27/04/2026
Sorrateira e silenciosamente o medo pelo mundo nos penetra as brechas abertas pelas inconsistências que nossa biologia percebe antes mesmo que a mente consiga nomear.
Fomos desenhados para isso:
Detectar com precisão o que muitas vezes escapa a nossa consciência.
Somos tecnologia antiga e sofisticada feita pra sobreviver.
E ali ele vai se instalando devagar… nos dando forma em sobressalto.
Nós retirando do centro, nos colocando à periferia de nós mesmos.
Afinal, como selar as fissuras esculpidas em nossas bordas agora não tão herméticas, a não ser com o endurecimento das mesmas.
O antídoto, ainda distante do que o discurso poderia nos ofertar, é algo que ressoe as entranhas de nossa visceralidade arcaica.
O medo irracional e primitivo, desconfiado e furtivo só responde a PRESENÇA radical e imediata de um outro, que o impregna com um
“Eu estou aqui. Me sente?”
“Aqui estamos.”