03/12/2025
À primeira vista, parece simples: duas pessoas falando.
Mas nada ali funciona como numa conversa cotidiana.
Numa conversa comum, cada um tenta seguir o fluxo, preencher silêncios, aliviar desconfortos, costurar sentidos rapidamente para não estranhar o outro — ou a si mesmo.
Há uma coreografia social: concordar, consolar, aconselhar, responder.
Quase sempre, sem pensar muito.
Na terapia, essa lógica se suspende.
O terapeuta não está ali para suavizar o impacto, nem para manter o clima leve, nem para “fazer render”.
Ele está ali para ouvir o que você diz — e o que escapa quando você tenta não dizer.
O que repete, o que evita, o que inverte, o que ri, o que desvia.
O que aparece na fala… e o que aparece apesar dela.
A terapia não é conversa porque não busca troca, mas desdobramento.
Não procura consenso, mas significado.
Não acelera para resolver — desacelera para revelar.
É um espaço onde o cotidiano perde a pressa e o discurso encontra suas rachaduras.
E é justamente ali, nesse intervalo estranho entre o que você fala e o que você sente, que algo começa a se transformar.
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