28/12/2025
Ano de encerramentos, de sabedoria ancestral e de despedidas sagradas.
Um tempo que reverbera o feminino antigo, as Iyamis, as grandes Mães que sustentam as linhagens e guardam os portais da vida e da morte.
Neste final de ciclo, nos despedimos de mulheres acima dos 90 anos, anciãs longevas, lúcidas e coerentes com seus propósitos.
Algumas reconhecidas publicamente, como Ialorixá Carmen de Oxaguian e Mãe Elzita, guardiãs de tradições vivas.
Outras vivendo sua missão no silêncio, longe dos holofotes, mas sendo o verdadeiro esteio de suas famílias.
Recordo especialmente a passagem de uma dessas mulheres, aqui no meu bairro:
viúva, mãe de família numerosa, raiz de muitas gerações.
Conta-se que, durante seus momentos de despedida, uma coruja piava, como sinal ancestral de quem vinha buscá-la — símbolo de travessia, vigília e sabedoria.
Em todos os casos, vidas longas.
Mais de nove décadas de experiência, coerência e presença.
Mulheres que cumpriram seus ciclos.
Em tempos de tanta violência contra mulheres e crianças, sinto que as Mães Ancestrais estão recolhendo suas mais experientes guerreiras, fortalecendo o plano espiritual para proteger o feminino.
Especialmente agora, às vésperas de 2026 — ano 1, regido por Marte, que exigirá coragem, posicionamento e força consciente.
Que saibamos honrar quem parte.
E sustentar, com maturidade espiritual, o que permanece.
Que a luz cresça e o amor prevaleça! Sempre!
Que tudo seja amor e luz!
🦉✨