16/09/2023
A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é uma alteração na formação da articulação do quadril em que a cabeça do fêmur não é mantida com firmeza em seu encaixe no osso da bacia.
Isso pode ocorrer porque os ligamentos e a cápsula da articulação do quadril, devido a uma grande elasticidade, não conseguem manter o quadril encaixado. O grau de frouxidão do quadril, ou instabilidade, é variável. Em algumas crianças, logo após o nascimento há uma leve instabilidade, ou seja, há uma tendência para o desencaixe da cabeça do fêmur. Em outras, ocorre o deslocamento completo da articulação, perdendo-se o contato entre o fêmur e a bacia. Existem também casos em que a cabeça do fêmur vai se afastando progressivamente à medida que a criança cresce e se torna mais ativa.
Logo que o bebê nasce e em todas as avaliações do pediatra, as articulações do quadril devem ser testadas à procura dos sinais de instabilidade. Essa avaliação é feita através dos te**es de Ortolani e de barlow.
Quando a instabilidade é detectada ao nascimento, a correção é realizada e o resultado em geral é muito bom. No entanto, quando o quadril não estiver deslocado ao nascer ou se o deslocamento só for percebido quando a criança começar a andar, os resultados já não são tão favoráveis.
Existe uma medida feita pelos pediatras no ângulo coxo femural que é considerada normal se for menor ou igual a 30 graus.
No rx acima (bebê 3 meses) por exemplo, temos um ângulo de 19 graus na perna direita e 29 na perna esquerda.
Essa variação é considerada normal pois está dentro dos limites de normalidade.
Deve ser feita uma reavaliação periódica pelos pediatras, fisioterapeutas e osteopatas para acompanhamento.
Nesses casos à medida que o bebê cresce e vai desenvolvendo suas habilidades motoras essa diferença melhora caso aumente será indicado outros tipo de tratamento com orteses e en casos severos cirúrgico.