Consultório de Psicologia - Fabio Freitas

Consultório de Psicologia  - Fabio Freitas Psicoterapia. Arteterapia. Psicopedagogia.

01/11/2021

A pequena paciente de 5 anos sai da sala, se despede, depois volta correndo e diz:

Obrigada por cuidar de mim!

Sobre escolhas acertadas na vida.

E a gente fecha mais um setembro. Amarelo. Pesado. No alerta.E segue discutindo saúde mental e prevenção ao suicídio. O ...
30/09/2021

E a gente fecha mais um setembro. Amarelo. Pesado. No alerta.
E segue discutindo saúde mental e prevenção ao suicídio.
O ano todo.
Porque é preciso.
Apesar do trabalho não ter sido realizado no consultório particular e sim no SUS, quero dividir essa experiência com vocês.

Começou assim: um adolescente entrou na sala visivelmente abalado.
Perguntei o que tinha acontecido, e ele me conta que em meio a uma discussão com sua mãe, os dois já alterados, ouviu:
- Você não devia ter nascido!
Acolhi aquele sofrimento, e em algum momento da sessão, pedi pra que ele listasse algumas outras coisas que ele já tinha ouvido, e que o marcou negativamente. Ele falou livremente sobre cada uma dessas situações. Era muita dor...
Sugeri que ele também deveria ter ouvido coisas na vida que tinham gerado impactos positivos. Ele me disse que sim, mas que não estava, naquele momento, disposto a falar dessas experiências. Estava bem entristecido e com raiva.
Na semana seguinte, sem que eu tivesse proposto, trouxe uma lista, com o mesmo número de itens da anterior, porém com falas bastante positivas. A frase favorita, um dia escutada, foi:
- Gosto tanto de conversar com você! Você sempre tem uma palavra certa pra me dizer!
Passei a adotar estas duas listas em algum momento dos meus atendimentos com os adolescentes.
Surgiram coisas fantásticas! Outras tristes...
Certa vez, um garoto excepcionalmente crítico, do alto dos seus 15 anos me disse:
- Fabio, essas frases ditas são importantes, mas tocam cada um de maneira diferente. Existem coisas que compartilhamos que ajudam ou atrapalham esse momento que vivemos. E são também importantes.
Perguntei que coisas seriam essas e ele me trouxe alguns marcadores socioeconômicos e culturais importantíssimos: exposição à violência, falta de lazer, machismo, racismo, lgbtfobia, desemprego, etc. Listou também o acesso à saúde e educação de qualidades, condições adequadas de moradia, pais apoiadores, rede de apoio, etc.
Impressionante, mas a gente acaba ficando tão focado nas questões psíquicas e fisiológicas, e acaba às vezes até esquecendo que estes também são marcadores, inclusive de suma importância, para a saúde mental (ou não).
Fui ao longo do acompanhamento destes jovens, coletando estes dados. Chamamos de críticas, elogios, facilitadores e dificultadores da adolescência.
Em dado momento veio a necessidade de fazer algo com estes dados valiosos. Surgiu então a ideia de criarmos, individualmente, um jogo de tabuleiro, bastante representativo de suas vivências.
Vários esboços: papel, aumenta o tamanho do papel, cartolina... Desenha? Pinta? Recorta e cola? Cada um deu e ainda está dando seu jeitinho, dando a sua cara, e registrando estes momentos múltiplos de suas vidas. Proporcionando. Realocando e reagenciando afetos. Contando novas histórias.
Mas ainda não estávamos contentes e resolvemos transpor este projeto para a "vida real" (sempre questiono estes termos: real, normal, nunca, etc). Para as atividades da semana do Adolescente e do setembro amarelo, montaríamos um tabuleiro gigante. E nós seríamos os peões que atravessariam todas as casas.
Para encurtar, assim o fizemos. Sem material (SUS e material na mesma frase é quase incompatível), traçamos as casas do tabuleiro no chão. Os peões: adolescentes, equipe da unidade, mães. Dado gigante e a sorte está lançada!
Após a partida, seguimos para uma extraordinária roda de conversa, com trocas importantes de impressões, experiências e afetos.
E que venham novas partidas!

Se alguém se interessar e/ou estiver curioso sobre mais detalhes, me procure no privado.

