Jean K. Fernandes - Psicologia Clínica

Jean K. Fernandes - Psicologia Clínica Psicólogo Clínico

O que diferencia um debate de uma discussão?Por mais que essas palavras no dicionário possam ter duzentos signif**ados, ...
03/05/2026

O que diferencia um debate de uma discussão?

Por mais que essas palavras no dicionário possam ter duzentos signif**ados, já adianto que, neste texto, o vilão será a discussão — acho que é o que está mais presente no senso comum.

Quem me conhece sabe que eu não gosto muito de falar de coisas boas: minhas raízes schopenhauerianas, somadas ao meu desprezo pela positividade tóxica tão forte nos dias atuais, explicam isso. Por isso, quero falar diretamente da discussão.

Um dos ambientes sociais que mais frequento é caracterizado por discussões. A discussão, diferente do debate, é regida por um motivo simples: emoções e crenças. Por isso, a mente crítica, que não se permite domar por elas, rapidamente percebe que a opção comportamental mais viável é evitar.

Porém, isso gera um paradoxo.

Afinal, eu devo me abster da saudabilidade do expressar devido à ignorância alheia? Moralmente, isso é totalmente injusto — e talvez até um pouco patológico. Mas não me parece que exista outra opção senão essa, a não ser a extrema: a evitação total desse ambiente e o corte de relações.

O mundo seria um lugar bem melhor se as pessoas soubessem debater e, em meio a opiniões contrárias, soubessem administrar suas emoções. Mas eu diria que as coisas são ainda piores: para alguns, certos temas não devem nem ser falados, de tão enrijecidos na mente do sujeito. E quem paga o preço é a sociedade e o desenvolvimento humano como um todo.

Mas é isso.

Agradeça se você tem a oportunidade de debater — e, principalmente, com alguém de opinião contrária: não há experiência de sapiência mais rica. E quem não pode, bem, não tenho uma solução plena, mas acho que oscila entre o silêncio e a terapia. O que você acha?"

Hoje eu e minha esposa estamos completando onze anos de relacionamento. Mas sinto muito, este não será um texto romântic...
29/01/2026

Hoje eu e minha esposa estamos completando onze anos de relacionamento. Mas sinto muito, este não será um texto romântico. Será um texto autêntico.

Como alguns homens veem as mulheres? Como cultos à fragilidade para que jamais ofereçam ameaça à sua opressão. Este é o modelo perfeito deles - mulheres tolas administradas por fracos.

Mas e se isso fosse visto de outra maneira? E se eu escolhesse uma mulher forte, para lutar ao meu lado, cada um sempre cobrindo o outro. Que forma de amor mais genuína do que esta, comparadas com cartas, flores e palavras? Infelizmente, palavras são apenas palavras - jamais se sobrepõem ao fazer. Barulhos que somem ao vento, tinta que desbota e plantas que apodrecem. Nada que cultiva ou garante nada. E ainda querem falar de "amor". Ora.

Comigo não foi assim e nunca quis que assim fosse. Me encantei com sua beleza, mas primordialmente com sua inteligência. E minha paixão estava certa - cuidado, paixões nem sempre constroem história. Hoje tenho força porque tive corpo, mente e espírito dela sempre ao meu lado.

Os tolos não entendem. Os fracos. Os incapazes de construir um império ao lado de alguém que ame. Forte e inteligente. Não. Oprimem em nome do egoísmo. Terminam como miseráveis porque não souberam fazer o mais básico: amar. Mas também não o mais importante: cultivar.

E é isso que eu faço. Todos os dias. Não importa.

Celebro a nós, Pati, minha rainha, companheira, amazona.

Que nossos próximos invernos juntos venham. Estaremos preparados para tudo. Invencíveis. Calejados. Amantes.

Te amo, meu amor.

09/09/2025
Se você precisasse de uma cirurgia, você daria seu corpo a um médico, um mago ou ao presidente de um país?Este é mais um...
04/09/2025

Se você precisasse de uma cirurgia, você daria seu corpo a um médico, um mago ou ao presidente de um país?

Este é mais um texto dedicado especialmente à pessoas neurobiologicamente adultas (maiores de 25 anos), mas os mais jovens também estão convidados, embora para eles possa ter o efeito oposto, aviso.

