27/11/2017
Iniciando a semana com uma matéria importante!
DITADURA DA MAGREZA
A beleza feminina nos tempos modernos sofreu drásticas mudanças de padrão. Espelhadas em modelos magérrimas e ideais de Instagram, a pressão social pelo corpo perfeito é cada vez maior. Essa preocupação excessiva aumenta o risco de uma doença psiquiátrica, a distorção da autoimagem corporal, que pode culminar em patologias mais severas, como anorexia e bulimia.
Anorexia nervosa é o transtorno alimentar mais grave, levando a óbito até 20% dos doentes. O início, na maioria dos casos, é na adolescência e 90 a 95% são mulheres. Todas as pacientes com esse transtorno estão abaixo do peso, mas se enxergam obesas e fazem esforços desmedidos para perder cada vez mais peso. Não sentem fome ou negam sentir, evitam almoços de família e praticam exercícios físicos apenas para emagrecer. O perfil mais comum é de meninas introvertidas, boas alunas, perfeccionistas e que não toleram falhas.
Já pacientes com bulimia aparentemente possuem peso normal e chegam a consumir grandes quantidades de calorias em uma única refeição. A compulsão só é interrompida pelo desconforto físico, que vem acompanhado da culpa, depressão e auto indignação. Para evitar a absorção do alimento, utilizam métodos purgativos como indução ao vômito, laxantes, diuréticos e exercícios físicos exagerados. Para ocultar o problema, comem escondido e, apesar de não apresentar autoimagem tão distorcida, a busca incessante pelo corpo perfeito também é notória. Este transtorno tem início na fase adulta, em torno dos vinte anos, e acomete de 1 a 4% das mulheres, que geralmente são extrovertidas, impulsivas, com emoções excessivas e exageradas.
Ambas as doenças são graves e requerem tratamento especializado com equipe multidisciplinar, composta por médicos psiquiatra e endocrinologista, psicólogo e nutricionista.