27/09/2021

Desculpem minha ausência. Muito trabalho.
E em setembro, por conta do Setembro Amarelo, a demanda aumenta: além dos atendimentos, solicitações para palestras, rodas de conversa, etc.
Passando rapidinho para lembrar que:

Sofrimento psíquico, de qualquer ordem:
Não é frescura;
Não é mi-mi-mi;
Não é falta de religião ou de Deus;
Não é falta do que fazer;
Não é drama;
Não é fraqueza;
Não é para chamar atenção.

É dor que carece de atenção.
É desequilíbrio da química do cérebro.
É desordem psicoafetiva.

E exige o envolvimento de todos nós.
Acolhimento, não julgamento e empatia sempre!

03/09/2021

É um vídeo simples.
Feito sem roteiro, sem edição, mas que diz muito do acompanhamento que faço com os adolescentes do programa Saúde do Adolescente.
Cotidianamente é preciso desconstruir o óbvio.
Os marcadores de saúde são diversos. Envolve moradia, acesso à saúde e educação de qualidade, emprego, etc.
O suicídio também é multideterminado. E é preciso ser problematização sempre, não só em setembro, como me aponta cada um dos meus pacientes.
F**a com o vídeo a forte sugestão de sempre nos mantermos em diálogo e falarmos sobre tudo aquilo que estamos sentindo.
Agradeço se curtirem e compartilharem.

A importância de se falar sobre o suicídio. Mas Fábio, se eu falar sobre suicídio, não estarei encorajando esse comporta...
09/08/2021

A importância de se falar sobre o suicídio.

Mas Fábio, se eu falar sobre suicídio, não estarei encorajando esse comportamento? Não estarei “plantando” algo na cabeça dos mais jovens, ou de quem já está tão vulnerável?
Não. Principalmente se o fizer de maneira adequada, se estiver realmente disponível para ouvir aquela pessoa que sofre, sem julgamento, acolhendo-a e dando orientações adequadas, principalmente encorajando-a a procurar ajuda especializada (psicólogo e/ou psiquiatra)!
Fique atento a estes sinais:

•Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança;
•Expressão de ideias ou de intenções suicidas;
•Diminuição ou ausência de autocuidado (não tomar banho, não se pentear, etc);
•Mudanças na alimentação e/ ou hábitos de sono (para mais ou para menos);

•Uso abusivo de drogas/álcool;

•Alterações nos níveis de atividade ou de humor;
•Crescente isolamento de amigos/família;
•Diminuição do rendimento escolar;

•Autoagressão: Mudanças no vestuário para cobrir partes do corpo, por exemplo, vestindo blusas de manga comprida;
• Evitar participar de atividades físicas, anteriormente apreciadas, principalmente aquelas que envolvem o uso de shorts ou roupas de banho, por exemplo.

Gostou? Curta e compartilhe!
Tem alguma dúvida, deseja alguma orientação ou quer compartilhar uma experiência? Comente! Ou me procure no privado.

06/07/2021

Um mês sem escrever!
Um texto sobre a duração da psicoterapia.
Espero que gostem. Se puder, compartilhe.

Mas me diz, quanto tempo dura a Psicoterapia?

