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Viver não é eliminar o desconforto, é manter contato com o que importa mesmo quando ele existe.Tem dias que a gente entr...
27/03/2026

Viver não é eliminar o desconforto, é manter contato com o que importa mesmo quando ele existe.

Tem dias que a gente entra no modo automático.
Resolve coisa, responde gente, cumpre tarefa…e quando vê, só “deu conta”.

E dar conta não é a mesma coisa que viver.

A vida não vai ser confortável o tempo todo.
Tem cansaço, tem dúvida, tem dia ruim, tem relações desafiadoras…
Mas, no meio disso, tem pequenos pontos de contato que lembram que ainda tem algo vivo ali.

Pra mim é o café ainda quente, a risada da Alice, danças sem motivo.
Não resolve tudo.
Mas muda a qualidade do dia.

E, aos poucos, você volta a se mover por escolha - não só por obrigação.

E pra você…
o que te faz sair do automático, mesmo que por alguns minutos?

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Ganhei essa caneca de uma amiga muito querida depois de um período difícil da minha vida.Na época, essa frase parecia qu...
16/03/2026

Ganhei essa caneca de uma amiga muito querida depois de um período difícil da minha vida.

Na época, essa frase parecia quase um lembrete: “você está aqui e ainda há tanta coisa pra viver.”

Com o tempo fui entendendo melhor o que isso quer dizer.

Algumas experiências mudam a nossa história. Algumas deixam marcas que seguem com a gente.

A vida talvez não volte a ser exatamente como imaginávamos. Mas algumas perguntas continuam abertas:

O que ainda importa?
O que ainda faz sentido?
O que eu ainda quero viver?

Porque enquanto estamos aqui…a vida ainda está em movimento.

E ainda há coisas a serem vividas!

que vida eu quero viver, APESAR do que aconteceu comigo?

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

12/03/2026

Os dias chuvosos tem sua especificidade: quando estamos dentro deles, é difícil imaginar que vai passar. Há dias chove por aqui e parece interminável.

O mesmo acontece com os estados emocionais, começamos a contar histórias:
que isso vai durar para sempre,
que não vamos conseguir atravessar,
que talvez a vida agora seja assim…

Mas a experiência humana costuma ser menos rígida do que essas histórias

Estados emocionais mudam. Ciclos se transformam. A intensidade diminui

Nem sempre rápido. Nem sempre do jeito que gostaríamos

Mas diminui

Penso que a terapia tenha algo a ver com isso também!

Criar um espaço onde a pessoa possa permanecer na chuva por alguns minutos - sem precisar fingir que está tudo bem
e sem precisar sair correndo dela…

Por vezes, o trabalho não é fazer parar de chover (nem temos controle sobre isso). Mas podemos descobrir como conseguiremos atravessar… até que pare!

Lembrete:
As vezes atravessar o dia já é suficiente!

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Recentemente fiz um ensaio de fotos profissional que me deu muito mais do que pude imaginar! Quando recebi as imagens, m...
02/03/2026

Recentemente fiz um ensaio de fotos profissional que me deu muito mais do que pude imaginar!

Quando recebi as imagens, me vi forte!

E isso me atravessou.

Porque, em algum ponto da minha história, eu aprendi outras versões sobre mim.
Incapaz.
Insuficiente.
Não inteligente o bastante.

Quando a gente escuta algo muitas vezes, principalmente em momentos em que ainda está se formando, aquilo vai virando verdade.

A gente passa a viver dentro dessa perspectiva. Se comporta de acordo com ela. Escolhe a partir dela.

E quase nunca questiona.

Mas e se não for verdade?

E se aquilo que disseram sobre você foi só a lente de alguém?
E se você não for pequena, inadequada ou “menos”, mas aprendeu a se ver assim?

Olhar aquelas fotos me fez perceber uma coisa simples:
eu não sou a versão que muitas vezes tentaram me convencer que eu era.

