16/12/2025
O silêncio nas relações afetivas: o que ele pode significar?
Nem todo silêncio é igual — e nem todo silêncio é ausência.
Do ponto de vista psíquico, o silêncio pode assumir diferentes funções nas relações:
Defesa emocional
O silêncio pode ser uma forma de proteção. Quando a pessoa não consegue nomear o que sente — raiva, tristeza, medo ou frustração — o corpo psíquico “se cala” para evitar o sofrimento ou o conflito.
Dificuldade de simbolização
Algumas pessoas não aprenderam, ao longo da vida, a transformar emoções em palavras. O silêncio aparece quando o afeto não encontra representação simbólica.
Comunicação passiva
O silêncio também comunica. Pode expressar descontentamento, protesto, punição ou tentativa de controle do outro, ainda que de forma inconsciente.
Medo da perda ou do abandono
Em relações afetivas, silenciar pode ser uma tentativa de manter o vínculo: “se eu falar, posso perder”. O não dito preserva o laço, mas gera sofrimento.
Espaço de elaboração
Nem todo silêncio é patológico. Há silêncios que permitem reflexão, elaboração emocional e reorganização interna — quando não se transformam em afastamento permanente.
Quando o silêncio vira problema?
Quando ele se torna recorrente, impede o diálogo e gera angústia, distanciamento ou mal-entendidos, o silêncio deixa de ser pausa e vira barreira.
A psicoterapia ajuda a:
* Dar palavras ao que foi silenciado
* Reconhecer padrões relacionais
* Desenvolver formas mais saudáveis de comunicação emocional
O silêncio também fala.
Nas relações afetivas, ele pode ser defesa, medo, protesto ou dificuldade de expressar o que se sente.
Entender o que está por trás do silêncio é um passo importante para relações mais conscientes.