dr.jean.fraiha

dr.jean.fraiha Cardiologia, esporte, viagem e além…
CRM-MS 4703
RQE 4848

12/03/2026

Testosterona virou a explicação para tudo.

Cansaço? Testosterona baixa.
Falta de motivação? Testosterona baixa.
Dificuldade para ganhar massa muscular? Testosterona baixa.
Queda de desempenho no trabalho? Testosterona baixa.

Criou-se uma narrativa em que praticamente qualquer dificuldade da vida adulta pode ser atribuída aos níveis hormonais. E, a partir daí, a solução parece simples: “repor”.

O problema é que, muitas vezes, o hormônio acaba virando o bode expiatório de um estilo de vida que já está no limite.

Sono curto ou de má qualidade.
Excesso de trabalho.
Estresse constante.
Muito café e pouca água.
Treino sem recuperação adequada.

Tudo isso pode gerar exatamente os sintomas que muitas pessoas atribuem à testosterona baixa.

Em alguns casos, o exame realmente mostra níveis reduzidos. Mas isso não significa necessariamente que a testosterona seja a causa do problema. Muitas vezes ela é apenas a consequência de um organismo sobrecarregado.

Quando isso acontece, repor testosterona não resolve a raiz do problema. É como tentar apagar a luz do painel do carro em vez de olhar o que está acontecendo com o motor.

E existe ainda outro ponto importante: o uso de testosterona em doses acima do fisiológico — algo muito comum no ambiente fitness — não é reposição. É uso de esteroide anabolizante com finalidade estética.

Pode até trazer resultado rápido na aparência, mas cobra uma conta que geralmente aparece no médio e longo prazo, especialmente para o sistema cardiovascular.

Uma justificativa muito comum é: “mas eu faço com acompanhamento médico”.

A questão é que acompanhamento não transforma o excesso em algo seguro.

É como pegar um carro novo e transformá-lo em um fusca velho. O acompanhamento pode até colocar um airbag nesse fusca… mas isso não impede que os problemas apareçam quando a colisão acontece.

Antes de culpar a testosterona por tudo, vale olhar para o básico que sustenta o funcionamento do corpo: sono, alimentação, exercício físico, recuperação e equilíbrio na rotina.

08/03/2026
06/03/2026

Placa de gordura não é sujeira grudada que dá para “passar um produto e limpar”.

A tirzepatida, medicamento originalmente aprovado como Mounjaro®️, tem efeitos importantes: promove perda de peso, melhora o controle do diabetes tipo 2 e já demonstrou redução de eventos cardiovasculares em determinados contextos clínicos.

Mas não atua diretamente “raspando” ou eliminando placas das artérias.

Diferente das estatinas, que reduzem a atividade inflamatória e podem estabilizar e até diminuir parcialmente as placas, a tirzepatida não tem ação específica sobre a parede da artéria. O benefício ocorre de forma indireta: ao reduzir peso, pressão arterial, resistência à insulina e inflamação associada ao tecido adiposo, cria-se um ambiente metabólico mais favorável para frear a progressão da aterosclerose.

Isso não significa zerar placas ou deixar as artérias como eram ao nascer. A aterosclerose é um processo crônico e cumulativo. O tratamento promove controle, estabilização e redução de risco e não “limpeza” completa.

Entender o que cada medicamento realmente faz evita expectativas irreais e decisões baseadas em promessas simplistas. Compartilhe com quem precisa clarear essa dúvida.

26/02/2026

Pressão alta não deve proibir você de fazer exercício físico.

Proibir exercício físico em quem tem pressão alta, na maioria das vezes, não faz sentido.

Exercício físico não é inimigo da hipertensão. Pelo contrário: é parte fundamental do tratamento, assim como os medicamentos.

A restrição pode acontecer em situações específicas, como:
– pressão muito elevada e descontrolada (hipertensão grau 3)
– dor no peito aos esforços
– insuficiência cardíaca descompensada, dentre outras.

