22/03/2026
Abandono de si mesmo: a consequência mais silenciosa do trauma.
O que acontece quando, para sobreviver, uma criança precisa abrir mão de si mesma?
Um bebê não desejado, que é concebido e se desenvolve em um ambiente de dor, rejeição ou violência não escolhe — ele se adapta.
O corpo aprende cedo: “Para sobreviver, preciso me ajustar, agradar, não sentir demais.”
Isso não é personalidade.
É sobrevivência.
Essa criança cresce e se torna um adulto que:
• cuida de todos, menos de si
• busca amor fora, sem conseguir sustentar dentro
• se entrega demais… e depois se perde, quando depende emocionalmente
• se auto boicota para afastar quando algo saudável aparece
Não por falta de amor.
Mas por dor não transmutada e integrada.
Quando o vínculo que chamamos de AMOR falhou na infância, o corpo registrou:
amar dói
pedir ajuda é perigoso
ser eu mesmo pode me fazer perder o vínculo
Então, o adulto se protege… se desconectando de si para não sentir a dor congelada.
E aqui nasce o padrão mais profundo do trauma:
o abandono de si mesmo.
A verdade é que o trauma não está no que aconteceu,
mas no que precisou ser silenciado para sobreviver.
E enquanto isso não é visto, reconhecido, liberado, transmutado e integrado, o corpo repete.
A cura começa quando o movimento se inverte:
quando você para de buscar fora… e começa a voltar para si.
Porque curar não é se tornar alguém novo.
É parar de se abandonar.
Talvez hoje não seja sobre entender tudo…
mas sobre sentir que você já pode, aos poucos, ficar consigo, se amar, se proteger, se validar.
Quer participar do próximo encontro, entre no grupo exclusivo de comunicação, com link na Bio.