Dr. Giuliano Cigerza

Dr. Giuliano Cigerza Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dr. Giuliano Cigerza, Medicina e saúde, Rua Augusto Pestana, 543, Canela.

Dr. Giuliano Cigerza é médico pela ufrgs, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo, pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Especialista em Endoscopia Digestiva e em Cirurgia Bariátrica pelo CBCD.

Vamos começar sem moralismo: adultos bebem. O ponto aqui não é transformar a sua vida em uma lista de proibições, mas ex...
13/02/2026

Vamos começar sem moralismo: adultos bebem. O ponto aqui não é transformar a sua vida em uma lista de proibições, mas explicar o que muda no seu corpo depois da cirurgia e quais são os riscos reais dessa combinação.

Após a bariátrica, o álcool é absorvido mais rápido e em maior intensidade. A mesma quantidade que antes gerava um leve relaxamento pode, depois da cirurgia, causar tontura, perda de coordenação e alteração de julgamento em poucos minutos. O pico de álcool no sangue é mais alto e mais rápido, e você perde o controle com doses menores.

O outro ponto é que o álcool disputa espaço com a comida em um estômago menor. Traz calorias vazias, pode atrapalhar a absorção de nutrientes e sobrecarregar o fígado, especialmente em quem já tinha gordura hepática antes. Em alguns casos, ainda existe o risco de “troca de compulsão”, quando o lugar que antes era ocupado pela comida passa a ser ocupado pela bebida.

Na prática, para algumas pessoas a recomendação será evitar ao máximo; para outras, limitar de forma clara quantidade e frequência. Não existe “liberado geral” depois da bariátrica.

Se você já operou ou está se preparando para operar e tem dúvidas sobre como o álcool entra nessa nova fase, traga esse tema para a consulta. A ideia é que suas escolhas sejam adultas e informadas, não guiadas por medo ou por mito.

Muita gente me conta que, depois da bariátrica, certos alimentos "não descem mais igual". Em boa parte dos casos isso te...
12/02/2026

Muita gente me conta que, depois da bariátrica, certos alimentos "não descem mais igual". Em boa parte dos casos isso tem explicação: a cirurgia reduz o estômago, altera o caminho do alimento e muda a liberação de hormônios intestinais. Quando a pessoa insiste em grandes quantidades de açúcar, gordura ou ultraprocessados, o corpo responde com mal-estar, enjoo, taquicardia, sudorese, diarreia. É o que chamamos de dumping e de intolerâncias que podem aparecer no pós-operatório.

Além disso, o paladar muda. Coisas que antes eram agradáveis passam a ser pesadas ou enjoativas. A técnica ajuda a frear exageros, mas não anula o impacto das escolhas. O resultado a longo prazo continua dependendo do que vai para o prato e do acompanhamento.

Se você já operou ou está se preparando para operar e quer entender melhor essa adaptação, marque sua consulta. Vamos alinhar expectativas e organizar o que faz sentido para o seu caso.

Nos últimos anos, a microbiota intestinal virou quase uma celebridade. Muita coisa é dita sobre "regular flora", "reset ...
11/02/2026

Nos últimos anos, a microbiota intestinal virou quase uma celebridade. Muita coisa é dita sobre "regular flora", "reset intestinal", probiótico para tudo. No meio disso, f**a difícil entender o que já é ciência sólida e o que ainda está mais no campo do entusiasmo do que da prática diária.

O que já está bem estabelecido: pessoas com obesidade tendem a apresentar alterações na composição da microbiota, com impacto em inflamação, metabolismo e até na forma como o corpo aproveita energia dos alimentos. Sabemos também que alimentação rica em ultraprocessados, pouco consumo de fibras, sono ruim e sedentarismo prejudicam esse equilíbrio.

O problema é quando se promete, a partir de um laudo, uma espécie de mapa definitivo da sua saúde ou "dieta perfeita". Ainda não temos, na prática clínica diária, um protocolo fechado que traduza qualquer resultado de microbiota em uma receita personalizada infalível. Muita coisa ainda é campo de pesquisa.

A microbiota é importante, mas ela responde ao conjunto da sua vida, não só a um produto ou a uma dieta da moda.

Se você tem obesidade, sente que o intestino vive desorganizado ou já recebeu propostas de tratamentos milagrosos baseados em um único exame de microbiota, vale conversar com calma.

