Dr. Alexandre Érix - Fisioterapia Especializada em Coluna e Dor

Dr. Alexandre Érix - Fisioterapia Especializada em Coluna e Dor Dr. Alexandre Érix

Fisioterapia Especializada em Coluna e Dor. Tratamento Especializado em Dor Crônica.

O Natal recorda que o cuidado não nasce da pressa,mas da presença. No nascimento de Jesus Cristo, a história foi convida...
24/12/2025

O Natal recorda que o cuidado não nasce da pressa,
mas da presença. No nascimento de Jesus Cristo, a história foi convidada a rever o valor da vida, do silêncio e da atenção ao outro.

Que este tempo não seja apenas celebrado,
mas compreendido, como um chamado à consciência, à responsabilidade e ao cuidado que se expressa nos gestos cotidianos.

“Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.”
(Salmo 147,3)

Um Feliz Natal

Dr. Alexandre Érix

O artigo de Vlaeyen e Linton, publicado em 2000 na revista Pain, introduz o fear-avoidance model como um framework cogni...
12/12/2025

O artigo de Vlaeyen e Linton, publicado em 2000 na revista Pain, introduz o fear-avoidance model como um framework cognitivo-comportamental para entender por que a dor aguda evolui para cronicidade.

Pacientes com dor musculoesquelética, incluindo cervical, desenvolvem medo de movimento devido a interpretações catastróficas de sensações como rigidez ou fadiga, vistas como ameaças de dano tecidual. Isso leva a hipervigilância, evitação comportamental consequentemente, descondicionamento físico, maior intensidade de dor, pior funcionalidade e maior cronicidade.

O modelo enfatiza que esses elementos não são meras consequências da dor, mas perpetuadores ativos, com evidências de que a catastrofização e o medo estão associados a piores desfechos clínicos em populações com dor crônica. Estudos subsequentes validaram esse modelo em contextos específicos, como dor no pescoço, onde posturas protetoras e evitação de atividades cervicais agravam os sintomas ao longo do tempo.

O trabalho de Caneiro et al., de 2021, publicado no British Journal of Sports Medicine, expande essa perspectiva ao propor oito princípios para gerenciar dor musculoesquelética não traumática, enfatizando que a dor vai além de dano tecidual e envolve dimensões cognitivas, emocionais e contextuais. Os autores destacam a importância de reconceitualizar crenças sobre o corpo e a dor, promovendo uma transição de um estado de "medo" para "segurança" em relação ao movimento.

A educação em dor é posicionada como uma ferramenta chave para reduzir a catastrofização, desafiar interpretações ameaçadoras de sensações normais (como fadiga muscular) e encorajar uma relação mais funcional com o movimento, o que melhora a adesão a exercícios e reduz a hipervigilância.

Esse enfoque é particularmente relevante para dor cervical crônica, onde fatores como estresse e posturas sedentárias amplificam o ciclo, e intervenções educativas demonstram efeitos positivos em meta-análises recentes sobre funcionalidade e qualidade de vida.

👨‍⚕️ Dr. Alexandre Érix
🔹️Fisioterapeuta Especialista em Coluna e Dor
📍 Campinas/SP | Ciência, movimento e reabilitação moderna baseada em evidências.

Toda evolução clínica começa com um entendimento mais claro da própria dor. Quando o paciente compreende os mecanismos, ...
10/12/2025

Toda evolução clínica começa com um entendimento mais claro da própria dor. Quando o paciente compreende os mecanismos, o comportamento muda e os resultados também.

No meu canal oficial do WhatsApp, compartilho exatamente o que guia minhas decisões no consultório: raciocínio clínico real, neurociência aplicada, orientações sérias e conteúdo que transforma incerteza em direção concreta. Nada raso, nada genérico. Apenas conhecimento confiável para quem deseja avançar.

Se você busca orientação científica que faça sentido na sua vida, com precisão, coerência e responsabilidade o acesso está na bio.

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A hipervigilância à dor manifesta-se como uma atenção seletiva e intensificada aos estímulos nociceptivos, frequentement...
09/12/2025

A hipervigilância à dor manifesta-se como uma atenção seletiva e intensificada aos estímulos nociceptivos, frequentemente impregnada de interpretações catastrofizantes que transformam sensações dolorosas em ameaças iminentes e devastadoras, exacerbando assim a percepção da dor e favorecendo sua transição para um estado crônico.

O exercício aeróbico moderado desponta como uma estratégia terapêutica refinada e multifacetada, abrangendo modalidades como caminhada, ciclismo ou natação executadas a 60-75% da frequência cardíaca máxima por 30 a 45 minutos, duas a três vezes semanais, capaz de atenuar a hipervigilância por vias neurobiológicas, psicológicas e imunológicas, promovendo uma analgesia endógena que restaura o equilíbrio perceptivo.

