Fabian André dos Reis - Psicólogo Clínico

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Fabian André dos Reis
Psicólogo Clínico – CRP 07/20557
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A necessidade de controle nas relaçõesNem sempre o cuidado é apenas cuidado. Em muitos casos, ele vem acompanhado de uma...
30/04/2026

A necessidade de controle nas relações

Nem sempre o cuidado é apenas cuidado. Em muitos casos, ele vem acompanhado de uma necessidade silenciosa de controlar: saber onde o outro está, o que está fazendo, como está se sentindo. Pequenos gestos vão se acumulando — perguntas constantes, expectativas implícitas, tentativas de antecipar tudo — e, aos poucos, o vínculo deixa de ser um espaço de encontro para se tornar um campo de vigilância.

Freud já indicava que o controle pode funcionar como defesa diante da angústia. Lacan, por sua vez, aponta que o outro nunca é totalmente apreensível — há sempre algo que escapa. É justamente esse ponto de indeterminação que pode gerar desconforto, levando o sujeito a tentar reduzir o imprevisível através do controle.

O problema é que, quanto mais se tenta controlar, mais o outro tende a se afastar ou se fechar. O que era busca por segurança pode produzir o efeito contrário: tensão, desgaste e perda de espontaneidade.

Na clínica, o trabalho não é eliminar a necessidade de segurança, mas deslocar sua forma. Sustentar uma relação implica tolerar o que não se sabe, abrir mão de garantias absolutas e reconhecer que o outro não está sob domínio. Pois o vínculo não se constrói pelo controle — mas pela possibilidade de confiar, mesmo sem certezas.

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A dificuldade de sair de relações que já terminaramNem sempre o fim de uma relação coincide com a separação concreta. Na...
29/04/2026

A dificuldade de sair de relações que já terminaram

Nem sempre o fim de uma relação coincide com a separação concreta. Na clínica, é comum encontrar sujeitos que já se afastaram, mas permanecem ligados — seja pelo pensamento constante, pela expectativa de retorno ou pela impossibilidade de encerrar algo internamente. A relação termina na realidade, mas continua no psiquismo.

Freud já indicava que o desligamento libidinal não acontece de forma imediata. Há um trabalho psíquico necessário para que o investimento no outro possa ser retirado e reconfigurado. Lacan, por sua vez, aponta que o vínculo não se sustenta apenas no real, mas também no simbólico e no imaginário — o que explica por que, mesmo sem o outro presente, algo da relação insiste.

Muitas vezes, o sujeito permanece preso não apenas ao que foi vivido, mas ao que poderia ter sido. Fantasias, idealizações e perguntas sem resposta mantêm o laço ativo. Encerrar uma relação, nesse sentido, não é apenas aceitar um fato, mas elaborar uma perda.

Na clínica, o trabalho não é apressar o esquecimento, mas possibilitar a travessia. Dar lugar à dor, simbolizar o que ficou em aberto e permitir que o sujeito, pouco a pouco, possa se desinvestir — não apagando a história, mas mudando sua posição em relação a ela. Pois seguir em frente não é esquecer, mas não permanecer preso ao que já não está mais ali.

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A urgência em definir o que ainda está em processoNem tudo precisa ser decidido imediatamente — mas, para muitos sujeito...
28/04/2026

A urgência em definir o que ainda está em processo

Nem tudo precisa ser decidido imediatamente — mas, para muitos sujeitos, a indefinição se torna insuportável. Surge então uma pressa em nomear, concluir, dar forma ao que ainda está em construção: “o que somos?”, “para onde isso vai?”, “o que eu sinto exatamente?”. Essa urgência, muitas vezes, não vem do desejo, mas da dificuldade de sustentar o tempo do processo.

Freud já indicava que o psiquismo não opera na lógica da rapidez, mas da elaboração. Lacan, por sua vez, nos lembra que o sujeito se constitui no tempo — e que nem tudo pode ser antecipado ou fechado sem perdas. Quando há pressa em definir, corre-se o risco de interromper um movimento que ainda precisava se desenvolver.

A necessidade de respostas rápidas pode funcionar como uma tentativa de reduzir a angústia diante do não saber. Nomear traz alívio, cria a sensação de controle. No entanto, esse fechamento precoce pode empobrecer a experiência, fixando algo que ainda estava vivo e aberto.

