03/01/2026
A psicóloga Carol Dweck, da Universidade de Stanford, dedicou três décadas tentando entender por que algumas pessoas avançam e outras ficam pelo caminho.
E a resposta que encontrou surpreendeu o mundo.
Não era QI.
Não era talento natural.
Era a forma como pensamos sobre nossas próprias capacidades.
Durante seus estudos, ela observou crianças montando quebra-cabeças.
Algumas desistiam rápido, frustradas:
“Não sou bom nisso.”
Outras encaravam o desafio com entusiasmo:
“Não sei ainda… mas posso aprender.”
Mesma atividade.
Dois modos completamente diferentes de reagir.
Dweck chamou isso de mentalidade fixa vs mentalidade de crescimento.
🔸 Mentalidade fixa: acredita que inteligência e talento são imutáveis. A pessoa “é ou não é”.
🔸 Mentalidade de crescimento: entende que habilidades podem ser aprimoradas com prática, esforço e estratégia.
E essa diferença muda tudo.
Pessoas com mentalidade fixa tendem a evitar desafios, têm medo de errar e se cobram demais.
Já aquelas com mentalidade de crescimento buscam novos desafios, aprendem com as falhas e evoluem mais rápido.
Um dos achados mais marcantes veio com os elogios:
– Crianças elogiadas por “serem inteligentes” passaram a evitar tarefas difíceis.
– Crianças elogiadas pelo “esforço” se mostraram mais motivadas, persistentes e confiantes.
O efeito repercutiu em várias áreas:
📚 Educação: alunos com mentalidade de crescimento têm desempenho superior.
🏢 Negócios: líderes como Satya Nadella usaram o conceito para transformar culturas organizacionais.
🏅 Esporte: atletas que acreditam no próprio progresso treinam melhor e alcançam mais resultados.
No fundo, a grande mensagem é simples:
Ser é estático. Tornar-se é poderoso.
O ponto de partida não define ninguém.
Seu desenvolvimento, sim.
Não é o talento que determina seu sucesso, mas o quanto você se dedica a evoluir.
Errar não é fracassar — fracasso é deixar de crescer.