Renata Burla em T. Cog. Comportamental |Psicóloga há mais de 10 anos
|Terapeuta Comportamental
|Ajudo você a se ajudar!
|Presencial e On-line

RENATA BURLA BARRETO
Instagram: renataburla_
Esposa, mãe, filha e ser humano antes de tudo ♡
14 anos de experiência clínica 🧠
|Neuropsicóloga
|Psico-Oncologista🎗️
|Esp.

28/04/2026

A terapia é um espaço de repetição com propósito. Ao retornar várias vezes ao mesmo tema, a pessoa não está estagnada, mas aprofundando a compreensão sobre si mesma. Cada nova fala traz nuances, emoções e percepções que antes passavam despercebidas. Esse movimento contínuo permite identificar padrões, ressignificar experiências e abrir possibilidades de mudança. Com o tempo, aquilo que parecia um ciclo sem saída se transforma em um processo consciente de reconstrução, no qual o sujeito ganha mais clareza, autonomia e recursos internos para lidar com sua própria história. 🍃🌻

A frase “um dia de cada vez” carrega uma simplicidade que, na prática, exige coragem e presença. Em momentos difíceis, e...
28/04/2026

A frase “um dia de cada vez” carrega uma simplicidade que, na prática, exige coragem e presença. Em momentos difíceis, especialmente diante de desafios como uma doença ou períodos de grande vulnerabilidade emocional, o futuro pode parecer pesado demais para ser sustentado de uma só vez. Pensar em tudo o que ainda virá pode gerar ansiedade, medo e uma sensação de perda de controle. Por isso, reduzir o horizonte para o agora não é uma forma de negar a realidade, mas uma estratégia de cuidado consigo mesmo.

Viver um dia de cada vez significa direcionar a energia para aquilo que é possível hoje. É reconhecer limites sem se definir por eles. Há uma força silenciosa em acordar e escolher seguir, mesmo que o dia comece com incertezas. Pequenos gestos ganham valor, como levantar da cama, alimentar-se, conversar com alguém de confiança ou simplesmente respirar com atenção. Esses movimentos, aparentemente simples, constroem uma base de estabilidade emocional.

Também há um convite implícito à autocompaixão. Nem todos os dias serão produtivos ou leves, e tudo bem. A oscilação faz parte da experiência humana. Permitir-se sentir, sem cobranças excessivas, abre espaço para uma relação mais gentil consigo mesmo. Isso não significa desistir, mas adaptar-se com sensibilidade ao que cada dia pede.

Encontrar forças nos dias difíceis não é sobre ser forte o tempo todo, mas sobre continuar, mesmo quando a força parece pequena. É perceber que a resistência pode ser discreta, quase invisível, e ainda assim transformadora. Ao focar no presente, cria-se uma sequência de dias possíveis. E, aos poucos, aquilo que parecia insustentável se reorganiza em passos que podem ser dados, um após o outro. 🍃

Frases assim parecem inofensivas, mas carregam uma cultura inteira de silenciamento emocional. Elas ensinam, desde cedo,...
27/04/2026

Frases assim parecem inofensivas, mas carregam uma cultura inteira de silenciamento emocional. Elas ensinam, desde cedo, que sentir é fraqueza, que expressar dor é exagero, que buscar ajuda é desnecessário. Aos poucos, a pessoa aprende a se desconectar de si mesma, a engolir o que dói, a normalizar o peso que carrega. O problema é que emoções não desaparecem quando são ignoradas, elas se acumulam, transbordam no corpo, nas relações, no cansaço constante. Terapia não é sobre “precisar demais”, é sobre se escutar, entender padrões, dar nome ao que antes era só incômodo. Cuidar da saúde mental não é luxo, é responsabilidade consigo mesmo.

“Engole o choro”

E depois engole a ansiedade,
o cansaço,
a sobrecarga,
até não sobrar mais nada de você.

Terapia existe exatamente pra isso não acontecer. 🌻




Cuidar da sua saúde mental pode ser mais acessível do que você imagina. A terapia on-line amplia possibilidades, encurta...
27/04/2026

Cuidar da sua saúde mental pode ser mais acessível do que você imagina. A terapia on-line amplia possibilidades, encurta distâncias e permite que o cuidado aconteça de forma mais flexível, respeitando a rotina e o tempo de cada pessoa. Mais do que um espaço físico, o que sustenta o processo terapêutico é a qualidade da escuta, a construção do vínculo e o compromisso com o cuidado. Mesmo à distância, é possível criar um ambiente seguro, acolhedor e potente para o autoconhecimento e a transformação emocional. 🌻





26/04/2026

A espera costuma ser um dos maiores desafios emocionais porque confronta diretamente a nossa necessidade de controle e previsibilidade. Do ponto de vista psicológico, viver um processo sem garantias claras ativa ansiedade, insegurança e até pensamentos de desistência. A mente tende a interpretar a demora como sinal de fracasso ou de que “não vai dar certo”, quando, na realidade, muitas construções importantes exigem tempo, maturação e repetição.