Você é uma pessoa que se comporta muito como um aluno, estudante, discípulo? Alguém que está sempre em busca de um terceiro para lhe dar direções, não conseguindo ser o senhor de suas escolhas? Pois bem, se sim, talvez você esteja doente. Psicologicamente é claro.

A cirurgia é a solução para sua doença - que vou chamar de baixa autoestima: alguém que não confia em si mesmo e não consegue perceber ou valorizar aquilo que tenho certeza que já conquistou. Devido às suas dores, f**a procurando respostas e orientação nestes terceiros. Mas algum já as conseguiu resolver?

Eis que então surge o mago, que seria o equivalente a um sacerdote religioso. Como estamos em um país cristão, poderia ser um padre ou um pastor. Será que ele conseguiria fazer esta cirurgia? Ou já conseguiu? Me dê você a resposta.

Vem então o presidente que pode ser visto como alguém rico, famoso ou com influência social. Ele não usaria disso para contratar terceiros. As mãos dele e nada mais fariam a cirurgia. Resolveria? Já resolveu? De novo, diga-me você.

Por último então temos o médico - um profissional da saúde. Alguém que dedicou anos e anos de sua vida com estudos teóricos e práticos para aprender a operar. Que possui um diploma científico de ensino superior. Quem seria ele quando falamos de questões emocionais? Será que ele teria condições de fazer a cirurgia? Mais do que o mago ou o presidente?

Diga-me você.

Esta foi uma pequena reflexão para pensarmos em para quem entregamos a cura de nossa mente. Afinal, dores nela talvez não matem diretamente, mas acho que já está claro que doem. E muito.

Se você está doente, logo, busque ajuda.

Mas a ajuda certa. Isto é com você, camarada.

E lá está o cujo de terno soltoFala alto, afoito Diz entender a alma e o bemCada interior de quem a quemO trovão então g...
04/09/2025

E lá está o cujo de terno solto
Fala alto, afoito
Diz entender a alma e o bem
Cada interior de quem a quem

O trovão então grita, trazendo um observador
Tanta falsidade, a criação de tanta dor
Pela janela vê o suposto salvador
Negro espírito ensinando amor

A água cai em sua pena, mas não desiste
A verdade se mantém porque resiste
Relâmpagos assustam os pobres infelizes
Tudo bem, foram apenas alguns poucos deslizes

Os olhos negros sentem a morte
A mentira, desonestidade e desnorte
Não resistindo, então entra
Pela espinha, uns sentem a mal-benta

Mas o de terno o amaldiçoa
Diz que provém dos infernos que a vida ressoa
Mas a mensagem foi passada
Os despertos são avisados pela ave molhada

E assim o dia f**a marcado
O corvo dentro do suposto sagrado
Ira e morte, ele traz, uns dizem
A verdade dói nos alienados e tristes

Você diria que este cara precisaria "perder peso"?Tudo bem, você não precisa achar o físico dele a coisa mais linda. Tal...
02/09/2025

Você diria que este cara precisaria "perder peso"?

Tudo bem, você não precisa achar o físico dele a coisa mais linda. Talvez seu padrão seja mais um Rodrigo Santoro ou mesmo um Ramon Dino. E está tudo bem.

A maior competição do fisiculturismo do mundo, o Mr. Olympia só pode ser vencida por um cara deste volume. Não se engane, Cbum é vencedor da categoria dele na competição (Classic), mas o único rei da musculação que temos no mundo atualmente se chama Samson Dauda, o campeão Open.

E sabe por quê provavelmente você não sabe disso? Simplesmente porque não é a categoria preferida que nossos influenciadores como Renato Cariani e Paulo Muzy acham. Antigamente não era assim.

Mas por que um psicólogo está escrevendo sobre isto?

Para alertar que sua tendência estética é influenciada por muitas vias externas e superficiais. Gisele Bündchen já fez isto. Mas você já se perguntou o que você realmente acha bonito? Não porque fulano falou, mas um modelo que desperta (positivamente) algo especial em você e construído pelo seu senso crítico, não por moda. Provavelmente não.

