02/01/2026
Avaliar não é apenas coletar dados, preencher fichas ou confirmar hipóteses previamente formuladas.
Na prática clínica, a avaliação é o momento em que o fisioterapeuta organiza o próprio raciocínio e se abre para ouvir histórias, não apenas escutar queixas.
Grande parte da formação tradicional nos ensina a avaliar por partes: sistemas, estruturas, te**es, sinais e sintomas. Esse modelo produz avaliações descritivas, muitas vezes extensas, mas nem sempre integradas.
Quando os achados não são hierarquizados e correlacionados, a conduta tende a se apoiar em protocolos ou na soma de técnicas, e não em decisões clínicas conscientes. O resultado costuma ser um tratamento tecnicamente correto, porém com dificuldade de evolução ou de adaptação às respostas do paciente.
Na fisioterapia integrativa, a avaliação não se encerra na coleta de informações. Ela se constrói na relação entre postura, movimento, história de vida, contexto, sintomas, causa emocional, adaptação e resposta do organismo. É essa correlação que orienta escolhas terapêuticas mais precisas, individualizadas e ef**azes.
Avaliar, portanto, não é confirmar o que já se pensa. É sustentar hipóteses, revisar caminhos e decidir com clareza.
Se nas metas que você escreveu para este ano estão o crescimento profissional, mais segurança clínica e uma prática que realmente faça sentido, comece pela avaliação.
Em janeiro, realizaremos aulas gratuitas e ao vivo sobre Avaliação Integrativa e Posturologia Clínica, voltadas a fisioterapeutas que desejam aprofundar causas e não somente sintomas e a tomada de decisão na prática.
As informações estão organizadas no post fixado do perfil.
Mari e Fe