Na clínica, o trabalho não é apressar conclusões, mas sustentar perguntas. Permitir que o sujeito habite o intervalo, tolere a incerteza e acompanhe o próprio processo. Pois nem tudo precisa ser resolvido — algumas coisas precisam, antes, ser vividas.

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A dificuldade de reconhecer o próprio desejo“Muitas vezes, eu não sei o que eu quero.” Essa frase aparece com frequência...
27/04/2026

A dificuldade de reconhecer o próprio desejo

“Muitas vezes, eu não sei o que eu quero.” Essa frase aparece com frequência na clínica — não como falta de opções, mas como um impasse subjetivo. O sujeito até identif**a caminhos possíveis, mas hesita, muda de direção, ou simplesmente paralisa. Não se trata apenas de indecisão, mas de uma dificuldade em sustentar o próprio desejo.

Freud já indicava que o desejo não é algo totalmente consciente ou transparente. Lacan aprofunda ao afirmar que o desejo é marcado pelo inconsciente e atravessado pelo desejo do Outro. Ou seja, aquilo que o sujeito quer nem sempre é claro — e, muitas vezes, está confundido com expectativas externas, demandas familiares ou ideais sociais.

Nesse cenário, o sujeito pode viver tentando corresponder, agradar, se adaptar — e, ao fazer isso, se afasta da própria experiência. O desejo, então, não desaparece, mas se torna difuso, difícil de nomear.

Na clínica, o trabalho não é dizer ao sujeito o que ele deve querer, mas criar condições para que ele possa se escutar. Isso implica sustentar a dúvida, atravessar o não saber e se autorizar a fazer escolhas, mesmo sem garantias. Pois o desejo não se revela como certeza — ele se constrói no percurso, quando o sujeito começa a se implicar no que vive.

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A dificuldade de sustentar o silêncioNem todo silêncio é vazio — mas, para muitos, ele se torna insuportável. Na clínica...
26/04/2026

A dificuldade de sustentar o silêncio

Nem todo silêncio é vazio — mas, para muitos, ele se torna insuportável. Na clínica, é comum encontrar sujeitos que precisam preencher constantemente os espaços: falam, explicam, justif**am, respondem rápido. O silêncio, quando aparece, é vivido como desconforto, rejeição ou até ameaça. Como se algo precisasse ser imediatamente dito para que o vínculo não se perca.

Freud já indicava que aquilo que não é dito nem por isso deixa de operar. Lacan, por sua vez, nos lembra que o silêncio também faz parte da linguagem. Ele não é ausência, mas um modo de presença — um espaço onde algo pode emergir, ainda sem forma definida.

A dificuldade de sustentar o silêncio pode estar ligada à angústia diante do não saber: o que o outro está pensando? O que isso signif**a? Sem palavras, o sujeito perde referências e tenta recuperar controle através da fala. No entanto, esse excesso pode impedir que algo mais autêntico apareça.

Na clínica, o silêncio não é um vazio a ser preenchido, mas um tempo a ser escutado. Sustentá-lo implica tolerar a incerteza, abrir mão de garantias e permitir que algo do sujeito surja sem pressa. Pois, muitas vezes, é justamente no silêncio que o essencial começa a se dizer.

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A dificuldade de se implicar na própria históriaÉ comum ouvir, na clínica, relatos marcados por um certo distanciamento:...
25/04/2026

A dificuldade de se implicar na própria história

É comum ouvir, na clínica, relatos marcados por um certo distanciamento: “as coisas sempre acontecem comigo”, “eu só dou azar”, “sempre encontro o mesmo tipo de pessoa”. Há uma narrativa onde o sujeito aparece mais como alguém que sofre os acontecimentos do que como alguém implicado neles. Não se trata de negar o acaso ou as circunstâncias, mas de perceber quando há uma repetição que convoca o sujeito a se perguntar sobre seu lugar nisso.

Freud já indicava que não somos senhores em nossa própria casa. Lacan aprofunda ao mostrar que o sujeito é atravessado por determinações inconscientes — mas isso não o exime de responsabilidade. Implicar-se não é se culpar, mas reconhecer que há uma participação, ainda que não totalmente consciente, na forma como a própria história se constrói.

Quando essa implicação não ocorre, o sujeito tende a permanecer na posição de vítima do destino, aguardando que algo externo mude. Isso pode gerar sensação de impotência e repetição. Ao contrário, quando há um movimento de se incluir na própria narrativa, algo se desloca: abre-se espaço para escolhas, mesmo que parciais, mesmo que difíceis.