O mais triste é que nas mulheres isto (o padrão de beleza x) pode começar pela própria mãe com sua filha.

Por isso, lhe convido a deixar sua natureza fluir. Olhe de verdade para o "feio" - será que é tão feio assim?

Você não precisa pensar como sua amiguinha (ou influencer) pensa. Analise. Com emoção e com crítica. Completo. E não no piloto automático.

Talvez você não faça ideia do que é ser belo para você. Que tal se dispor a questionar?

Conhece-te a ti mesmo. Afinal.

Raiva.O que pode ser dito sobre uma das emoções mais complicadas (se não a mais) de lidarmos?Achei que num momento própr...
27/08/2025

Raiva.

O que pode ser dito sobre uma das emoções mais complicadas (se não a mais) de lidarmos?

Achei que num momento próprio onde estou sentindo, que poderia tentar entender de uma forma mais crua esse sentimento, sem me apegar tanto a teorias prontas.

Primeiro é a sensação de calor. Um pouco de taquicardia. E pensamentos completamente insanos, de acordo com a intensidade da emoção. A minha, neste momento, eu classif**aria como acima na média, se não, provavelmente eu não teria tido a ideia de escrever este texto.

E é isto: as emoções são o trampolim para os comportamentos, onde quem dá o roteiro são os pensamentos.

O comportamento de escrever não era exatamente o que meus pensamentos gostariam que eu fizesse. O conteúdo deles, para não me complicar, no máximo eu poderia chamar de desejo de agredir, verbalmente ou não. Quem? Não importa, pois neste grupo poderia ser até mesmo eu próprio.

Mas não. Como digo aos meus pacientes, o processo de “dar nome aos bois”, isto é, descrever o que está sentindo, é o primeiro passo para que o sofrimento acabe. E é isto que estou fazendo aqui com vocês.

Já sinto minha temperatura diminuir e a sensação de tremor nas mãos também. Um pequeno texto e o poder que talvez ele tenha no sentido de impedir você de algo que provavelmente vai se arrepender.

Isso vale para qualquer emoção. Escreva quando está sentindo. Ou fale se tiver alguém saudável para ouvir. Vai se sentir melhor.

O que você achou? Deixe nos comentários.

(Obs. Imagem usada apenas para chamar sua atenção, pois é assim que este sistema funciona. Se fiz você ler até o fim, me mande mensagem.)

Diagnóstico na saúde mental. Espada de dois fios?Um assunto que sempre rendeu grandes polêmicas nas faculdades de psicol...
10/08/2025

Diagnóstico na saúde mental. Espada de dois fios?

Um assunto que sempre rendeu grandes polêmicas nas faculdades de psicologia de meu tempo. Polêmicas que parecem que chegaram ao fim no momento que se foi adentrado no que é baseado em evidência ou não.

No entanto, como sempre, a ciência não pode prever tudo e entre isto estão os efeitos sociais de suas conclusões, embora podemos levantar em questionamento o que "é culpa" da ciência ou se não falamos simplesmente de aspectos técnicos da psicoterapia.

Pelo que estudei, a regra era clara: divulgar o diagnóstico ao paciente é uma faca de dois gumes que o terapeuta deve ter sua lâmina muito bem afiada para que o golpe seja único e letal, pois caso contrário, um problema enorme pode ser criado. Mas como sempre, a coisa sempre pode piorar.

Esta é uma pauta que deveria estar sendo discutida por psicólogos e psiquiatras e não por "terapeutas" de pseudociências, artistas, coaches ou pastores de ensino médio e cursos superiores que não tem nada a ver. E aí que chegamos na pauta exemplar do texto: o autismo.

Desde um transtorno mental, o autismo acabou se tornando um movimento social de inclusão e pertencimento. Até aqui é tudo fantástico. No entanto, a magia acaba quando chegamos no autista que não está na condição de ouvir seu diagnóstico ou sequer o tem.

Passa então em, no lugar de trabalhar suas características, a usar as como explicação para diversas situações em sua vida, como um personagem. Culpa dele? Em parte sim, mas diria que muito mais de seu terapeuta que não o soube guiar com funcionalidade.

