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A tensão entre luz e sombra, desejo e medo, impulso e contenção, tudo isso é matéria prima da transformação.  Von Franz ...
14/04/2026

A tensão entre luz e sombra, desejo e medo, impulso e contenção, tudo isso é matéria prima da transformação.
Von Franz nos ensina que não é fugindo do conflito que crescemos, mas sustentando-o até que algo novo possa emergir.

🧠Compartilhe este post com alguém que está atravessando um momento de transição.

A solidão fértil é a porta de entrada para o diálogo com o inconsciente.  Hannah nos lembra que a imaginação ativa não é...
13/04/2026

A solidão fértil é a porta de entrada para o diálogo com o inconsciente.
Hannah nos lembra que a imaginação ativa não é fantasia, é relação.
Quando nos sentamos diante das imagens internas, algo em nós começa a se mover, a pedir forma, cor, palavra.

🧠Salve para lembrar de criar espaço para o seu mundo interior.

A sombra não bate na porta para destruir sua vida.  Ela bate para participar dela.E quando você tenta silenciar essa voz...
25/03/2026

A sombra não bate na porta para destruir sua vida.
Ela bate para participar dela.

E quando você tenta silenciar essa voz interna, ela encontra outros jeitos de se expressar:
no corpo, nos relacionamentos, nos sonhos, nos impulsos.

Então hoje, te deixo uma pergunta para sentir, não para responder rápido:

O que dentro de você está pedindo menos controle e mais escuta?

Conta nos comentários:
Você já viveu um momento em que o incômodo te revelou algo importante sobre você?

O Método Kominsky e o olhar da TanatologiaFalar sobre a morte pode parecer impossível quando estamos vivendo o luto. Mas...
03/03/2026

O Método Kominsky e o olhar da Tanatologia

Falar sobre a morte pode parecer impossível quando estamos vivendo o luto. Mas a série O Método Kominsky mostra que, mesmo em meio à dor, é possível encontrar caminhos para compreender e acolher essa experiência.

- O Luto vivido de verdade: Norman nos lembra que o luto não é linear. Ele pode trazer raiva, saudade, negação e até diálogos silenciosos com quem já partiu. Tudo isso faz parte do processo.
- A finitude como aprendizado: Sandy, ao enfrentar seus próprios limites, nos mostra que aceitar a vida como ela é, com começo, meio e fim, pode nos ajudar a valorizar os momentos que ainda temos.
- O humor como respiro: A série usa o humor não para diminuir a dor, mas para torná-la mais suportável. Às vezes, rir é uma forma de continuar.

Há uma menção direta à Elisabeth Kübler-Ross, pioneira nos estudos sobre o luto, a cena fala sobre a negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, modelo dos cinco estágios do luto.
Essa cena reforça que o luto é um caminho humano e legítimo, reconhecido e estudado.

Falar sobre a morte é também falar sobre o amor, sobre vínculos e sobre dignidade.

O carnaval nasceu dos antigos ritos de inversão e renovação: momentos em que a ordem cotidiana se suspendia para que a v...
11/02/2026

O carnaval nasceu dos antigos ritos de inversão e renovação: momentos em que a ordem cotidiana se suspendia para que a vida pudesse se reinventar.

Esse movimento revela imagens primordiais que habitam nossa psique. Ao vestir uma fantasia, não apenas brincamos, damos voz a forças internas que pedem expressão.

O carnaval é mais que festa: é um rito coletivo que nos lembra que, por trás da máscara, existe sempre uma verdade que deseja dançar.

🔈 Silêncio que transformaSilêncio não é vazio — é presença intensa. Na escuta clínica, ele é tempo de elaboração, solo f...
30/07/2025

🔈 Silêncio que transforma

Silêncio não é vazio — é presença intensa. Na escuta clínica, ele é tempo de elaboração, solo fértil onde o sujeito encontra espaço para sentir, pensar, existir.

📌Sustentar o silêncio é sustentar o desejo, permitir que o não-dito ecoe, que as pausas falem o que as palavras ainda não alcançaram. No intervalo entre o que se cala e o que se fala, algo se move. A transformação não grita — ela sussurra.

🗣️ A fala pode vir depois. Mas é no silêncio que o sujeito começa a se escutar."

