13/07/2023
O autista já nasce com autismo. Seu cérebro se desenvolveu com algum erro no processamento de informações, de modo que as múltiplas sensações que chegam dos 5 sentidos não são analisadas ao mesmo tempo. Por isso, o cérebro autista se concentra mais em umas sensações e menos nas outras.
As informações sensoriais priorizadas são intensas, e às vezes, desconfortáveis, como na sensibilidade exagerada a sons e texturas. As outras informações são deixadas em segundo plano, e daí a impressão ocasional de que não ouvem ou não sentem dor. O autista não consegue escolher em qual sensação irá se focar, isso acontece espontaneamente.
Numa conversa, autistas não conseguem entender ao mesmo tempo o conteúdo da fala, o tom da voz, as expressões faciais, as corporais, o contexto, metáforas ou duplo-sentido; costumam focar somente na fala e ignoram o resto. Com o tempo, se aborrecem por não conseguirem compreender o outros ou serem compreendidos. Interagir com pessoas se torna muito desgastante, então se isolam e perdem amigos. O nome autismo vem da impressão de que estão mais voltados para si (auto) do que para os outros.
Os passatempos e atividades do dia-a-dia costumam ser sempre os mesmos. Como as sensações novas podem ser muito boas ou muito ruins, preferem evitá-las, e daí a tendência a ver o autista fazendo sempre as mesmas coisas. Estímulos irrelevantes para a maioria das pessoas podem parecer interessantíssimos para um autista.
O autismo varia de muito leve a muito grave, o dito "espectro autista". Com o tempo, o autista leve aprende formas de contornar suas dificuldades e pode ficar imperceptível, especialmente em mulheres adultas. O tratamento do autismo é com terapia, que serve para ensinar-lhes a se comunicarem melhor, e com medicação, se necessária para reduzir sua sensibilidade exagerada a estímulos.