Já falei dos diagnósticos errados não é? E dos aoroveitadores que usam tal como contexto como benefício? Por isso a importância da rigidez no acerto.

Por isso, minha conclusão é que você busque informações sobre seu terapeuta: seu currículo, sua formação e até mesmo a qualidade de suas redes sociais. Isso pode lhe livrar de um aterramento disfarçado de progresso que lhe fará sentir-se bem no início, mas jamais irá eliminar em definitivo ou algo próximo, a carga de seu problema.

Saúde mental é coisa séria. É ciência. É para psicólogos e psiquiatras. É absurdo que eu precise dizer isto.

Aguardo teus comentários.

A musculação perdeu sua essência.Enquanto antigamente seus praticantes tinham que se esforçar para ter acesso às maiores...
01/08/2025

A musculação perdeu sua essência.

Enquanto antigamente seus praticantes tinham que se esforçar para ter acesso às maiores referências do esporte, os campeões de fisiculturismo, de repente qualquer pessoa passou a poder mostrar fotos de seus treinos nas redes sociais. Não havia mais diferenciação entre campeões e medíocres.

Mas claro que sempre pode f**ar pior.

Hoje em dia a musculação se tornou um método de ostentação elitista, afinal, se treino quatro horas por dia (postando fotos, é claro), provavelmente não preciso me preocupar com estabilidade financeira, ir ao supermercado, cozinhar e não preciso saber o que o campeão come ou como treina - tenho um nutricionista e um treinador pessoal que fazem isto por mim. Também tem o assunto dos esteroides, mas este eu nem vou comentar dada sua podridão.

Convenhamos que esta definitivamente não é a realidade do brasileiro médio. Mas de novo, calma que ainda vai piorar ainda mais.

Discursos motivacionais de que "não há desculpa para não ter o shape" explodem em sucesso - afinal, vender um sonho - com aquele toque de pão e circo - sempre vai vender. Vai então o pobre brasileiro, como é de se esperar humanamente falando, falha aqui ou ali - dieta, treino ou no próprio sono que seu estresse das 8h de trabalho CLT - e então aciona o gatilho do fracasso que cobra caro para a saúde mental.

Caia fora de todo esse conteúdo de "motivação e shape". Escolha com cuidado o influencer, aquele que conhece a vida real e que fala sobre. Que sabe os corres que você, brasileiro médio, tem que lidar por aí. E cuidado com fotos fitness do seu círculo social: a maioria é mentira.

Saudades dos tempos onde se formavam campeões de verdade.

Hoje, musculação é exposição de patrimônio com bons temperos de mentira e auto afirmação que não vão funcionar para tua mente. Vai por mim. Músculos não curam traumas nem te dão habilidades sociais para você aprender a conversar com as mulheres ou obter networking. Você não é Mark Zuckerberg.

Meu luto por um esporte que eu adorava.

Vamos lá. Comentários.

Treinei por anos. Conquistei músculos, força, volume. Sei o peso que levanto e o corpo que carrego. Mas nunca busquei ap...
14/07/2025

Treinei por anos. Conquistei músculos, força, volume. Sei o peso que levanto e o corpo que carrego. Mas nunca busquei aplauso.

Vejo o culto à estética se espalhar — corpos esculpidos, vazios de propósito. Vejo a musculação virar desfile.
O que era ritual, virou vitrine.

De que serve o músculo que não golpeia?
De que serve o abdômen trincado que não sabe cair e levantar?
De que serve a força se ela não defende, não protege, não serve a nada além do espelho?

Eu não treino pra posar.
Treino pra resistir.
Pra suportar.
Pra lutar.

Prefiro o gesto ef**az ao corpo simétrico.
Prefiro a cicatriz à selfie.
Prefiro ser letal a ser bonito.

A originalidade é o vão da minha alma.
Não quero ser mais um.
Quero ser inteiro.

A menos que você vá trabalhar com isto ou outro motivo funcional - como a própria saúde - ganhar músculos pra obter aceitação e admiração alheia não tem alma. Ou está com ela própria machucada.

Busque o psicólogo se assim for. Estética não cura.

E você, por que você treina?

25/06/2025
09/06/2025




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