Na clínica, o trabalho é justamente esse: criar condições para que o sujeito possa sair de uma posição passiva e começar a se escutar como parte daquilo que vive. Pois não se trata de controlar tudo — mas de não se excluir da própria história.

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A dificuldade de lidar com a frustraçãoVivemos em uma cultura que promete satisfação rápida, respostas imediatas e soluç...
24/04/2026

A dificuldade de lidar com a frustração

Vivemos em uma cultura que promete satisfação rápida, respostas imediatas e soluções acessíveis. Nesse contexto, a frustração tende a ser vivida como algo intolerável, quase como uma falha. Na clínica, é cada vez mais comum encontrar sujeitos com baixa tolerância ao não, ao atraso, àquilo que não acontece como esperado.

Freud já indicava que a entrada na vida psíquica passa, necessariamente, pela experiência de frustração. É ela que inaugura o desejo, ao introduzir a falta. Lacan, por sua vez, reforça que o sujeito se constitui justamente nesse intervalo entre o que se quer e o que não se obtém. Ou seja, a frustração não é um erro do caminho — ela é parte da estrutura.

O problema surge quando o sujeito tenta evitar a frustração a qualquer custo: rompe vínculos rapidamente, abandona processos, busca substituições imediatas. Tudo aquilo que exige tempo, elaboração e espera tende a ser descartado.

Na clínica, o trabalho não é eliminar a frustração, mas ampliar a capacidade de sustentá-la. Pois é justamente nesse espaço — onde algo não se realiza como previsto — que o sujeito pode se reposicionar, elaborar e construir algo novo.

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A necessidade de ser compreendido o tempo todoSer compreendido é importante, mas, para alguns sujeitos, isso se torna um...
22/04/2026

A necessidade de ser compreendido o tempo todo

Ser compreendido é importante, mas, para alguns sujeitos, isso se torna uma exigência constante. Há uma expectativa de que o outro entenda tudo: intenções, sentimentos, silêncios. Quando isso não acontece, surgem frustração, ressentimento ou a sensação de não ser valorizado. Na clínica, essa demanda pode indicar uma dificuldade em sustentar o desencontro — algo estrutural nas relações humanas.

Freud já apontava que a comunicação nunca é totalmente transparente. Lacan radicaliza ao afirmar que não há relação sem mal-entendido. Ou seja, algo sempre escapa. O problema surge quando o sujeito não tolera esse resto, essa falha inevitável na comunicação, e passa a exigir do outro uma espécie de leitura completa de si.

Essa expectativa pode sobrecarregar os vínculos, tornando-os rígidos ou até inviáveis. O outro passa a ocupar um lugar impossível: o de quem deveria saber tudo, sem que nada precise ser dito. Paradoxalmente, quanto mais se exige compreensão total, mais o encontro se fragiliza.

Na clínica, o trabalho envolve deslocar essa demanda, permitindo que o sujeito possa dizer, nomear, se responsabilizar pelo que sente — e, ao mesmo tempo, aceitar que o outro nunca compreenderá tudo. Pois é justamente nesse intervalo, entre o que se diz e o que não se alcança, que o vínculo pode se tornar mais real.

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A dificuldade de sustentar limitesDizer “não” pode ser mais difícil do que parece. Muitos sujeitos conseguem reconhecer ...
21/04/2026

A dificuldade de sustentar limites

Dizer “não” pode ser mais difícil do que parece. Muitos sujeitos conseguem reconhecer quando algo ultrapassa seus limites, mas, ainda assim, não conseguem se posicionar. Cedem, evitam conflito, priorizam o outro — e, aos poucos, vão se afastando de si mesmos. Na clínica, essa dificuldade não se reduz à falta de assertividade, mas aponta para algo mais profundo: o medo das consequências psíquicas de se colocar.

Freud já indicava que o conflito é inevitável nas relações, e que evitá-lo tem um custo. Lacan, por sua vez, nos lembra que o sujeito se constitui na relação com o Outro — e é justamente aí que o limite se torna um ponto delicado. Colocar um limite pode signif**ar arriscar o vínculo, enfrentar a rejeição ou abrir mão de um lugar de reconhecimento.

Por isso, muitas vezes, o sujeito prefere se adaptar, mesmo que isso gere sofrimento. Sustentar um limite não é apenas um ato externo, mas uma posição interna: implica reconhecer o próprio desejo, suportar a falta de garantia e aceitar que nem todo laço se mantém intacto diante disso.