A espera, pode ser um espaço de crescimento psicológico. Ela ensina tolerância à frustração, fortalece a resiliência e amplia a capacidade de confiar no processo, mesmo diante da incerteza. Em vez de ser vista como um vazio, pode ser compreendida como uma fase ativa de preparação.

Desacreditar durante a espera muitas vezes revela mais sobre o medo do que sobre a realidade. A mente tenta se proteger de possíveis decepções antecipando o pior cenário. Reconhecer esse mecanismo ajuda a não se deixar levar totalmente por ele.

Sustentar a ideia de que coisas boas levam tempo não significa passividade, mas sim uma postura de consistência e confiança. É continuar se movimentando, mesmo sem resultados imediatos, entendendo que o tempo não está contra você, mas trabalhando a favor de processos que precisam acontecer no ritmo certo para se tornarem duradouros. 🍃

23/04/2026

Essa frase carrega uma verdade simples, mas profundamente humana: a impermanência. Nem todos os dias serão leves, produtivos ou felizes, e isso faz parte da vida. Há dias que pesam mais, que trazem desconforto, frustração ou tristeza. São os dias que doem, e eles não significam fracasso, mas sim que estamos vivos e atravessando experiências.

Existem também os dias que ensinam. Nem sempre são fáceis, mas deixam aprendizados importantes. São momentos em que algo se revela, em que entendemos melhor a nós mesmos, aos outros ou à própria vida. Muitas vezes, inclusive, é a dor que abre espaço para o crescimento.

E então vem a parte mais reconfortante: todos passam. Nenhum momento é permanente. Nem a dor dura para sempre, nem a felicidade é infinita. Essa consciência traz equilíbrio, porque nos lembra de não nos perdermos nem no sofrimento, nem na euforia.

Entender que tudo passa não apaga o que sentimos, mas nos dá força para seguir. Mostra que cada fase tem seu tempo e que, mesmo nos dias difíceis, existe movimento, existe continuidade, existe a possibilidade de recomeço. 🍃





A pergunta “por que comigo?” carrega um peso emocional profundo, porque nasce da tentativa de encontrar sentido em algo ...
23/04/2026

A pergunta “por que comigo?” carrega um peso emocional profundo, porque nasce da tentativa de encontrar sentido em algo que, muitas vezes, parece injusto ou inexplicável. Ela pode aprisionar a pessoa em um ciclo de dor, revolta e impotência, mantendo o foco no sofrimento e naquilo que não pode ser mudado. No entanto, quando essa pergunta começa a dar espaço para outra, “o que eu faço com isso?”, ocorre uma mudança importante de perspectiva. A dor continua existindo, mas a pessoa passa a se colocar como agente diante da própria experiência.

Ressignificar a dor não significa negar o sofrimento nem romantizá-lo, mas sim reconhecer sua existência e, ainda assim, buscar um caminho possível a partir dela. É um movimento interno de reconstrução, no qual a experiência difícil pode se transformar em aprendizado, fortalecimento ou até em novas formas de se relacionar consigo e com o mundo. Esse processo exige tempo, acolhimento e, muitas vezes, apoio, porque crescer a partir da dor não é um ato imediato nem simples.

Escolher crescer mesmo quando não houve escolha em sofrer é um posicionamento subjetivo potente. É assumir que, embora nem tudo esteja sob controle, a forma como se responde à experiência pode abrir caminhos diferentes. Nesse sentido, a transformação não está no que aconteceu, mas no significado que se constrói a partir disso. 🌻

22/04/2026

Na escuta clínica, é comum observar esse desencontro entre o que o cérebro já compreendeu e o que o coração ainda está elaborando. A mente, orientada pela razão, consegue identificar padrões, reconhecer limites e até antecipar desfechos. Ela chega à conclusão com relativa rapidez, especialmente quando já houve experiências anteriores que servem como referência.

O campo emocional, no entanto, não responde à lógica com a mesma agilidade. Afetos não se reorganizam por convencimento, mas por vivência e processamento. O coração, nesse sentido simbólico, representa tudo aquilo que foi investido emocionalmente, os vínculos construídos, as expectativas e até as idealizações. Por isso, mesmo diante de uma compreensão clara, pode haver resistência, ambivalência ou dificuldade de desprendimento.

Esse intervalo entre entender e aceitar não é um atraso, mas parte do processo psíquico. Ele revela que há algo significativo sendo elaborado. Quando se tenta apressar esse movimento, muitas vezes surgem sintomas como ansiedade, culpa ou uma sensação de incoerência interna.