Sou uma mulher que trabalha, que constrói, que ama, que insiste, que recomeça e tem um BRIO pela vida.
E talvez eu tenha demorado para enxergar isso.

Quantas mentiras você já incorporou como identidade?

E se essa semana começasse com uma pergunta diferente:
Quem eu sou, para além do que disseram sobre mim?

Obrigada

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Ontem eu fui assistir uma peça que girava em torno dessa palavra pequena e potente: “não”! E fiquei pensando como a conv...
23/02/2026

Ontem eu fui assistir uma peça que girava em torno dessa palavra pequena e potente: “não”!

E fiquei pensando como a conversa sobre limites costuma ignorar contexto.

Para muitas mulheres, o “não” não é só uma decisão.

O que eu perco?
Quem vai se afastar?
Que rótulo eu vou ganhar?

O “não” não é só uma habilidade individual - ele acontece dentro de um contexto que impõe consequências diferentes para homens e mulheres. Existe um risco relacional aí!

Fomos ensinadas a:
– não questionar demais
– não criar conflito
– não desagradar
– não parecer “complicadas”

Nem todo “sim” é generosidade.
Às vezes é medo.
Nem todo “não” é egoísmo.
Às vezes é preservação.

Não existe resposta simples.
Mas talvez valha olhar com mais honestidade para o custo que você tem pago para continuar dizendo “sim”.

Quantas vezes você já explicou demais o seu “não” para não parecer dura demais?

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

20/02/2026

Existe uma diferença importante entre “isso não é pra mim” e não ter tido oportunidade de treinar o suficiente.

Insegurança clínica não é sinônimo de incompetência.
Às vezes é o efeito de tentar sustentar vínculo, manejo emocional e decisões difíceis sem treino estruturado, sem feedback consistente, sem espaço seguro para pensar junto.

Vínculo, presença, responsividade e tomada de decisão são habilidades.

E habilidades se desenvolvem.

Se você anda se perguntando se “serve para isso”… talvez a pergunta possa ser outra:

em que contexto você está tentando aprender?

💬 Faz sentido pra você?

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/23197

18/02/2026

Descrever comportamento é relativamente fácil.
Entender a função… nem sempre!

Às vezes a gente quer intervir rápido.
Nomear. Organizar. Resolver.

Mas sem investigar o que está mantendo aquele padrão, a gente pode agir por impulso - e reforçar exatamente o que queria modificar.

Análise funcional exige paciência, é quase um quebra cabeça que você não tem todas as peças!

Porque nem sempre a primeira hipótese é a melhor.

Você já percebeu alguma vez que interveio pela forma… e depois entendeu que a função era outra?

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Vamos aproveitar o carnaval e unir champanhe e psicoterapia! 🎉🥂🍾 Eles têm mais em comum do que eu pude imaginar…Sou aman...
16/02/2026

Vamos aproveitar o carnaval e unir champanhe e psicoterapia! 🎉🥂🍾
Eles têm mais em comum do que eu pude imaginar…

Sou amante de vinhos e nas férias aprendi sobre champanhe e pensei…ué, igualzinho na terapia! 👀

Na região de Champagne, o método é rigoroso.
As uvas são prensadas com cuidado. O líquido descansa para que as impurezas se separem. Há fermentação. Há tempo de maturação.
Há provas, ajustes, pequenas rotações ao longo dos meses.
Nada é feito às pressas. Nada é completamente improvisado.

Existe técnica.
Existe método.

Mas o resultado final depende da safra, do tempo e da leitura sensível de cada etapa.

Na clínica é parecido.
Existe teoria.
Existe intervenção.
Existe direção.

Mas também existe algo que não se controla: o momento, alguns contextos…

Às vezes até sabemos o que poderíamos dizer, mas escolhemos esperar.

Às vezes a intervenção precisa amadurecer dentro do vínculo.

Psicoterapia não é aplicação mecânica de protocolo.
E também não é improviso.

Tem método com sensibilidade.
Ajuste fino.
Trabalho em doses.

