25/01/2026
Muitas pessoas acabam não valorizando ou deixando de lado a importância de dar nome às coisas ou aos sentimentos.
Acredito que seja importante termos a compreensão e a consciência de que, a partir do momento em que damos nome aos elementos existenciais que nos atravessam, torna se muito mais fácil manejá-los, desenvolver estratégias e compreender como isso interfere nas nossas escolhas e no nosso cotidiano.
Parece bobo, mas sempre gosto de mencionar aos meus pacientes/clientes que aquilo que a gente não vê, aquilo que não nomeia, não conseguimos medir nem compreender.
Logo, podemos pensar que o primeiro passo para mudar um cenário, enfrentar e vencer obstáculos é reconhecer e dar nome àquilo que estamos sentindo, lidando ou enfrentando.
Na filosofia existencial de Sartre, não dar nome ao que sentimos é uma forma sutil de fugir da nossa responsabilidade existencial. Quando não reconhecemos nossas angústias, medos ou desejos, eles continuam nos atravessando, mesmo contra a nossa vontade, mas de maneira difusa, influenciando nossas escolhas sem que percebamos. Podemos considerar que nomear é um ato existencial, é trazer à consciência aquilo que antes estava confuso e, a partir disso, escolher com mais clareza. Só quando sei com o que estou lidando posso, de fato, lidar.
Por isso, deem nome aos elementos existenciais que os rodeiam. Quando sabemos com o que estamos lidando, f**a mais fácil, ou ao menos menos difícil, lidar e desenvolver estratégias para melhorar a nossa condição.