Sem dúvida, este é um dos temas mais complexos na clínica psicológica. E uma das questões que normalmente a pessoa me faz no contato inicial. O que é compreensível, afinal a busca por psicoterapia não raro envolve bastante sofrimento.
Minha resposta honesta é: depende. E depende de um bocado de fatores.
Primeiro de tudo: quando falamos em psicologia, na verdade deveríamos falar em “psicologias”. Sim, a ciência psicológica abrange um número bastante diverso de linhas teóricas, bastante diferentes entre si em técnicas utilizadas e suporte teórico.
Alguns poucos exemplos: Psicanálise e Psicologia Analítica, que sustentam-se na noção de inconsciente, ou seja, uma gama de emoções, motivações e comportamentos humanos tem causas desconhecidas e, compreendê-las, torná-las conscientes, é o propósito destas intervenções. São técnicas menos diretivas, onde o paciente/cliente traz à sessão, livremente, os conteúdos a serem trabalhados.
O Behaviorismo e as linhas cognitivo-comportamentais mantém seu foco na mudança de comportamentos e/ou pensamentos distorcidos, bastante relacionados às dificuldades, ao sofrimento emocional das pessoas. São técnicas mais diretivas, focadas nas dificuldades levantadas durante a avaliação.
Linhas como a Gestalt e a Fenomenologia são focadas no momento presente, divergindo, por exemplo, da Psicanálise, que busca nas primeiras vivências e nas relações primordiais do paciente as explicações para as dificuldades que enfrenta hoje. O terapeuta se esforça para abandonar pré-concepções e para compreender a situação sob a ótica do cliente.
Estas são algumas das linhas mais conhecidas da Psicologia. Mas a escolha da linha teórica pelo profissional não é o único fator que determinará a duração do processo terapêutico. Uma fobia mais “simples”, mais específica não deverá levar o mesmo tempo de tratamento do que o acompanhamento de uma pessoa com algum transtorno de personalidade (obssessivo-compulsivo, borderline, esquizóide, etc).
O mesmo podemos pensar de um episódio depressivo mais leve, se comparado a um caso mais grave, acompanhado de ansiedade e/ou sintomas psicóticos, por exemplo. A precocidade do tratamento, ou seja, quanto logo se inicia o acompanhamento detectada a problemática, melhor o prognóstico e, na lógica, o “encurtamento” do tempo necessário para lidar com as devidas questões.
Eis que talvez seja preciso algumas poucas sessões, alguns meses ou mesmo anos para lidar com cada questão em específico.
Os argumentos até aqui levantados são, até certo ponto, mais objetivos. É preciso compreender que, na grande maioria das vezes, as demandas iniciais, aquelas que foram possíveis de se falar nas primeiras sessões, vão se acumulando a algumas outras que só com o vínculo e a confiança estabelecidos puderam ser compartilhadas com o terapeuta. E este é um movimento que se dá ao longo de todo o processo.
O que também se acumula são as variáveis que dificultam dar uma previsão de número de sessões para findar o acompanhamento terapêutico. Creio ser mais importante que paciente e terapeuta possam estabelecer um bom vínculo, de confiança, ter bem delineadas as queixas iniciais e as que possam surgir. Material para se analisar não há de faltar, mas é preciso certificar-se sobre o desejo do paciente em avançar nestas novas questões.
Para finalizar, e de certa forma me enquadrar no exposto, minha orientação teórica é a Psicologia Analítica, que tem como sustentação as noções de inconsciente e que valoriza as relações primordiais e os primeiros acontecimentos de impacto na vida do ser humano para compreender como este age e ocupa seu lugar no mundo.
Em conjunto com a Arteterapia, também de orientação analítica, compreendo a necessidade do paciente em acompanhamento terapêutico, ampliar a consciência de si mesmo, encarar seus desejos e medos como parte de si, e expressar livremente seus sentimentos e emoções. Aprender a se relacionar consigo e com o mundo de maneira mais plena e saudável.
Tudo no tempo que for preciso. No tempo de cada um.

Alta em Psicoterapia Tema dos mais controversos. Para as psicologias dinâmicas, se não é possível mensurar o inconscient...
07/06/2021

Alta em Psicoterapia

Tema dos mais controversos. Para as psicologias dinâmicas, se não é possível mensurar o inconsciente, teria fim um processo terapêutico?
Deixarei o questionamento com vocês. Quero focar neste presente, em forma de desenho, que ganhei ao dar alta para um adolescente no SUS. Bom, em se tratando de SUS, não raro somos pressionados a dar alta para os pacientes, mas esta também é uma outra história...
A Psicologia trabalha com a aplicação de alguns te**es gráfico-projetivos, inclusive através da realização de desenhos. É prerrogativa do psicólogo interpretar estes traços obtidos com os desenhos, através de manuais e inquéritos.
Hoje quero ser mais arteterapeuta do que psicólogo. Não quero trabalhar com interpretação de traços, mas com ampliação de símbolos. Quero falar de entrega, partilha e coragem para enfrentar um processo terapêutico. E a confiança de poder seguir seu próprio caminho.
Um tanto de vezes foram as produções artísticas que deram voz ao sofrimento, mas também aos desejos do adolescente tímido, que se perdia nas palavras, mas que se colocava de maneira contundente nos desenhos, pinturas, colagens e afins.
A paisagem que vocês podem admirar traz o mar, um dos grandes símbolos do inconsciente, o grande material da terapia. Pensando na teoria junguiana, a consciência surgiria como ilhotas em meio ao inconsciente. Assim como sua expansão. Traz pra mim um autoconhecimento crescente bastante significativo.
Um ego estruturante, mais do que estruturado, é mais flexível e adaptativo. O coqueiro “envergado” representa bem este ego menos rígido e mais criativo.
Uma das grandes manifestações do Self, o centro e ao mesmo tempo a totalidade da nossa psique, se faz presente, em posição central, como o Sol. Tudo é dimensionado por e através dele.
Algumas nuvens podem até indicar tempos difíceis, nublados, mas o Sol está aí a brilhar. No mais, os pássaros seguem viagem, preparados para alçar novos voos. E não é um único pássaro. O garoto solitário não se sente mais sozinho, vive sua vida aos pares.
Ao nos despedirmos, olho no olho, estávamos satisfeitos.
Sou grato a cada paciente que entra em minha vida.
Grato pela mútua transformação que acontece a cada contato.

