13/04/2024
Conclusões terapêuticas sobre a Constelação Familiar e o ECOM do dia 11/04/24:
Os laços de sangue não determinam a priori o amor.
É necessário a pessoa estar disponível, livre de seus emaranhados e seus próprios traumas!
Então pode ser que , no momento da concepção, uma mãe não esteja disponível para um/a filho/a, mesmo que circunstancialmente ela se submeta a esse destino.
Alguém com trauma da identidade, não ser aceito, ou trauma do amor, não ser amado, pode amar a seus genitores, e fará tudo por eles, mas isso não apaga a ferida, não anula a dor. Então, poderá passar a vida buscando nas pessoas das suas relações essa aceitação e esse amor, principalmente de mãe. Há muita angústia nessas relações.
Separação dos pais poder nos atingir mais do que supomos.
Se nos decepcionamos com a figura do pai, talvez transfiramos essa imagem do masculino para todas para as nossas relações com o masculino.
Se um evento traumático causou uma dor tão profunda que não se pode suportar, é possível que simplesmente se “esqueça” ou dissocie, viva numa ilusória estratégia de sobrevivência de que está tudo bem, que não me atingiu, que foi “bem tranquilo”.
Em qualquer circunstância, desejando-se mergulhar num processo de cura, é indispensável acessar o trauma, trazer à luz, permitir-se sentir e validar seus próprios sentimentos, deixar vir à tona seu eu autêntico, com tudo o que isso significa, e externar esses sentimentos, deixar saber, e se deixar saber, e acolhê-los em si, com muito auto amor.
Esse é o caminho!
É doloroso!
É cheio de descobertas!
É lindo!
É preciso reconhecer em nós o amor cego, que adoece, para podermos desvelar o amor saudável, o amor que cura!
GRATIDÃO ❤️
Maria Augusta
Facilitadora em Constelação Sistêmica e ECOM (Método IOPT)