No final, ambos pedem resultado,
e o que importa é como trabalhamos no processo!

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

Às vezes tenho a sensação de que estamos com pressa demais para transformar sofrimento em patologia.Um término vira tran...
11/02/2026

Às vezes tenho a sensação de que estamos com pressa demais para transformar sofrimento em patologia.

Um término vira transtorno.
Um luto vira desregulação.
Uma frustração vira diagnóstico.

Patologias existem, produzem sofrimento real e precisam de cuidado adequado. Mas sofrimento, por si só, não é patologia.

Qualquer pessoa que perdeu algo importante - um vínculo, um projeto, uma expectativa, um papel - vai sofrer.
Isso é consequência natural da perda de reforçadores.

O problema começa quando a dor vira algo que precisa ser eliminado imediatamente.
Quando a prioridade deixa de ser atravessar o processo e passa a ser silenciá-lo a qualquer custo.

Nem todo sofrimento é sinal de falha do organismo.
Às vezes é sinal de que algo importante foi perdido ou precisa ser transformado.

E talvez a pergunta clínica não seja:
“qual é o transtorno?”
Mas: “o que essa dor está pedindo que seja encarado?”

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

10/02/2026

Vejo com frequência a frase:

“Eu atendo humanos.”

Ela costuma aparecer como sinônimo de ética e neutralidade.

Mas fico pensando se, na prática, ela não opera como um apagamento.

Do ponto de vista da Análise do Comportamento, comportamento não existe fora da cultura, da linguagem e da história de reforçamento.

Em *Ciência e Comportamento Humano*, Skinner é claro ao mostrar que práticas culturais moldam comportamentos - e que ignorar essas contingências não nos torna mais científicos, apenas menos precisos na previsão das consequências.

Então eu me pergunto: quando falamos em “atender humanos”, estamos incluindo gênero, classe, etnia, história e contexto?

Ou estamos tratando como individual um sofrimento que foi socialmente produzido?

Se a ciência do comportamento nos ajuda a olhar para consequências de longo prazo, o que acontece quando a clínica desconsidera essas variáveis?

Quem se beneficia quando chamamos isso de neutralidade?

Talvez atender não seja apagar diferenças, mas sustentar a responsabilidade ética de enxergá-las - e decidir, clinicamente, o que fazemos com isso.

Ignorar variáveis culturais não é neutralidade, é empobrecer a compreensão do comportamento.

Camila Menezes 💙
Psicóloga clínica
CRP 06/123197

09/02/2026

Neste final de semana eu fiz aula de cerâmica pela primeira vez.

Não porque eu quero virar ceramista.
Não porque alguém me encomendou algo.
Não porque isso vai se transformar em projeto.

Eu fiz porque eu ✨quis.✨

Fiquei pensando no quanto nós, mulheres, aprendemos que nosso tempo precisa ter utilidade.

Produzir.
Cuidar.
Resolver.
Antecipar.

Muitos dos nossos comportamentos acabam organizados em torno dessas funções.
E isso não é só individual - é cultural, é aprendido, é reforçado desde cedo.

Nós trabalhamos fora, trabalhamos dentro.
Cuidamos de filhos, parceiros, família e clientes.

Mas quando é que a gente respira?

Sim, todo comportamento tem função.
Mas nem toda função precisa servir à produtividade ou ao cuidado.

Às vezes a função pode ser prazer. Exploração. Autonomia. Contato com algo que não precisa virar entrega.

Eu me pergunto o quanto o adoecimento feminino também passa por essa ausência de espaço para existir além da utilidade.

Quantas mulheres estão exaustas não apenas pelo que fazem - mas por nunca poderem simplesmente ser?

Você ainda sabe o que gosta quando ninguém está precisando de você?
Confesso que ainda estou aprendendo…

Obrigada .raissa.santos pela companhia e debates que me fortalecem!
Obrigada pela aula! Não é terapia, mas certamente foi terapêutico! 🥰

Camila Menezes 💙
Psicóloga Clínica
CRP 06/123197

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