Sustentar esse tempo, com consciência e acolhimento, permite que razão e emoção se integrem. E é nesse ponto de encontro que as decisões tendem a se tornar mais consistentes, porque não são apenas pensadas, mas também sentidas. 🧠♥️





20/04/2026

A vida segue em um ritmo que não pede licença. Ela não desacelera porque estamos cansados, nem pausa quando estamos com medo. Existe uma urgência silenciosa em cada dia comum, em cada escolha adiada, em cada sentimento guardado. Viver não é apenas existir dentro do tempo, mas ocupar esse tempo com presença, consciência e coragem.

Muitas vezes, nos pegamos esperando o momento ideal, quando tudo estiver resolvido, quando houver mais segurança, quando a dor passar. Esse depois pode ser apenas uma ilusão confortável que nos afasta do agora. Enquanto esperamos, a vida acontece nos detalhes, nas conversas que deixamos de ter, nos caminhos que evitamos, nos sonhos que guardamos.

Há também um certo medo de viver intensamente, como se sentir demais fosse perigoso. Mas o verdadeiro risco pode estar no oposto, atravessar os dias no automático, acumulando arrependimentos silenciosos. Viver exige escolha, e escolher implica abrir mão, assumir riscos e lidar com consequências.

No fim, a questão não é sobre quanto tempo temos, mas sobre o que fazemos com ele. Cada instante carrega a possibilidade de mudança, de recomeço, de presença real.

Se a vida não espera, o que exatamente você está esperando para viver de verdade? 💭🌻

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20/04/2026

Provavelmente mais do que se imagina e mais do que se admite.

O “estou bem” muitas vezes não é uma afirmação, mas um escudo. Ele surge automático, quase treinado, como uma resposta socialmente aceitável que evita explicações, julgamentos ou até o risco de se sentir vulnerável. Por trás dessas duas palavras curtas podem existir cansaços profundos, frustrações acumuladas, medos silenciosos e até uma solidão que não encontra espaço para ser dita.

Há dores que não fazem barulho. Não são visíveis como uma ferida aberta, nem urgentes o suficiente para chamar atenção imediata. São aquelas que a pessoa aprende a carregar enquanto continua funcionando, trabalhando, sorrindo, respondendo mensagens, cumprindo papéis. E, justamente por isso, passam despercebidas, até por quem as sente.

Dizer “estou bem” pode significar muitas coisas ao mesmo tempo. Pode ser não saber por onde começar a explicar. Pode ser medo de não ser compreendido. Pode ser a tentativa de não incomodar. Pode ser o receio de que, ao falar, tudo desmorone.

Existe também uma cultura que reforça isso. A ideia de que é preciso ser forte o tempo todo, de que vulnerabilidade é fraqueza ou de que os problemas dos outros são sempre maiores. Assim, a dor vai sendo minimizada, adiada, engolida, até se transformar em algo mais pesado do que poderia ter sido.

Mas a verdade é que ninguém está bem o tempo todo. Reconhecer isso não diminui ninguém, humaniza.

Talvez a pergunta mais importante não seja quantas dores o “estou bem” esconde, mas quantas dessas dores poderiam ser aliviadas se houvesse espaço seguro para não precisar dizer isso.

Porque, às vezes, o que alguém mais precisa não é de uma solução imediata, é de permissão para dizer que não está tão bem assim. 🌻





20/04/2026

A pergunta parece simples, mas raramente é. O nome é apenas um rótulo, útil e necessário, mas superficial. Ele não revela a história que você carrega, as escolhas que te moldaram, os medos que te limitaram nem os valores que te sustentam quando tudo ao redor vacila. Saber dizer quem se é vai muito além de repetir uma identificação, exige consciência.

Responder de verdade implica reconhecer suas próprias contradições. Somos feitos de fases, experiências, aprendizados e até incoerências. Em um momento, você pode se definir pela profissão, em outro, pelas relações que constrói ou pelas dores que superou. Nenhuma dessas respostas, isoladamente, dá conta do todo. Ainda assim, cada uma delas revela uma parte legítima de quem você é.

Há também um ponto importante, muitas pessoas respondem quem são com base no que fazem. Sou psicóloga, sou mãe, sou estudante. Mas essas definições, embora válidas, não esgotam a identidade. O que acontece quando o papel muda, quando o trabalho acaba, quando os contextos se transformam? Quem você é quando tudo isso se silencia? 💭

Talvez a resposta mais honesta não seja uma frase pronta, mas um processo contínuo. Saber quem se é envolve se observar, se questionar e, principalmente, se permitir mudar. Identidade não é algo fixo, é construída ao longo do tempo, nas escolhas diárias, na forma como você se posiciona diante da vida e das relações.

No fim, responder quem você é pode não significar ter certeza absoluta, mas ter clareza suficiente para não se reduzir a um nome. É conseguir dizer, ainda que de forma imperfeita, aquilo que te move, o que você valoriza e o que você está se tornando. 🫶🏻

Endereço

Campos Dos Goytacazes, RJ

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