08/01/2026
Traumas emocionais da infância não pertencem apenas ao passado individual — eles podem atravessar gerações. A ciência chama esse fenômeno de transmissão transgeracional do trauma, no qual padrões emocionais, comportamentais e neurobiológicos são inconscientemente herdados por meio do vínculo, da linguagem emocional e até de mecanismos epigenéticos.
A neurociência demonstra que experiências precoces de estresse, abandono ou ameaça moldam circuitos cerebrais ligados à amígdala, ao sistema límbico e ao eixo do estresse (HPA), influenciando respostas automáticas de medo, ansiedade e autocobrança na vida adulta. Esses registros não são apenas lembranças — são memórias implícitas, corporais e emocionais.
A psicanálise compreende esses traumas como conteúdos inconscientes não simbolizados, que se repetem na vida adulta em forma de sintomas, relações disfuncionais e sofrimento psíquico. Já a hipnoterapia clínica, aliada aos princípios da neuroplasticidade, acessa esses registros emocionais profundos, permitindo ressignificação e reorganização neural.
Dentro da psicoterapia breve, essas abordagens integradas possibilitam identificar a origem do trauma, interromper padrões herdados e promover mudanças reais em menos tempo, com foco no presente e na autonomia emocional. A ciência é clara: o cérebro pode ser reprogramado, o trauma pode ser tratado, e o ciclo de sofrimento pode ser interrompido.
Cuidar da mente é também um ato de cura geracional.
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-meinen