11/01/2026
Às vezes, mesmo com mensagens no celular, convites e risadas ao redor, algo em mim permanece distante. Não é falta de gente. É a sensação de não encaixar inteira, de precisar medir palavras, ajustar emoções, me adaptar mais do que gostaria só para continuar pertencendo.
Em algum momento, aprendi a observar antes de sentir. A ser forte, disponível, a dar conta de tudo. E assim fui seguindo, cumprindo papéis, funcionando, mas carregando uma sensação difícil de explicar, como se algo essencial em mim estivesse sempre um pouco fora de lugar.
Esse vazio não aparece de repente. Ele se infiltra nos detalhes, na dificuldade de descansar em alguém, na sensação de estar acompanhada, mas não realmente alcançada. Talvez isso não seja solidão no sentido comum. Talvez seja o efeito de ter me afastado de partes minhas que precisaram se calar para que eu pudesse continuar.
Essas partes não desapareceram. Elas aguardam, em silêncio, esperando um espaço onde possam existir sem pressa, sem exigência, sem medo. Um lugar de escuta, de presença, onde seja possível, aos poucos, se encontrar de novo.
Quando um texto toca assim, sem pedir licença, geralmente é porque algo aí dentro reconheceu a própria história e está pedindo atenção. Não para ser consertado, mas para ser cuidado. E tudo o que foi silenciado por muito tempo não pede conselhos. Pede escuta, um espaço seguro onde seja possível, aos poucos, se aproximar de si novamente.
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Psicóloga Vanessa Ferreira
CRP: 06/141390