02/01/2026
Eu sei que parecem apenas números. Mas, pra mim, 2025 não cabe em estatística! 🤍
2025 foi um ano que me desafiou de inúmeras formas. De um jeito intenso, em que a gente precisa manter a cabeça no lugar, o coração disponível e a técnica afiada, mesmo quando o cansaço existe, mesmo quando a responsabilidade pesa. Foi um ano de decisões difíceis, de conversas delicadas, de mudanças de rota, de aprender de novo que obstetrícia é, antes de tudo, presença. 🌿
Foram 146 novas vidas. 74 meninas e 72 meninos. E cada uma delas chegou trazendo um mundo inteiro junto: uma família que confiou essa poderosa missão em meu trabalho, uma história atravessada por expectativas, medos, coragem, limites e escolhas. E eu ali, acompanhando, sustentando, ajustando o caminho, lembrando todos os dias que o nascimento não é só um desfecho. É travessia. ✨
Quando eu olho para os 62 partos vaginais e para as 84 cesáreas, eu não vejo “tipos de parto”. Eu vejo contextos. Vejo indicações reais, urgências, necessidades. Vejo também o esforço constante de não apressar o que ainda pode amadurecer. Entre essas 84 cesáreas, 38 aconteceram depois do trabalho de parto já ter começado. E isso diz muito sobre o que eu escolho defender na prática, não no discurso: esperar o tempo do bebê sempre que possível, com segurança, com critério e com respeito. ⏳
E, sim, o percentual de partos vaginais cresceu. Passou de 31,7% para 42,5%. Eu não celebro isso como “resultado”. Eu celebro como sinal de um cuidado que se constrói junto: pré natal bem feito, preparo, vínculo, informação, escuta, equipe alinhada e decisões tomadas com calma. Sem romantizar. Sem transformar a cesárea em fracasso. O que me importa é que cada família se sinta cuidada, orientada e amparada no caminho que for necessário. 🤲
No fim, eu volto ao que realmente f**a. Não são só números. São encontros. São escolhas. São histórias que eu tive a honra de atravessar junto. E foi esse ano, com tudo o que ele exigiu de mim, que me fez crescer. Não por fora. Por dentro. 🌟