A Ausência Paterna e a Formação Psíquica FemininaA ausência do pai na vida de uma filha não é apenas física. Ela se infi...
16/07/2025

A Ausência Paterna e a Formação Psíquica Feminina

A ausência do pai na vida de uma filha não é apenas física. Ela se infiltra silenciosamente nas emoções, na forma como ela se relaciona com os outros e até no jeito que se enxerga. Sem um referencial masculino próximo, muitas mulheres aprendem a se construir a partir do que faltou — do que não foi vivido, nem dito.

📚 A analista junguiana Marie-Louise von Franz escreveu: “A função paterna é como uma ponte entre o mundo interior e o mundo exterior — sem ela, pode faltar estrutura para lidar com a realidade.” Essa ausência cria espaços em branco que a mulher precisa preencher sozinha, muitas vezes com força que nem sabia que tinha.

💪 E é aí que surge a coragem. Não a que vem pronta, mas aquela que é cultivada dia após dia. Ser mulher num mundo sem apoio paterno é carregar dores invisíveis e ainda assim levantar — trabalhar, criar filhos, sonhar, amar e, acima de tudo, resistir.

❤️ Este texto é para você que teve que ser forte antes de estar pronta. Que aprendeu a se bastar, mesmo sentindo falta de alguém que deveria ter sido seu porto seguro.

🌱 Que essa ausência não defina quem você é, mas seja solo fértil para sua própria reconstrução.

📚 A Descoberta do Inconsciente – Henri F. EllenbergerMuito antes de Freud, Jung ou Adler, já existia uma longa e fascina...
07/07/2025

📚 A Descoberta do Inconsciente – Henri F. Ellenberger

Muito antes de Freud, Jung ou Adler, já existia uma longa e fascinante jornada em busca dos mistérios da mente. Nesta obra monumental, Ellenberger traça uma linha do tempo envolvente que vai dos exorcistas medievais aos grandes nomes da psicologia moderna.

🧠 O que torna esse livro tão especial?

Ele apresenta uma visão panorâmica e histórica da evolução da psiquiatria dinâmica.

Explora figuras como Mesmer, Charcot, Janet, Freud, Adler e Jung, contextualizando suas ideias no tempo e na cultura.

Mostra como filosofia, arte, medicina e política se entrelaçam na construção do conceito de inconsciente.

✨ É leitura obrigatória para quem deseja compreender não só a psicologia, mas também a história das ideias que moldaram nossa visão da mente humana.


A série Invejosa, da Netflix, transcende a comédia dramática convencional para apresentar uma análise refinada dos confl...
01/07/2025

A série Invejosa, da Netflix, transcende a comédia dramática convencional para apresentar uma análise refinada dos conflitos internos de uma mulher diante do envelhecimento, do fracasso percebido e da busca por pertencimento. A trajetória de Vicky, que se vê às portas dos 40 anos sem ter atingido os marcos sociais que supostamente definiriam sucesso e felicidade, oferece um estudo de caso ficcional sobre crises de identidade e maturação emocional.

🧠 1. Terapia e a resistência à mudança
As sessões de terapia que Vicky frequenta revelam um fenômeno comum: a confusão entre querer se sentir melhor e querer de fato mudar. Sua busca por validação — e não por transformação — reflete um mecanismo de defesa frequente, que adia o enfrentamento de verdades internas.

💬 2. Responsabilidade emocional e a negação da autoria
A constante externalização da culpa demonstra uma dificuldade de se responsabilizar pelas próprias escolhas e consequências. Psicologicamente, esse tipo de negação da autoria impede o crescimento emocional, perpetuando ciclos de frustração e ressentimento.

💔 3. Comparação social como sabotagem identitária
A autocrítica alimentada pela comparação com amigas e conhecidas revela a dependência da validação externa como regulador da autoestima. Isso reduz a percepção de valor próprio a uma métrica ilusória e instável, abrindo espaço para distorções cognitivas como a desvalorização crônica.

👭 4. Dinâmicas ambivalentes nas amizades femininas
As relações entre Vicky e suas amigas oscilam entre suporte afetivo e disputas sutis de status. Essa ambivalência emocional escancara a dificuldade em estabelecer vínculos seguros quando há inseguranças não elaboradas — algo que muitas vezes tem origem em experiências relacionais anteriores.

🔗 5. Dependência emocional disfarçada de autonomia
Um dos aspectos mais ricos da personagem é sua oscilação entre discursos de independência e atitudes marcadas por apego emocional. Vicky frequentemente recorre a vínculos afetivos como âncoras existenciais — não por escolha consciente, mas por medo da própria solidão. Isso configura uma forma de dependência emocional: ela não busca pessoas, mas confirmações.