Na clínica, o trabalho não é ensinar fórmulas de comunicação, mas possibilitar que o sujeito se autorize a ocupar um lugar. Pois um limite bem colocado não rompe necessariamente o vínculo — ele pode, ao contrário, torná-lo mais verdadeiro.

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O ghosting como sintoma culturalO ghosting — desaparecer sem explicação — tornou-se uma prática cada vez mais comum nas ...
20/04/2026

O ghosting como sintoma cultural

O ghosting — desaparecer sem explicação — tornou-se uma prática cada vez mais comum nas relações contemporâneas. O que, à primeira vista, pode parecer apenas falta de educação ou desinteresse, na clínica revela algo mais amplo: uma dificuldade de sustentar o laço com o outro quando ele exige implicação, confronto ou responsabilidade afetiva.

Freud já apontava que evitar o desprazer é uma tendência do aparelho psíquico. Lacan, por sua vez, evidencia que o encontro com o Outro nunca é sem tensão. O ghosting pode funcionar como uma saída rápida diante desse impasse: em vez de dizer, cortar; em vez de sustentar, desaparecer. É uma forma de evitar o desconforto do conflito, da frustração ou da própria posição diante do outro.

Mas esse desaparecimento não é sem efeitos. Para quem é “deixado”, f**a um vazio difícil de simbolizar — uma ausência sem palavra, sem fechamento. E, para quem desaparece, mantém-se um padrão de evitação que impede a construção de vínculos mais consistentes.

Na clínica, o ghosting pode ser escutado não apenas como comportamento, mas como sintoma de uma época que privilegia a rapidez, evita o confronto e fragiliza o compromisso. Falar sobre isso é, também, recolocar em jogo a responsabilidade de sustentar um lugar na relação — inclusive quando se decide sair dela.

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O excesso de comunicação e a falta de encontroNunca se falou tanto — e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil se encontr...
19/04/2026

O excesso de comunicação e a falta de encontro

Nunca se falou tanto — e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil se encontrar. Mensagens constantes, áudios, respostas imediatas, presença digital contínua. Tudo indica proximidade, mas, na clínica, o que aparece é muitas vezes o oposto: uma sensação de vazio, de não ser realmente visto ou escutado. A comunicação se intensif**a, mas o encontro não acontece.

Freud já indicava que falar não é o mesmo que dizer. Lacan radicaliza ao afirmar que a linguagem também encobre, desvia, protege. O excesso de comunicação pode funcionar como uma defesa contra o que um encontro verdadeiro implica: risco, exposição, falta de controle. Fala-se muito para não tocar no essencial. Mantém-se o vínculo ativo, mas superficial.

Na clínica, o trabalho não é incentivar mais comunicação, mas outra qualidade de presença. Um encontro não se mede pela quantidade de palavras, mas pela possibilidade de algo do sujeito se implicar ali. Às vezes, é justamente quando o excesso diminui que algo pode, de fato, acontecer. Pois o encontro não está na fala constante — mas no que, entre as palavras, pode ser sustentado.

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O desaparecimento do desejo em relações estáveisMuitas relações começam com intensidade, presença, investimento — e, com...
18/04/2026

O desaparecimento do desejo em relações estáveis

Muitas relações começam com intensidade, presença, investimento — e, com o tempo, algo parece se apagar. Não há necessariamente conflito explícito, mas também não há mais desejo. Na clínica, esse esvaziamento não deve ser lido apenas como desgaste natural, mas como efeito de certas posições subjetivas dentro do vínculo. O que antes era enigma se torna previsível; o que mobilizava passa a ser garantido — e, nesse movimento, o desejo pode se retrair.

Freud já indicava a tensão entre amor e desejo, mostrando que nem sempre caminham juntos. Lacan aprofunda ao afirmar que o desejo se sustenta na falta, no intervalo, naquilo que não está totalmente disponível. Quando o outro se torna completamente “conhecido”, sem margem para alteridade, algo do desejo pode se perder. A relação permanece, mas esvaziada de investimento libidinal.

Na clínica, o trabalho não é simplesmente “reativar a chama”, mas recolocar em jogo a diferença. Isso implica sair de posições cristalizadas, sustentar a falta e permitir que o outro volte a ser, em alguma medida, enigmático. Pois o desejo não se mantém pela garantia — mas pelo espaço que ainda pode ser descoberto.

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