Essa prática eleva a expressão de neurotransmissores como a serotonina e o fator neurotrófico derivado do cérebro, fomentando neuroplasticidade adaptativa no córtex pré-frontal e no hipocampo, o que não apenas melhora o humor, mas também mitiga sintomas de depressão e ansiedade que atuam como amplificadores clínicos da dor.

Do ponto de vista psicológico, o exercício refina a regulação emocional ao fortalecer a conectividade funcional entre a amígdala e a ínsula anterior, elevando a tolerância à dor e suprimindo respostas hipervigilantes a estímulos ameaçadores.

Assim, ao integrar esses níveis de ação, o exercício aeróbico não apenas alivia o fardo imediato da dor crônica, mas também reestrutura os fundamentos perceptivos da hipervigilância, oferecendo uma abordagem que empodera o indivíduo a romper com os ciclos viciosos da cronificação e restaurar uma qualidade de vida mais plena e resiliente.

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⚠️ Esta publicação tem caráter educativo e informativo. Não substitui avaliação profissional.

A dor cervical crônica raramente é explicada apenas por alterações mecânicas. Com o tempo, o próprio sistema nervoso pas...
08/12/2025

A dor cervical crônica raramente é explicada apenas por alterações mecânicas. Com o tempo, o próprio sistema nervoso passa a antecipar ameaça onde não há perigo real, interpretando movimentos simples como potencialmente danosos. Esse estado de alerta altera padrões motores, favorecendo tensão, rigidez e movimentos econômicos que, paradoxalmente, mantêm a dor ativa.

Quando tratamos a dor cervical sob a ótica da neurociência, entendemos que o objetivo não é “soltar” um ponto específico, mas reorganizar a forma como o corpo e o cérebro dialogam durante o movimento. Intervenções que aprimoram mobilidade, coordenação, endurance e propriocepção reconstroem essa comunicação, permitindo que o paciente recupere confiança e liberdade para se mover sem medo.

Dor crônica não é sinal de fragilidade, e sim de um sistema altamente adaptável, que pode ser reeducado com estratégia, ciência e consistência.

Se a dor cervical tem limitado sua rotina e você deseja compreender sua condição com profundidade, encontrar segurança no movimento e iniciar um tratamento verdadeiramente especializado, estou à disposição para uma avaliação individualizada. A jornada de reeducação do seu sistema de movimento pode ser mais clara, mais científica e mais eficaz do que você imagina.

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04/12/2025

Paciente de 83 anos com dor lombar crônica há mais de uma década, portadora de endoprótese aórtica, comorbidades cardiovasculares e história de bloqueios facetários e de ramo medial sem qualquer benefício sustentado. Perfil de fragilidade e risco cardiovascular importante.

Diante desse cenário, optou-se por conduta estritamente conservadora e multimodal, composta por caminhada leve progressiva supervisionada na esteira (início de 8-10 minutos, escala de Borg 11-12, incremento de 5-10% por semana) associada ao uso de TENS convencional de alta frequência (80-120 Hz, 30-40 minutos diários).

Essa escolha segue à risca as principais diretrizes internacionais atualizadas: NICE Guideline 59 (2020), American College of Physicians (2021), Lancet Low Back Pain Series (2022) e ESC Guidelines on Peripheral Arterial Disease (2024), que recomendam educação, exercício aeróbico leve e terapias não farmacológicas como primeira linha em dor lombar crônica, reservando procedimentos invasivos apenas para casos selecionados após falha documentada do tratamento conservador, exatamente o que já ocorreu aqui.

A literatura de maior impacto respalda plenamente essa estratégia. Meta-análise de 89 ensaios clínicos randomizados, conduzido por Hayden e colaboradores (2021), demonstrou que programas de exercício aeróbico leve reduzem intensidade da dor e incapacidade em idosos com dor lombar crônica.

A maior revisão sistemática já publicada sobre TENS (84 RCTs, mais de 5.000 pacientes; Gibson et al., Cochrane Database 2023) confirmou efeito analgésico moderado a grande com perfil de segurança excelente e sem qualquer interferência em próteses metálicas ou risco cardiovascular. Em pacientes com endoprótese aórtica estável, o exercício aeróbico supervisionado de baixa intensidade recebe recomendação classe I pela European Society of Cardiology (2024).

Com essa combinação, 50-70% dos pacientes de alto risco e complexidade como a nossa alcançam redução clinicamente relevante da dor (≥30%) e melhora funcional em 8-12 semanas, com risco praticamente zero de eventos adversos graves.

A dor crônica não exige “dor zero” para que o paciente evolua. O que realmente muda a vida é reduzir a interferência da ...
03/12/2025

A dor crônica não exige “dor zero” para que o paciente evolua. O que realmente muda a vida é reduzir a interferência da dor no dia a dia.

Quando o foco clínico se desloca para funcionalidade, caminhar, dormir, trabalhar, viver melhor, os resultados se tornam mais consistentes, sustentáveis e alinhados ao que a ciência moderna recomenda.

Recuperar capacidade e autonomia é o desfecho que importa. Quando a dor deixa de comandar o comportamento, o paciente volta a comandar a própria vida.