Sobre a importância de uma escuta ampla, profissional, sem julgamentos, não-autoritária e feita com inteireza, Jung disc...
24/05/2021

Sobre a importância de uma escuta ampla, profissional, sem julgamentos, não-autoritária e feita com inteireza, Jung discorre em "A Prática da Psicoterapia" (p.03):

"...se eu estiver disposto a fazer o tratamento psíquico de um indivíduo, tenho que renunciar à minha superioridade no saber, a toda e qualquer autoridade e vontade de influenciar. (...) Mas isso só se torna possível se eu deixar ao outro a oportunidade de apresentar seu material o mais completamente possível, sem limitá-lo pelos meus pressupostos
Ao colocar nos dessa forma, o sistema dele se relaciona com o meu, pelo que se produz um efeito dentro do meu próprio sistema. Este efeito é a única coisa que posso oferecer ao meu paciente individual e legitimamente".

No mais, é história que se conta junto.

A (RE)CONSTRUÇÃO ATRAVÉS DA COLAGEM.Olá. Quero conversar um pouquinho com vocês sobre a técnica da colagem e seu uso ter...
17/05/2021

A (RE)CONSTRUÇÃO ATRAVÉS DA COLAGEM.

Olá. Quero conversar um pouquinho com vocês sobre a técnica da colagem e seu uso terapêutico. Antes mesmo de me tornar arteterapeuta, nos estágios da graduação do curso de Psicologia, já utilizava o recorte e a colagem como técnicas expressivas.
Em consultório e/ou ateliê é uma das primeiras atividades a serem utilizadas, dada a familiaridade com o recurso, conhecida já no período pré-escolar. Em termos “mecânicos”, auxilia nos processos psicomotores, desenvolvendo/aprimorando a coordenação motora fina. Mas seus benefícios são também psicoafetivos.
O processo envolve uma sucessão de eventos:
1- a prévia seleção de imagens através de identificações conscientes ou inconscientes;
2- um momento de desconstrução, quando recorta-se elementos de planos maiores, destacando-os;
3- a organização destes novos elementos em diversas combinações provisórias;
4- a fixação, em novo plano, destes elementos e a criação de novas realidades.

O ato de rasgar/cortar/selecionar materiais e posteriormente colá-los desenvolve a criatividade, a imaginação, organiza afetos e pensamentos, a medida em que o sujeito promove essa reestruturação colando esse material, de modo organizado, sobre um suporte. É uma técnica estruturante e organizadora, pois demanda planejamento para sua execução.
Uma tarefa de colagem exige uma atividade prévia de desestruturação, seguida de reorganização. Esse movimento traz profundos benefícios para a psique do paciente, gerando flexibilidade, fomentando o potencial criativo e a compreensão de que pode atuar no meio e, que essa intervenção, traz consequências pelas quais é também responsável.
Eis que a colagem é uma técnica que fomenta a expressão artística, a curiosidade e a criatividade; traz em si um princípio organizador da tarefa, do pensamento e, inclusive, da psique. Auxilia na concentração, na atenção e na esfera viso-motora.
Por fim, é uma atividade que gera pouca ansiedade, relaxante, onde o sujeito pode expressar de modo livre e criativo o seu mundo interno, a relação que estabelece com a temática proposta, seus temores, desejos e as múltiplas possibilidades de lidar com os conflitos gerados durante o trabalho e que podem ser transpostos para o cotidiano.

