04/03/2026
Vivemos numa cultura que tem pressa para tudo, inclusive para a dor.
Passam alguns meses e as pessoas ao redor começam a agir como se já estivesse na hora de “voltar ao normal”.
Como se o sofrimento tivesse um calendário invisível que todo mundo deveria seguir.
Mas o luto não funciona assim. Ele não é uma tarefa a ser concluída, nem uma fase que se encerra por decreto.
Quando algo foi profundo, signif**ativo, estruturante na sua vida, a ausência também será profunda. E aprender a viver com essa ausência leva tempo, às vezes mais do que os outros conseguem entender.
Superar não signif**a esquecer, nem deixar de sentir.
Signif**a encontrar uma forma possível de seguir, carregando aquela história de um jeito que não te paralise. E isso acontece em ritmos diferentes para cada pessoa.
Não se cobre e não deixe os outros te cobrarem disso, ok?
Dr. Eduardo Araújo | Psiquiatra
CRM/MS 6271 | RQE 5554
📍 Campo Grande - MS