27/01/2026
No tratamento do sobrepeso e da obesidade, é comum surgir a comparação entre o balão intragástrico e medicamentos mais novos, como a tirzepatida. Mas essas abordagens atuam de formas bem diferentes — especialmente quando falamos de manutenção do peso.
Os medicamentos têm excelente resposta enquanto estão em uso, porém dependem de continuidade. Ao interromper, o ganho de peso é frequente, já que o efeito está ligado principalmente ao controle do apetite, e não à consolidação de novos hábitos.
O balão intragástrico, por outro lado, cria um período prolongado de saciedade e adaptação alimentar. Isso favorece mudanças reais no comportamento, com perda de peso consistente e menor risco de recuperação após a retirada, quando bem indicado e acompanhado.
Além disso, essa estratégia tende a preservar melhor a massa muscular, algo que nem sempre acontece com o uso isolado de medicações, especialmente sem suporte nutricional e atividade física.
Não existe solução milagrosa. Existe estratégia, acompanhamento e escolha adequada para cada perfil.
Tratar obesidade não é correr atrás de resultados rápidos — é pensar no que se sustenta ao longo do tempo.