💡 6. Desejos introjetados vs. desejo autêntico
O conflito entre o que Vicky pensa querer e o que realmente deseja é alimentado por expectativas sociais internalizadas. A série aponta para um ponto central da psicologia contemporânea: muitas crises não vêm da ausência de conquistas, mas da desconexão entre objetivos vividos e desejos genuínos.

🎭 7. Arrogância como blindagem da vulnerabilidade
A forma ríspida com que Vicky lida com os outros não é sinal de força, mas de defesa. O comportamento agressivo surge como barreira protetora contra sua insegurança e medo de ser julgada — um sintoma clássico de baixa autoestima disfarçada.

No fim, Invejosa funciona como um espelho que convida o espectador a refletir sobre suas próprias estratégias de enfrentamento, desejos escondidos e os vínculos que constrói. É uma comédia com tintas de tragédia cotidiana — e talvez por isso mesmo, tão humana.

Se você busca uma leitura profunda sobre o feminino arquetípico, Os Mistérios da Mulher, de M. Esther Harding, é uma obr...
30/06/2025

Se você busca uma leitura profunda sobre o feminino arquetípico, Os Mistérios da Mulher, de M. Esther Harding, é uma obra essencial. Publicado originalmente em 1945, esse clássico da psicologia analítica junguiana mergulha na alma feminina por meio de mitos, lendas, sonhos e símbolos religiosos, revelando como o feminino se manifesta nas camadas mais profundas da psique.

Discípula direta de Jung, Harding propõe que a mulher carrega em si mistérios que transcendem a lógica racional — forças instintivas, cíclicas e espirituais que foram reprimidas por séculos de cultura patriarcal. Ela aborda temas como:

A conexão entre mulher e natureza;

Os ciclos menstruais como expressão simbólica da vida psíquica;

A figura da deusa e o sagrado feminino;

A integração dos opostos internos (anima e animus).

É uma leitura densa, mas profundamente reveladora, que convida à reconexão com aspectos esquecidos da identidade feminina. Ideal para terapeutas, estudiosos da psicologia junguiana ou qualquer pessoa em busca de autoconhecimento.

E como diz a própria autora: “A mulher moderna sofre porque está separada das fontes da vida, das profundezas do seu ser.”

💭A Prática da Psicoterapia — A alquimia do encontro humano“O encontro de duas personalidades é como a mistura de duas su...
26/06/2025

💭A Prática da Psicoterapia — A alquimia do encontro humano

“O encontro de duas personalidades é como a mistura de duas substâncias químicas: no caso de se dar uma reação, ambas se transformam.” — C.G. Jung, A Prática da Psicoterapia, p. 68

Esse pensamento de Jung revela o profundo poder transformador da relação terapêutica. Cada encontro no consultório é um espaço vivo, onde paciente e terapeuta não apenas se encontram, mas se transformam mutuamente. A psicoterapia, assim, deixa de ser apenas técnica — e torna-se experiência viva, relação autêntica e processo de individuação.

Para nós, psicólogos junguianos, essa é a essência do trabalho clínico: um espaço sagrado de escuta, presença e transformação.

💬 Como você vivencia esse processo em sua prática ou em seu caminho pessoal?

A Morte Inventada: Quando o afeto é silenciadoO documentário A Morte Inventada revela a dor da alienação parental, onde ...
24/06/2025

A Morte Inventada: Quando o afeto é silenciado

O documentário A Morte Inventada revela a dor da alienação parental, onde um dos genitores rompe o vínculo entre a criança e o outro.

👶 Para a criança, é como se o pai ou a mãe “morresse” psicologicamente — uma ausência forçada que confunde, marca e dilacera o afeto.

💔 Mas também há outra morte invisível: a daquele que é afastado. O pai ou a mãe alienado(a) sofre o luto de um filho vivo, impedido de amar, educar, conviver. É uma dor sem nome, sem corpo, mas profundamente real.

🔍 Na psicologia, essa experiência pode ser compreendida como uma morte simbólica — um processo psíquico de ruptura.

📽️ O documentário nos convida à empatia: proteger o vínculo da criança com ambos os pais é um direito fundamental. Amor não pode ser manipulado — e quando é, todos perdem.

Endereço

Campo Largo, PR

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