Marque sua consulta. Vamos avaliar seu quadro completo e usar o que a ciência já tem de sólido hoje para cuidar de você, sem prometer aquilo que a pesquisa ainda não consegue entregar.

10/02/2026

Eu gosto muito de ler filosofia e, entre os estoicos, Epicteto tem uma ideia que eu uso muito na minha prática: a distinção entre o que está sob o nosso controle e o que não está. Quando aplico isso à obesidade, a conversa muda de lugar.

Não está sob o seu controle a genética que você recebeu, a forma como seu corpo responde à insulina, os traumas que você viveu. Também não está sob o seu controle o histórico de dietas mal orientadas que já fizeram seu peso subir e descer várias vezes.

Mas existe uma parte que está, sim, sob o seu controle a partir do momento em que você entende que obesidade é uma doença tratável. Está sob o seu controle comparecer às consultas, fazer seus exames, perguntar quando não entender, aderir às medicações e mudanças de estilo de vida que são possíveis dentro da sua rotina, considerar a cirurgia quando ela é indicada.

Quando eu trago Epicteto para a conversa, não é para jogar responsabilidade em cima de você, é para tirar o peso da culpa inútil e colocar foco naquilo que ainda podemos fazer juntos. E é nesse espaço, entre o que não dependeu de você e o que você pode decidir agora, que a medicina entra como aliada.

Essa é uma pergunta frequente no consultório. Mas não existe uma resposta única. Obesidade é uma doença crônica, e, em m...
06/02/2026

Essa é uma pergunta frequente no consultório. Mas não existe uma resposta única.
Obesidade é uma doença crônica, e, em muitos casos, o uso prolongado de medicação faz parte do tratamento, assim como acontece com remédios para pressão ou para diabetes. Em outras situações, a caneta é usada por um período específico, com metas claras, e depois a necessidade é reavaliada com calma.

O que define o tempo de uso é uma soma de fatores: como o seu corpo responde, como f**am os exames, o que acontece com o peso quando a dose é reduzida, qual é o seu nível de organização de sono, alimentação e movimento. Estilo de vida continua sendo peça central, mas, para muita gente, ele não substitui completamente a medicação.

Se você tem dúvidas sobre quanto tempo deve usar a caneta ou sente medo de depender dela sem entender o porquê, marque sua consulta.
Vamos olhar para o seu caso em detalhe e decidir juntos qual é a estratégia mais segura e sustentável.

Existe um tipo de relato que se repete muito no consultório: a sensação de que o mundo não foi pensado para o seu corpo....
05/02/2026

Existe um tipo de relato que se repete muito no consultório: a sensação de que o mundo não foi pensado para o seu corpo. A pessoa conta do aperto na poltrona do avião, do braço espremido na cadeira do cinema, da catraca que trava, da cadeira do auditório que ameaça ceder.

Isso tem um impacto físico óbvio, porque gera dor, desconforto, marcas na pele, dificuldade real de se acomodar. Mas o efeito simbólico costuma doer ainda mais. A mensagem que o corpo recebe é de que ele atrapalha. A pessoa começa a evitar lugares, viagens, eventos, encontros. Vai encolhendo a vida para não se expor a situações em que o próprio corpo vira motivo de constrangimento.

Quando eu trato obesidade, levo isso em conta. Não é só sobre controlar diabetes, pressão ou exames de fígado, é também sobre devolver um mínimo de liberdade de circulação.

Se você se reconhece nessa sensação de que o mundo não foi feito para o seu corpo, esse é um motivo legítimo para procurar ajuda.

Marque sua consulta. Vamos olhar para a sua história com respeito e construir, juntos, um plano de cuidado que leve em conta tanto a sua saúde quanto a forma como você ocupa os espaços à sua volta.

Muita gente chega ao consultório com uma dúvida simples e ao mesmo tempo enorme: "Como é, na prática, o dia da cirurgia?...
04/02/2026

Muita gente chega ao consultório com uma dúvida simples e ao mesmo tempo enorme: "Como é, na prática, o dia da cirurgia?". Entender esse passo a passo ajuda muito a reduzir a ansiedade, então vou te contar como costumo organizar esse dia.

