20/12/2025
Esse ano eu percorri 7 escolas da região. Foram 11 palestras (a maioria delas não estão registradas nestas foros). Mas, sobretudo, foram encontros.
Encontros com pessoas que sustentam a escola todos os dias, muitas vezes em silêncio, muitas vezes no limite, quase sempre com mais responsabilidade do que reconhecimento.
Falamos de saúde mental, de autocuidado, de comunicação, de equipe. Mas, na prática, falamos de humanidade. De cansaço acumulado. De tentativas. De vínculos. De seguir mesmo quando não é simples.
Cuidar da saúde mental de quem trabalha na escola não é um luxo, é uma responsabilidade social. Porque a escola não é feita só de conteúdos, calendários e metas. Ela é feita de pessoas. E pessoas precisam ser vistas, respeitadas e cuidadas.
Valorizar professores, auxiliares, equipes pedagógicas, administrativas e de apoio é reconhecer que nenhuma educação acontece sem quem sustenta o cotidiano escolar. É lembrar que quem cuida também precisa de cuidado. Que quem escuta alunos o dia inteiro também precisa ser escutado. Que quem forma cidadãos precisa ter sua dignidade preservada.
Esses encontros reforçaram algo essencial: pensar a escola é pensar o coletivo, é entender que saúde mental não é um assunto individual, mas um compromisso de todos nós enquanto sociedade.
Que possamos seguir construindo escolas onde o respeito não seja exceção, onde o cuidado não seja paliativo, onde quem trabalha ali se sinta reconhecido, pertencente e valorizado.
Porque cuidar da escola é, antes de tudo, cuidar de quem a faz existir todos os dias!
Júlia Cabral Mazini
Psicóloga Escolar (com orgulho!)
CRP-04/43766