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A dor cervical, uma das principais causas de incapacidade no mundo, não afeta homens e mulheres da mesma forma. As evidê...
02/12/2025

A dor cervical, uma das principais causas de incapacidade no mundo, não afeta homens e mulheres da mesma forma. As evidências mais robustas, incluindo o Bone and Joint Decade Task Force on Neck Pain (Spine) e os relatórios recentes do Global Burden of Disease, mostram que mulheres apresentam prevalência sistematicamente maior de dor cervical e maior carga global de incapacidade associada.

Em levantamentos populacionais de grande escala na Europa, observou-se que cerca de 56% dos casos de dor cervical ocorrem em mulheres, contra 44% em homens. Essa diferença epidemiológica não é acidental: ela reflete a interação complexa entre fatores biológicos, hormonais, neuromusculares e ocupacionais.

Variações hormonais ao longo da vida, menor massa muscular estabilizadora do complexo cervical/escapular, maior suscetibilidade à fadiga e maior exposição a tarefas que exigem manutenção prolongada de posturas estáticas são elementos que amplificam o risco de dor cervical persistente nas mulheres.

Compreender esse panorama é fundamental. Ele orienta não apenas a prática clínica baseada em evidências, mas também o desenvolvimento de programas preventivos, educação em neurociência da dor e estratégias de reabilitação que respeitam as particularidades fisiológicas e sociais das mulheres.
Tratar dor cervical com excelência exige reconhecer essas diferenças e atuar com precisão científica, não com generalizações.




Dor crônica lombar é influenciada não apenas por fatores físicos, mas também pelo contexto social e emocional, especialm...
26/11/2025

Dor crônica lombar é influenciada não apenas por fatores físicos, mas também pelo contexto social e emocional, especialmente nas relações familiares e conjugais. Estudos clássicos e recentes destacam como a coesão familiar, a qualidade do casamento e as respostas do parceiro (como apoio, crítica ou invalidação) afetam diretamente a intensidade da dor, a incapacidade funcional e os sintomas de depressão.

Trabalhos de autores como Annmarie Cano, Joan M. Romano e pesquisadores como Paul Campbell, são amplamente citados e ainda relevantes na literatura sobre dor crônica, relações familiares/conjugais e seus impactos psicológicos e funcionais. Esses trabalhos, datados principalmente das décadas de 1990 a 2010, continuam sendo referenciados em pesquisas atuais.

Famílias com menor apoio/união tendem a pacientes com mais comportamentos de dor e maior incapacidade. Isso se alinha com pesquisas de Marital e colaboradores (2004), Cano e colaboradores (2006), no qual mostram que menor apoio/união e satisfação conjugal (como medida de funcionamento familiar) estão associadas a maior intensidade de dor, comportamentos de dor reforçados e maior incapacidade funcional.

Em um trabalho clássico, Romano e colabores (1995) complementa isso com evidências de que respostas comportamentais do cônjuge (como solicitude excessiva) preveem maior incapacidade, especialmente em pacientes deprimidos. Os autores Cano e Romano reforçam isso: respostas negativas ou invalidantes do cônjuge (crítica, punição) correlacionam-se com maior dor, incapacidade e depressão.

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Nos últimos anos, a literatura científica tem reforçado algo que, muitas vezes, passa despercebido na clínica: o suporte...
25/11/2025

Nos últimos anos, a literatura científica tem reforçado algo que, muitas vezes, passa despercebido na clínica: o suporte social e familiar é um modulador importante da dor crônica, incluindo a dor lombar.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 mostrou que indivíduos com maior suporte social apresentam menos dor, menor incapacidade e menor interferência da dor nas atividades diárias. Esses efeitos, embora de magnitude pequena a moderada, são consistentes em diferentes populações. Isso significa que o ambiente em que a pessoa vive, o nível de apoio, acolhimento, presença e validação, influencia diretamente como o sistema nervoso processa e mantém a dor.

Outros estudos recentes (2023–2024) reforçam o mesmo padrão: conflitos familiares, isolamento, baixa coesão e sobrecarga emocional estão associados a pior prognóstico, maior risco de cronificação e menor engajamento nas estratégias ativas de reabilitação.

Em contrapartida, familiares que validam, acolhem e incentivam comportamentos funcionais favorecem adesão, reduzem catastrofização e ajudam a quebrar o ciclo dor/medo/evitação.

No consultório, esse contexto se torna um aspecto importante e que influencia diretamente no prognóstico. Compreender o contexto social do paciente, suas relações, seu ambiente familiar, sua qualidade de suporte, auxilia no ajuste do plano terapêutico com mais precisão, realismo e humanidade. A dor nunca é apenas biológica; é também emocional, relacional e contextual.

Ninguém trata dor crônica sozinho. Rede de apoio importa. Relações importam. Pertencimento importa. E, quando a família caminha junto, o tratamento muda de patamar.

Referência: Rinaudo et al., 2025. Systematic Review on Social Support & Chronic Pain.

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