13/08/2015
Óleo de copaíba pode vir a ser
uma arma contra o alcolismo?
Estudos recentes têm sugerido que receptores canabinoides
(CB2) no cérebro possuem uma relação direta com o alcoolismo. Na verdade, a implicação da neurotransmissão canabinoide nos efeitos do vício ao etanol está se tornando cada vez mais evidente. O b-cariofileno, componente majoritário do óleo essencial de copaíba (50-60%), é um agonista do receptor canabinoide CB2 e foi usado para investigar a relação viciante do álcool em camundongos. Os animais recebiam água pura e água com álcool em concentrações cada vez mais altas para beber diariamente de forma a viciá-los. Em geral, os animais tendem a preferir a água com álcool como mecanismo de compensação ao vício estabelecido.
Ao dar aos animais beta-cariofileno, eles diminuíram o
consumo e preferência pelo álcool. Ratos que receberam o b-cariofileno via injeção tiveram o mesmo efeito, não havendo relação da ativação do receptor CB2 com a função do paladar.
Os cientistas descobriram que estes receptores CB2 nos
neurônios possuem envolvimento com a dependência e sensibilidade ao álcool. O beta-cariofileno e óleos essenciais ricos neste composto, como a copaíba, surgem nesse cenário como tendo enorme potencial farmacológico no tratamento do alcolismo, merecendo maior atenção e pesquisas.
Sayorwan W, et al. Effects of inhaled rosemary oil on subjective feelings and activities of the nervous system. Sci Pharm. 2013 Jun;81(2):531-42.
Al Mansouri S, Ojha S, et al. The cannabinoid receptor 2
agonist, β-Caryophyllene, reduced voluntary alcohol
intake and attenuated ethanol-induced place preference
and sensitivity in mice. Pharmacol Biochem Behav. 2014 Jul 3. pii: S0091-3057(14)00195-6.
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