Fora desses cenários, não existe proibição absoluta, embora alguns cuidados precisem ser tomados:

✔️ Reduzir intensidade
✔️ Preferir progressão gradual
✔️ Fazer sob orientação
✔️ Monitorar a pressão

Se a pressão ainda está em 16 por 10, o caminho não é parar de se movimentar — é ajustar a medicação em paralelo e organizar o treino com segurança.

Exercício bem orientado reduz pressão, melhora a função vascular e diminui risco de infarto e AVC a longo prazo.

Agora conta aqui nos comentários: você já foi proibido de fazer exercício por causa da pressão ou de algum problema no coração?

23/02/2026

O homem das cavernas que vendem na internet nunca existiu.

A imagem é sempre a mesma: forte, musculoso, com um pedaço enorme de carne na mão. Mas o que os estudos de arqueologia mostram é bem diferente: indivíduos mais magros, com alimentação baseada principalmente em tubérculos, raízes, frutas e vegetais disponíveis na região. Carne? Eventual. Quando a caça dava certo — ou quando encontravam carcaças.

A chamada Dieta Paleolítica ganhou força com a promessa de que “naquela época não existia infarto nem derrame”. De fato, quase não existiam. Mas não porque o modelo alimentar fosse mágico — e sim porque as pessoas morriam antes.

Infecções sem tratamento, violência entre tribos, guerras, acidentes e fome eram causas muito mais comuns. A expectativa de vida era drasticamente menor, em torno de 30 anos. Não havia tempo suficiente para desenvolver muitas das doenças crônicas que hoje aparecem aos 50, 60, 70 anos.

Romantizar o passado ignora um detalhe básico: a comida não era abundante. Não existia acesso diário e garantido a grandes quantidades de carne ou gordura animal. A ideia moderna de uma dieta “ancestral” rica em gordura, às vezes defendida até com consumo exagerado de carnes gordas e até manteiga, não reflete a realidade histórica.

Cuidado com discursos simplistas que prometem saúde perfeita copiando uma versão idealizada da pré-história.

Antes de aderir a qualquer dieta radical — principalmente as ricas em gordura — vale buscar informação de qualidade e orientação individualizada. Nem tudo que parece “natural” é automaticamente saudável.

20/02/2026

Ter exames normais hoje não te protege de um infarto amanhã.

Exame é uma fotografia. A vida é um filme.

A aterosclerose é um processo progressivo, silencioso e cumulativo. Um colesterol “ok”, uma glicemia dentro da referência ou uma pressão controlada no dia da consulta não significam imunidade para o futuro. Significam apenas que, naquele momento, o retrato saiu bom.

O erro está em transformar resultado normal em passaporte para descuido. Normal não é ponto final. É ponto de partida.

A pergunta correta não é “está tudo bem, então posso relaxar?”, mas sim: “o que preciso manter ou ajustar para continuar assim nos próximos anos?”

Prevenção cardiovascular é uma construção diária: alimentação adequada, atividade física regular, sono, controle do estresse, acompanhamento médico e, quando indicado, tratamento medicamentoso.

Compartilhe este vídeo com quem acredita que exame normal é sinônimo de proteção garantida.

17/02/2026

Quem tem pressão alta pode tomar creatina?

Creatina é segura para quem trata hipertensão arterial, não interfere no controle da pressão e pode ser usada sem medo nesse ponto.

O problema é a expectativa: o ganho de força, massa muscular e tolerância à fadiga é pequeno e só aparece quando o básico está bem feito.

Treino irregular, sono ruim e alimentação desorganizada anulam quase todo o efeito.
Sem esses pilares, a creatina vira só mais um pó caro.

Pode usar? Pode.
Vai resolver tudo sozinho? Não.

E um detalhe importante: se for usar, escolha creatina de boa procedência.

Compartilhe este vídeo com quem toma creatina e também tem pressão alta.

10/02/2026

Não basta tomar o remédio e esperar que ele faça tudo sozinho.

Controlar a pressão vai muito além da receita: alimentação, atividade física, sono, redução do álcool e outras mudanças no estilo de vida fazem parte do tratamento.

