28/12/2025
Quando alguém passa anos sendo forte porque não podia cair, o corpo aprende a sobreviver, não a descansar.
Ele se adapta. Ele segura. Ele aguenta.
O problema é que o corpo não esquece.
Aquilo que a mente precisou ignorar para dar conta da vida continua registrado nos tecidos, no sistema nervoso, na forma como você respira, reage, dorme e sente.
Viver por muito tempo em modo alerta faz o corpo acreditar que o perigo nunca passou.
O sistema de defesa permanece ativado.
O estresse vira padrão.
A tensão vira identidade.
E a exaustão passa a ser confundida com normalidade.
É nesse estado que surgem sintomas que ninguém entende direito:
dores que não explicam, cansaço que não melhora, ansiedade sem motivo aparente, alterações hormonais, imunidade baixa, irritabilidade, tristeza profunda sem nome.
Não é fraqueza.
É um corpo que ficou tempo demais em luta.
Muitas pessoas só desmoronam depois que “tudo se resolveu”.
Depois que os filhos cresceram.
Depois que a crise passou.
Depois que a vida desacelerou.
Porque foi justamente ali que o corpo percebeu que já podia parar.
O que não foi sentido antes, pede espaço agora.
Cuidar dessas marcas não é apagar o passado, nem negar a força que você precisou ter.
É ajudar o corpo a sair do modo sobrevivência e voltar ao estado de segurança, presença e autorregulação.
Eu sou Dra. Juliane Sandi e acompanho pessoas que sustentaram muito mais do que era justo sozinhas.
No meu trabalho, o corpo não é tratado como uma máquina quebrada, mas como um organismo inteligente que respondeu da melhor forma que conseguiu àquilo que viveu.
Se você sente que o seu corpo está dando sinais depois de anos sendo forte demais, talvez este seja o momento de ser cuidada.
Me chama.
Seu corpo não precisa mais lutar sozinho.