04/03/2018
Torcer o tornozelo durante a prática esportiva é muito comum. Geralmente durante numa entorse ocorre o estiramento dos ligamentos ao redor do tornozelo, o que pode ser muito doloroso, podendo até chegar a ruptura dos mesmos. No caso do atacante Neymar, que fissurou o quinto metatarso do pé direito, todos acharam que a princípio seria um entorse simples, principalmente porque os exames iniciais não mostraram nada ligamentar. Mas devido à dor exacerbada, evidenciou-se que a energia da torção passou pelos ligamentos e foi tracionado o osso por um tendão, levando à fratura.
Embora seja comumente associada aos jogadores de futebol que atuam na grama, a lesão também afeta atletas de outros esportes, basta o pé f**ar fixo e o corpo girar. Esta condição pode surgir ao prender pé através do calçado como nas chuteiras com travas, ou mesmo com o tênis numa quadra onde o corpo gira pra mudar de direção ou fazer uma mudança de rota e acaba causando a torção.
Essa lesão ocorre ao redor geralmente do tornozelo, que funciona principalmente como uma dobradiça para permitir movimentos para cima e para baixo no pé e em menor amplitude, para dentro e para fora. O que acontece nas exceções é a energia ser tão grande que os ligamentos conseguem se esticar sem romper, mas o tendão não. Aí ele puxa literalmente o osso que está iserido no tendão.
A lesão também poderá ocorrer dependendo da energia colocada com pés, correndo de forma repetitiva ao longo do tempo ou da força súbita por um trauma direto (exemplo: um pisão do adversário). Normalmente, quando o dedo do pé f**a preso, a lesão é súbita. Ela é mais comumente vista em atletas que jogam em superfícies artificiais, que são mais difíceis de escorregar do que as superfícies de grama, onde grampos ou travas de chuteiras são mais propensos a prender. Também pode acontecer em superfícies rígidas, especialmente se o tênis usado não fornecer suporte adequado para o pé.
É utilizado uma bota (órtese) removível para iniciar a fisioterapia analgésica imediatamente. Os pacientes podem esperar retornar à atividade completa entre dois a três meses após uma fratura típica, mas varia muito de cada caso.