01/12/2020
"Os efeitos do COVID-19 na saúde mental e no bem-estar da população são provavelmente profundos e duradouros", é o que afirma pesquisa recente (de 18 de novembro/20) publicada no The British Journal of Psychiatry. O'Connor e outros avaliaram 3 mil adultos britânicos ao longo dos três primeiros meses da Pandemia.
A saúde mental e o bem-estar da população adulta do Reino Unido foi mais afetadas na fase inicial da COVID-19.
Resultados concluiram que ideação suicída aumentou a medida do passar dos meses na pandemia. As taxas crescentes de pensamentos suicidas, especialmente entre os adultos jovens, são preocupantes, indicam os especialistas.
Sintomas de ansiedade, sensação de derrota e aprisionamento diminuiu ao longo dos meses, enquanto sintomas depressivos e níveis de solidão, não variaram.
As análises de subgrupos mostraram que mulheres, jovens (18-29 anos), aqueles de origens socialmente mais desfavorecidas e aqueles com problemas de saúde mental pré-existentes têm piores resultados de saúde mental durante a pandemia.
Evidências longitudinais da China (mais de 4 semanas) durante o estágios iniciais do surto de COVID-19 encontraram altos níveis de problemas de saúde mental e sofrimento na população em geral.
Um estudo da Espanha relatou que a angústia durante o lockdown foi associada aos mais jovens e ao s**o feminino.
Dados do University College London, que começou pós-pandemia, sugere que autolesão e pensamentos suicidas foram maiores entre mulheres, negros, asiáticos e grupos étnicos minoritários, pessoas em desvantagem socioeconômica e aqueles com transtornos mentais.
🎗E aqui no Brasil? Como vc sentiu a saúde mental nos primeiros meses da pandemia?
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Fonte: 10.1192/bjp.2020.212