Jung und Leonhardt Klinik

15/12/2025

NÃO CAIA na armadilha do tá na bula, então é verdade é baseado em evidências. Existe o off-label baseado em evidências.

Sim: na prática clínica, especialmente em saúde mental, nós frequentemente adotamos condutas off-label — mas não por “achismo” e muito menos por moda; off-label só faz sentido quando há racional clínico e sustentação em evidência (ensaios, meta-análises, diretrizes e prática consolidada), além de consentimento e monitorização proporcionais ao risco. O ponto é que isso muitas vezes não aparece na bula, porque bula não é um “manual vivo” que incorpora automaticamente tudo o que a ciência descobre: ela é um documento regulatório, descreve o que foi formalmente submetido e aprovado. Na prática, o texto da bula tende a mudar quando o detentor do registro decide investir numa atualização e submete a alteração — seja por exigências de segurança (farmacovigilância), seja para incluir nova indicação. E aqui entra uma parte que muita gente finge que não existe: interesses econômicos. Para ampliar indicação em bula, a empresa precisa financiar estudos, organizar dossiê, assumir risco regulatório e bancar tempo/custo do processo; se existe mercado suficiente, a evidência “vira” indicação com mais facilidade, e se não existe, a evidência pode f**ar anos “parada” na literatura sem virar texto de bula — não porque seja falsa, mas porque ninguém paga a travessia regulatória. Isso ajuda a explicar por que há menos informação robusta para crianças e idosos em várias áreas: além de desafios éticos e metodológicos reais, esses grupos costumam ser menos “atrativos” economicamente para certos programas de desenvolvimento e registro, então f**am sub-representados em estudos e em indicações formais — e, por isso, a clínica precisa ser mais cuidadosa, individualizada e bem monitorada.

11/12/2025

Quando a amígdala começa a tratar boletos, mensagens do chefe e notif**ações do banco como se fossem leões na savana, a ansiedade deixa de ser um recurso de proteção e vira um sabotador silencioso. O corpo entra em modo de alerta máximo (coração acelerado, tensão muscular, respiração curta), enquanto as funções que realmente resolveriam o problema — concentração, planejamento, capacidade de tomar decisões racionais — f**am em segundo plano. Resultado: em vez de organizar as contas, negociar prazos ou pedir ajuda, a pessoa trava, evita, procrastina e ainda se culpa por “falta de força de vontade”. Ansiedade crônica não é frescura, é um desbalanço real nos circuitos de ameaça e controle do cérebro; boletos são problemas reais, mas não são predadores. Quando o sistema f**a disparando alarme o tempo todo, o tratamento não é “ser mais forte”, e sim ajustar o sistema: educação em saúde mental, mudança de rotina, psicoterapia, medicação quando indicada e, principalmente, tirar o peso moral de algo que é, antes de tudo, um fenômeno biológico e contextual — não um defeito de caráter.

05/12/2025

QUANDO O “MELHOR” DO INSTAGRAM JÁ É RUIM PRA VOCÊ

Instagram pode funcionar como um filtro para perceber se os valores que alguém expõe no recorte da própria vida — em fotos e vídeos — conversam ou não com os seus. Lembrando: isso sempre passa pelo seu ponto de vista.

AO MESMO TEMPO, É IMPORTANTE ENTENDER QUE ESSA REDE MOSTRA, EM GERAL, APENAS O “MELHOR” DA PESSOA, A VITRINE ORGANIZADA, E ESCONDE BOA PARTE DO PIOR. SE MESMO ESSE “MELHOR” JÁ LHE PARECE VAZIO, AGRESSIVO OU INCOMPATÍVEL COM O QUE VOCÊ CONSIDERA MINIMAMENTE SAUDÁVEL, ACENDA O ALERTA: A PROBABILIDADE DE DAR ERRADO É IMENSA.

Nesse cenário, vale perguntar com frieza: por que investir tempo, afeto e energia em algo com alto potencial de machucar? Ser crítico não é ser frio; é ser responsável afetivamente também consigo mesmo.

03/12/2025

Por exemplo nas redes sociais, não é raro ver blogueiras que se dizem “conservadoras” romantizando a ideia de que o homem deve sempre ser o grande provedor e a mulher, a parte cuidada, protegida e economicamente passiva. Esse discurso ignora tanto o risco psíquico da dependência financeira quanto o fato de que, na vida real, existem também relações em que ocorre o oposto: mulheres sustentando homens acomodados, frágeis ou oportunistas, chamando isso de amor. Quando dinheiro, gênero e expectativa de papel social se misturam sem reflexão crítica, o resultado costuma ser menos romance e mais assimetria de poder disfarçada de tradição.

28/11/2025

Quando a pessoa está em depressão, o cérebro filtra o mundo por um óculos pessimista: tudo parece sem saída, sem valor e sem futuro.

Nessas fases, o senso crítico costuma estar comprometido, a autoconfiança em baixa e a impulsividade pode aumentar — combinação perigosa para decisões definitivas, como terminar um relacionamento, largar o emprego, vender bens importantes ou “sumir” da vida de todo mundo.

Uma estratégia simples, mas muito poderosa, é postergar grandes decisões para uma fase em que o humor já esteja mais estável, depois de tratamento adequado. Quando a pessoa melhora, muitas vezes percebe que aquela decisão “urgente” não fazia tanto sentido assim, ou pode ser feita de forma mais planejada, sem autossabotagem.

Isso não é fraqueza, é cuidado com o próprio futuro. Tratar a depressão primeiro, decidir depois.

🌊Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individual.





28/11/2025

Endividamento não é só problema de banco, é fator de risco em saúde mental: quanto mais as contas apertam, maior a chance de insônia, irritabilidade, culpa, piora da ansiedade e da depressão, além de conflitos familiares e queda de desempenho no trabalho. O mecanismo é simples e cruel: a combinação de juros altos, cobrança constante e sensação de descontrole ativa um estado de estresse crônico, em que o cérebro passa a operar no modo “sobrevivência”, com menos espaço para planejamento, prazer e projeto de futuro. Em muitas pessoas, a compra funciona quase como automedicação rápida para aliviar emoções negativas, mas o alívio dura minutos e a dívida permanece por meses ou anos, alimentando um ciclo de vergonha, retraimento social e adoecimento psíquico. Falar de dinheiro, organizar contas e buscar ajuda (inclusive profissional, quando necessário) não é luxo nem frescura: é intervenção precoce em saúde mental.





14/11/2025





   #2021                       de
24/09/2024

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