Você chega ao hospital em jejum, faz a admissão, confere documentos, passa pela enfermagem e pela avaliação da equipe de anestesia. Nesse momento, revisamos juntos o plano cirúrgico, tiramos dúvidas finais e checamos exames e medicações. A partir daí, você é encaminhado para o centro cirúrgico, monitorizado e preparado para a anestesia geral. Todo esse processo é feito de forma padronizada, com protocolos de segurança que já começam antes do primeiro corte.

A cirurgia em si, na maioria dos casos, é feita por vídeo (laparoscopia), com pequenas incisões na pele. O tempo costuma variar em torno de uma a duas horas, dependendo da técnica e das particularidades de cada caso. Durante todo o procedimento, você é monitorado continuamente pela equipe de anestesia e pelo time cirúrgico.

Terminada a cirurgia, você vai para a sala de recuperação anestésica, onde acorda aos poucos, ainda sob observação. Quando está estável, segue para o quarto. Nas primeiras horas, ajustamos analgesia, estimulamos movimentação precoce dentro do possível e iniciamos, conforme o protocolo, os primeiros goles de líquido. A alta costuma acontecer em curto prazo, desde que dor, hidratação, exames e sinais vitais estejam dentro do esperado e você esteja seguro para ir para casa com as orientações necessárias.

Se você está cogitando a bariátrica ou quer entender melhor como seria esse processo no seu caso, marque sua consulta. Vamos conversar com calma sobre cada fase e avaliar se essa é a melhor estratégia para a sua saúde.

Quando trato obesidade, o coração sempre entra no check-up. Carregar mais peso exige que ele bombeie mais sangue, trabal...
03/02/2026

Quando trato obesidade, o coração sempre entra no check-up. Carregar mais peso exige que ele bombeie mais sangue, trabalhe sob mais pressão e conviva com mais inflamação, o que aumenta o risco de hipertensão, arritmias e eventos como infarto, principalmente em quem já tem outros fatores de risco.

Exames como ecocardiograma, teste ergométrico e, em alguns casos, cintilografia ajudam a responder uma pergunta simples e decisiva: esse coração está preparado para o esforço que vem pela frente, seja um treino mais intenso ou uma cirurgia? Incluir o cardio é a base para planejar o tratamento com segurança.

Se você tem obesidade e nunca avaliou o coração com profundidade, ou está pensando em mudar a rotina de forma mais intensa, marque sua consulta. Vamos organizar esse cuidado passo a passo.

02/02/2026

Resistência à insulina além da glicose de jejum

Glicose de jejum é um exame simples, ele mede quanto açúcar tem no sangue depois de algumas horas sem comer. Se vem alta, acende o alerta para pré-diabetes ou diabetes.

O problema é quando o resultado aparece dentro da faixa de referência e a gente conclui que está tudo certo. Mas antes da glicose subir, o corpo passa por uma fase em que precisa produzir cada vez mais insulina para manter esse número normal. É isso que chamamos de resistência à insulina: a insulina até está lá, mas o organismo precisa de doses maiores para fazer o mesmo trabalho.

Por isso, em alguns pacientes eu não olho só a glicose de jejum. Eu avalio contexto: obesidade, gordura no fígado, circunferência abdominal, histórico familiar, outros exames. Muitas vezes, o corpo já está trabalhando no limite, mesmo com o papel do laboratório sem nenhum número em vermelho.

Identif**ar essa fase cedo permite agir antes do diabetes aparecer: ajustar rotina, rever alimentação, considerar medicação e, em alguns casos, cirurgia. A ideia é intervir enquanto ainda dá para mudar o rumo com mais segurança.

Quando você diz que se sente muito excluído por causa do seu peso, eu não escuto nenhum exagero ou drama.Escuto uma real...
30/01/2026

Quando você diz que se sente muito excluído por causa do seu peso, eu não escuto nenhum exagero ou drama.

Escuto uma realidade que a ciência já descreveu muitas vezes. Pessoas com obesidade quando sofrem algum tipo de exclusão, sentem uma vergonha muito mais intensa do que a média. Em ambientes em que quase ninguém é obeso, o risco de depressão aumenta ainda mais, justamente porque a sensação de "ser o diferente" f**a escancarada o tempo todo.