03/05/2021

Momentos que aquecem o coração

O trabalho da Psicologia pode ser bastante solitário. Mesmo quando trabalhamos em equipe, a natureza da intervenção psicológica, baseada no sigilo, faz com que possamos compartilhar apenas o mínimo necessário para que os outros profissionais possam acompanhar o acompanhamento psicológico. No consultório se perde, inclusive, esta perspectiva.
E assim, seguimos a dois a maior parte do tempo. E também sozinhos diante de dilemas, questionamentos, direcionamentos e múltiplos afetos.
Pequenos gestos, situações inesperadas, vez ou outra nos tiram do modo “intérprete do afeto alheio”, e gostaria de dividir um desses momentos com vocês.
No final do ano passado fiz a avaliação de uma jovem, recém-saída do ensino médio e com todas as inseguranças que este momento da vida nos traz. No mais, afeto embotado, timidez gritante, autoestima quase inexistente. Iniciamos o processo psicoterapêutico e, bem lentamente, foi conseguindo me olhar nos olhos, responder-me para além dos lacônicos “sim”, “não” e “talvez”. Passa a elaborar perguntas, a se interessar pelas coisas e por si mesma.
Corta o cabelo (sem corte algum), que lhe caía pelo rosto. Sorri com naturalidade e certo dia me conta que depois da sessão iria a uma entrevista de emprego. Retorna no próximo encontro, toda insegura, dizendo que começará o treinamento para a vaga, mas que não sabe se é capaz de realizar as funções esperadas. Conversamos toda a sessão sobre suas inseguranças e potencialidades. Seu horário de trabalho não coincidiria com a terapia, então nos despedimos sem um outro acordo.
A jovem falta nas duas sessões seguintes. Questiono-me o que poderia ter ocorrido, mas acabo absorvido pelo excesso de trabalho e não faço contato. Na semana seguinte, o pai da garota vem à instituição e pede para conversar comigo. Agradece o trabalho realizado, mas sua filha não prosseguiria com a psicoterapia pois coincidiria com o horário do trabalho.
Uns dois meses depois deste contato, estou na minha sala preenchendo uma série de prontuários, quando a recepcionista me diz que tem uma “mocinha” querendo falar comigo. É tanta coisa pra fazer, paciente seguinte próximo de chegar, dou uma “bufadinha”, mas levanto para ver quem me esperava. Para minha surpresa, é a jovem em questão.
Sorrio, convido-a para a minha sala. Digo que tenho alguns poucos minutos, mas que a ouviria com prazer. Olhando-me nos olhos (o que antes era tão custoso para ela), me conta que está trabalhando, que passou pelo treinamento, e que só este processo coincidira com o horário da psicoterapia. Perguntou se eu ainda dispunha do horário para atendê-la.
Respondi que infelizmente o horário já havia sido preenchido, mas que ficaria feliz em deixar seu nome na lista de espera. É meus amigos, realidade do trabalho no serviço público: agendas lotadas e lista de espera. (***)
Ela responde com um meio sorriso: Ah! Que pena! Mas espero que logo possa me chamar! - e sai da sala. Então ela volta, e mais uma vez me encarando, agora com um sorriso largo me diz:
Ah! Eu sei que poderia ter ligado, mas eu estava com saudades do senhor! - deu meia volta e se foi.
Fiquei ali parado no corredor: um tanto sem graça e agora eu com um grande sorriso de satisfação no rosto.
Isso é o que me faz persistir. Acreditar.

(***) O SUS é bom. Só é mal gerenciado.

Pessoas, boa noite!Lembrando quem sabe, contando para quem ainda não sabe: estou realizando atendimentos na modalidade à...
29/04/2021

Pessoas, boa noite!
Lembrando quem sabe, contando para quem ainda não sabe: estou realizando atendimentos na modalidade à distância por conta do momento que estamos atravessando, prática que será incorporada com a gradual normalização da realidade que enfrentamos.
Retomo também, com todos os cuidados devidos, os atendimentos no consultório, localizado no centro de Carapicuíba (SP).
Aproveitando: quem puder/quiser compartilhar o link da página, agradeço.
https://www.facebook.com/Psi.Fabio.Freitas/

Dra Nise foi além e afirmou que só existe cura através do afeto!Boa semana a todos.
19/04/2021

Dra Nise foi além e afirmou que só existe cura através do afeto!
Boa semana a todos.

Endereço

Avenida Tâmara, 182
Carapicuíba, SP
06320020

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