências.
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