20/02/2026
A predisposição genética para doença cardiovascular não determina inevitavelmente o desfecho clínico.
Uma revisão recente publicada no European Journal of Preventive Cardiology (2026) reforça que a atividade física reduz o risco cardiovascular mesmo em indivíduos com alto risco genético — e, em alguns casos, o benefício absoluto é ainda maior nesse grupo.
Mecanismos envolvidos incluem melhora metabólica, modulação inflamatória, adaptações autonômicas e alterações epigenéticas que influenciam a expressão gênica.
Em outras palavras:
🧬 O DNA carrega a informação.
🏃 O estilo de vida modula a expressão.
A medicina preventiva do futuro será personalizada — mas continuará baseada em pilares clássicos: exercício regular, alimentação adequada e controle de fatores de risco.
Núñez-Cortés R, Joensuu L, López-Gil JF, et al. Exploring gene-activity interplay in cardiovascular disease: is it feasible to mitigate genetic risk through physical activity? European Journal of Preventive Cardiology. 2026;33:341-351. doi:10.1093/eurjpc/zwaf348