Isso tem impacto no trabalho, nas relações afetivas, na forma de se vestir, nas fotos que você evita tirar, nos convites que começa a recusar. Muita gente passa anos carregando a ideia de que precisa se acostumar com isso ou ser mais forte, como se houvesse algo de errado em sofrer com essa exclusão. O sofrimento faz sentido, ele só não precisa ser o ponto final da história.

No consultório, meu papel não é julgar o que você come, como se movimenta, quantos quilos já perdeu ou recuperou. É entender o que o seu corpo viveu até aqui e construir um plano que te devolva saúde, dignidade e espaço no mundo. O importante é que você não siga enfrentando essa sensação de exclusão sozinho, achando que o problema é falta de força de vontade.

Se esse sentimento te acompanha há muito tempo, marque sua consulta. Vamos olhar para a sua história com respeito, sem julgamento, e organizar caminhos concretos de cuidado.

Essa é uma dúvida muito comum no consultório. A cirurgia muda a forma como o corpo absorve alguns nutrientes, mas isso n...
29/01/2026

Essa é uma dúvida muito comum no consultório. A cirurgia muda a forma como o corpo absorve alguns nutrientes, mas isso não signif**a que qualquer suplemento automaticamente faça sentido só porque você operou.

De modo geral, B12 e ferro costumam ser pilares importantes no pós-operatório, porque a cirurgia pode sim impactar a absorção e as reservas desses nutrientes. A vitamina D também entra com frequência, não só por causa da bariátrica, mas porque a deficiência já é muito comum na população em geral e precisa ser corrigida com base em exames. Tudo isso é decidido caso a caso, de acordo com o tipo de cirurgia, a alimentação, o tempo de operado e os resultados dos seus exames de sangue.

Já suplementos como zinco, magnésio, potássio e outros minerais não são obrigatórios para todo mundo. Eles entram quando existe uma indicação clara: uma condição prévia, um exame alterado, um sintoma específico. A bariátrica não "desliga" a capacidade de absorção do seu organismo a ponto de justif**ar um arsenal de cápsulas sem critério. Suplementar sem necessidade pode ser desperdício de dinheiro e, em alguns casos, até trazer risco.

Se você já operou e está em dúvida sobre o que realmente precisa tomar ou se sente perdido com tantas orientações diferentes, marque sua consulta. Vamos analisar seus exames, seu tipo de cirurgia e a sua rotina para montar um plano de suplementação que faça sentido para o seu corpo, sem excessos e sem falta.

Eu gosto muito de filosofia e, entre tantos autores, os estoicos sempre chamaram minha atenção. Sêneca, em especial, me ...
28/01/2026

Eu gosto muito de filosofia e, entre tantos autores, os estoicos sempre chamaram minha atenção. Sêneca, em especial, me acompanha há anos. Quando ele diz "não é que tenhamos pouco tempo, é que perdemos muito", eu não consigo deixar de pensar nos meus pacientes com obesidade e no quanto essa doença rouba tempo de vida social e afetiva.

No consultório, ouço com frequência relatos de convites recusados, fotos evitadas, viagens adiadas, reuniões em que a pessoa se esconde no fundo. A obesidade não interfere apenas em exames e articulações, ela altera a forma como o paciente participa do mundo. Aos poucos, o medo do julgamento e o cansaço vão ocupando o lugar das experiências que poderiam preencher a vida de um jeito mais livre.

Quando proponho tratar a obesidade com seriedade, também estou falando de tempo: tempo de convivência, de autonomia, de presença nas situações que hoje parecem impossíveis. Se você sente que o peso está encolhendo a sua vida para além do corpo, marque sua consulta.

Vamos olhar para a sua história com calma e construir um plano de cuidado que respeite o que você já viveu e o que ainda quer viver.

Endereço

Rua Augusto Pestana, 543
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95680-000

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Dr. Giuliano Cigerza

O Dr. Giuliano Cigerza é médico graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2006.

Cursos e Especializações

– Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital de Clínicas de Porto Alegre nos anos de 2008 – 2009. – Residência Médica em Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre nos anos 2010 – 2011. – Curso de Formação de Médico Perito Legista. – Especialista em Endoscopia Digestiva. – Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed). – Especialista em Cirurgia Bariátrica pelo CBCD.

Atuação Profissional