15/07/2025
Amar, para mim…
É convidar o outro a pulsar vida…
enquanto você mesma pulsa, aquecida pelo amor que transborda ao acolher esses convites.
É sustentar-se, mesmo quando tudo o que se pede é coragem para pulsar a “morte”,
para que ambos possam renascer e desbravar mais de si — vivos.
É permitir-se ser vista, nua, após essas mortes simbólicas,
e abrir espaço para que o outro também te permita se reintegrar.
Mesmo que, talvez, já não estejam mais entrelaçados nos antigos laços.
Amar, para mim, é viver o encontro com presença.
Talvez não se possa amar o tempo todo,
mas quando o amor pulsa em um contato verdadeiro,
estar ali, por inteiro, se torna inegociável.
Porque a presença, nesse estado de amor, é alimento para a alma.
Deixa de ser apenas uma escolha consciente
torna-se desejo.
Quase uma necessidade.
(Alguns teóricos talvez tirassem o “quase”).
Amar é enxergar além do espelho que o outro te oferece e ainda assim, ver beleza.
É se deixar tocar pelas infinitas possibilidades que emergem desse reflexo,
e escolher ficar para experimentá-las,
mesmo que, para isso, seja preciso deixar outras tantas possibilidades para trás.
Amar tem camadas.
É conhecido de tantas formas…
E mesmo assim, continua sendo um mistério que vale a pena viver.
Érica Ribeiro
É claro que amar não acontece só romanticamente! O amor que aqui me refiro pode ser vivido em vários tipos de relações, mas acredito só ser possível desfrutar quando estamos conscientes de nossos limites, temos auto suporte, nos permitimos bancar nossos afetos e nos acolher quando a “morte que pulsa” nos conta que o amor talvez tenha se transmutado para novas versões.
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