Existe uma busca constante por soluções externas, rápidas e com pouco esforço. As pessoas querem ser emagrecidas pelas canetas, querem que a pressão seja controlada pelo comprimido, querem que o colesterol seja resolvido pela cápsula.

Os medicamentos são importantes e, muitas vezes, indispensáveis.
Mas eles não substituem a base do tratamento: hábitos consistentes ao longo do tempo.

Parabéns a quem já entendeu isso.
E que essa mensagem chegue a mais pessoas.

Compartilhe!

04/02/2026

Pode haver uma convivência pacífica entre pressão alta e cerveja?

A resposta precisa ser brutalmente sincera: hoje não existe mais consumo seguro de bebida alcoólica. A dose segura é zero.

Isso não é moralismo nem terrorismo. É ciência. O álcool aumenta a pressão no longo prazo, desregula o sono e dificulta o controle da hipertensão, mesmo em quem usa medicação corretamente.

Ao mesmo tempo, eventos, festas, encontros com amigos fazem parte da rotina de muita gente. Por isso, o ponto central não é só “beber ou não beber”, mas quantificar.

Dentro do rótulo “consumo social” cabem realidades completamente diferentes:
— quem bebe 4 ou 5 vezes por semana, em grandes quantidades
— e quem bebe eventualmente, uma vez na semana ou menos, em pequenas doses

Essas duas situações não têm o mesmo impacto no coração.

Quando a quantidade é pequena e ocasional, os danos tendem a ser menores e pode existir, sim, uma convivência. Isso não é incentivo ao consumo. É reconhecimento da vida real.

Já quando o álcool está presente em muitos dias da semana e em volumes maiores, vale uma reflexão honesta: qual é o papel da bebida na sua rotina? O que ela está substituindo ou aliviando?

Hipertensão não combina com excesso. E o preço, mais cedo ou mais tarde, aparece.

👉 Compartilhe esse vídeo com a sua turma do bar.

03/02/2026

Pressão alta não se controla apenas em 3 dias — e isso não significa que o remédio tenha falhado.

Pressões a partir de 18 por 11 já configuram hipertensão grau 3 e, nesses casos, uma única medicação náo é suficiente desde o início. O tratamento costuma exigir combinação de remédios, porque um potencializa o efeito do outro.

Outro ponto essencial: três dias é muito pouco tempo para avaliar a resposta. Em média, a reavaliação acontece por volta de duas semanas. Em quadros mais graves, como o grau 3, pode-se revisar com uma semana, mas ainda assim não é imediato.

Persistir, ajustar e acompanhar com critério é parte do processo. O mais importante agora é conversar com o seu médico, revisar a estratégia e fazer os ajustes necessários — com calma, sem pânico.

Se ainda houver insegurança, se precisar de uma segunda opinião ou se não tiver um cardiologista para acompanhar, o atendimento presencial e online está disponível no link da bio.

01/02/2026

Colesterol controlado não é sinal para “tirar as mãos do volante”.

Suspender a estatina quando os exames estão bons é como soltar o volante numa estrada perfeita: basta um imprevisto para perder o controle.

O tratamento do colesterol funciona como dirigir em uma via livre, reta e sem obstáculos. Mesmo assim, as mãos continuam firmes no volante, porque a qualquer momento pode surgir um animal, um buraco no asfalto ou uma situação que exige reação rápida.

Com a estatina, o raciocínio é o mesmo.
Os níveis só permanecem controlados porque o medicamento está sendo usado. Ao interromper, o colesterol volta a subir.

A única situação em que se considera pausar ou trocar a medicação é na presença de efeitos colaterais, especialmente dores musculares. Nesses casos, ajusta-se a dose ou muda-se a estatina. Fora isso, o tratamento é contínuo.

Colesterol alto é uma condição crônica — e condições crônicas exigem constância, não pausas aleatórias.

💬 Ficou com dúvida sobre seu exame ou sua medicação? Deixe nos comentários.

30/01/2026

Me diverti demais nesse dia.
Créditos ao .treinador pelas filmagens.

Endereço

Campo Grande, MS

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