17/04/2014
Tem algo errado. Vejo mulheres confundindo sensualidade com exibicionismo desenfreado e desesperado. Ou fazendo confusão entre vergonha na cara com moralismo, ou autopreservação com puritanismo. Agora, não querer ser a "outra" é "deixar de aproveitar a vida". Ou não aceitar "dar umazinha" ali com um carinha gostoso, signif**a "ser lerda", "devagar demais", "insegura", "beata" e lá vai fumaça! Continuo acreditando que isso é uma forma de escape, uma forma de demonstrar que não é carente e que detém toda segurança disponível. Nenhuma mulher gosta de ser lanche de fim de noite. Nenhuma mulher, por mais que esteja apaixonada, gosta de ser "outra". Nenhuma mulher gosta de ser reconhecida como "poderosa" somente se colocar fio dental ou viver de espartilho por aí. Somos meigas, sensíveis, e nem sempre estamos prontas pra sermos a p**a do dia. E se não estamos afim de ser, não queremos ser rotuladas de "freiras", "frígidas" ou seja lá o que for. Toda mulher, carente, poderosa, cínica, sensível, grossa, ou burra, deseja ser o amor da vida de alguém, ou a poderosa de alguém, a p**a de alguém! Mas mulher nenhuma é feliz em ser a "outra" de alguém, o lanche de fim de noite de alguém, a segunda opção de alguém. Querer enfiar goela abaixo de todos que o anormal, o que subjuga o ser humano é normal e que está na moda, não me convence. O que faz mal a mulher, como mulher, mãe, amiga e ser humano, sempre causará mal-estar nela. Nunca a tornará completa. Ser poderosa e realizada, vai muito além de pegar o bonito da festa, estar sempre pronta pro s**o, só andar de fio dental ou arrancar aplausos dos pedreiros. Ser poderosa, é não precisar provar pra ninguém que é uma. Ser poderosa é ser uma mulher completa, sexy, segura e principalmente, sincera e "pés no chão" com ela mesma.
Jackye Monteiro