Psicólogo Cassiano Santana

Psicólogo Cassiano Santana Atendimento clínico para: Crianças, adolescente e adultos. Acompanhamento Terapêutico (AT).

Você não herdou meus sonhos. Herdou meus sintomas.Muitos pais dizem: “Só quero que meu filho seja feliz”.Mas feliz segun...
16/02/2026

Você não herdou meus sonhos. Herdou meus sintomas.

Muitos pais dizem: “Só quero que meu filho seja feliz”.
Mas feliz segundo qual desejo?

Freud nos mostrou que não somos totalmente conscientes do que nos move. Lacan afirma que o desejo é atravessado pelo desejo do Outro. Isso signif**a que, muitas vezes, o que se transmite entre gerações não é o sonho declarado, mas aquilo que ficou sem elaboração.

O pai frustrado que empurra o filho para uma profissão específ**a pode estar tentando reparar uma ferida própria.
A mãe que se anulou e diz à filha “seja forte” pode, sem perceber, transmitir exatamente o padrão que viveu.

O que não é simbolizado se repete.
O que não encontra palavra, vira sintoma.
E o sintoma pode atravessar gerações disfarçado de conselho.

A boa notícia é que não estamos condenados a repetir. Quando a história ganha nome, abre-se espaço para o desejo próprio.

Pais: você deseja o que é melhor para seu filho ou o que alivia algo em você?
Filhos: essa escolha é realmente sua?

Salve para refletir depois.
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😰“MEU FILHO VOLTOU A FAZER XIXI NA CAMA. ELE REGREDIU?”Não.Seu filho não regrediu.Quando a criança volta a fazer xixi na...
09/02/2026

😰“MEU FILHO VOLTOU A FAZER XIXI NA CAMA. ELE REGREDIU?”

Não.
Seu filho não regrediu.

Quando a criança volta a fazer xixi na cama, pede a fralda ou o bico novamente, algo importante está acontecendo. Esses comportamentos não são um retrocesso real, mas uma resposta psíquica a um momento de mudança.

A criança começa a perceber que não pode tudo.
Que existem limites.
Que não é possível permanecer no lugar de “bebê eterno”.

Quando o limite aparece, surge também a frustração. E isso dói.
O comportamento regressivo é uma forma de dizer:
“Eu não quero crescer.”
“Eu não quero perder.”

O que fazer, então?

Acolher a angústia, sim.
Mas não ceder ao apelo regressivo.

Sustentar o limite com firmeza e afeto é mostrar que crescer tem perdas, mas também ganhos muito maiores. Autonomia. Escolhas. Liberdade.

Seu filho não precisa do bico de volta.
Ele precisa que você sustente a frustração dele e a sua.

Educar também é suportar as perdas necessárias para que um sujeito se construa.

👇
Você já viveu algo assim com seu filho?





🎭 Quando a criança empresta sua voz aos personagensVocê já reparou quando seu filho, por volta dos dois anos de idade, c...
12/01/2026

🎭 Quando a criança empresta sua voz aos personagens

Você já reparou quando seu filho, por volta dos dois anos de idade, começa a imitar as vozes dos personagens favoritos? Aquele instante curioso em que ele se transforma no herói, na boneca ou até no vilão da história?

Na psicanálise, esse gesto não é apenas brincadeira. Ele é profundamente estruturante para o psiquismo infantil.

Nessa fase inicial da vida, quando a criança empresta sua voz aos personagens, algo essencial está em construção. Ela começa a descobrir que pode ser outro. Não se trata ainda do sentido do que é dito, mas do ato de ocupar um lugar diferente daquele que lhe é habitual.

É aí que se inaugura um movimento decisivo na constituição da subjetividade. Ao fazer a voz do personagem, a criança experimenta sair de si, habitar outra posição, perceber que existe um intervalo entre o eu e aquilo que não é eu. Esse pequeno deslocamento já anuncia a possibilidade da separação.

Jacques Lacan nos mostra que o sujeito se constitui justamente nesse jogo de identif**ações, nessa alternância de posições. Quando a criança pequena imita a voz do desenho ou do boneco, ela ensaia ser sujeito, experimentando diferentes lugares no campo simbólico, ainda que de forma rudimentar.

Já Sigmund Freud apontava que o brincar é o trabalho psíquico da infância. Nesse momento específico, o brincar vocal revela algo precioso. A criança descobre que não está fixada em um único lugar, que pode se deslocar, variar, experimentar.

Essas vozes imitadas marcam o nascimento da possibilidade de se reconhecer como alguém separado, ainda que de modo embrionário. Um sujeito que começa a se constituir como múltiplo, capaz de transitar entre posições, mesmo antes de dominar plenamente a linguagem.

✨ A brincadeira vocal é uma das primeiras experiências de alteridade e um dos alicerces da constituição do sujeito.

🧠 O que é o complexo de Édipo?Você já percebeu como, em algum momento da infância, a criança descobre que não é o centro...
05/01/2026

🧠 O que é o complexo de Édipo?

Você já percebeu como, em algum momento da infância, a criança descobre que não é o centro absoluto do mundo? Essa experiência, muitas vezes silenciosa e difícil de nomear, é o que a psicanálise chama de complexo de Édipo.

Formulado por Sigmund Freud, esse conceito não fala de desejo no sentido adulto ou sexualizado, como muitas vezes se imagina. Ele descreve uma etapa fundamental do desenvolvimento psíquico, geralmente entre os três e cinco anos, quando a criança começa a perceber que existe um vínculo entre os pais que não passa por ela.

Nesse momento, a criança ama intensamente quem cuida dela, mas também se depara com um limite. Surge um terceiro. E com isso, sentimentos como ciúme, rivalidade e frustração aparecem. Não como algo patológico, mas como parte do processo de amadurecimento psíquico.

O complexo de Édipo é, portanto, uma travessia. Ele ensina que nem todo desejo pode ser satisfeito, que o amor não é exclusivo e que o outro não nos pertence. É a partir dessa experiência que se organizam noções importantes como limite, diferença e lei.

Quando esse processo acontece de forma suficientemente boa, a criança pode seguir adiante, construir sua identidade e estabelecer relações mais saudáveis. Quando algo f**a mal elaborado, essas questões costumam reaparecer na vida adulta, especialmente nas dificuldades com frustração, autoridade e vínculos afetivos.

Por isso, falar de Édipo não é falar apenas da infância. É falar da forma como aprendemos, desde cedo, a lidar com o desejo, com o outro e com aquilo que nos falta.

O que mais te surpreendeu ao ler sobre o complexo de Édipo?

✨ A importância dos contos de fadas para a vida psíquica da criançaHá quem acredite que os contos de fadas assustam as c...
24/11/2025

✨ A importância dos contos de fadas para a vida psíquica da criança

Há quem acredite que os contos de fadas assustam as crianças. A psicanálise mostra o contrário. O que realmente assusta uma criança é não ter palavras, imagens ou histórias para traduzir o que ela sente, mas ainda não sabe nomear. Os contos oferecem justamente esse tecido simbólico onde o medo encontra forma e o desejo encontra caminho.

Freud já afirmava que o inconsciente fala por imagens. Os contos de fadas são o vocabulário primordial desse mundo interno. Lobo, floresta, bruxa, abandono, perigo, coragem, travessia. São metáforas ancestrais que organizam experiências emocionais que nenhuma criança seria capaz de compreender apenas pela via racional.

Bettelheim lembra que essas narrativas permitem à criança enfrentar conflitos internos de forma segura. O mal representa impulsos, angústias e desejos ambivalentes que fazem parte do amadurecimento. Ao ver uma personagem atravessar a escuridão e encontrar saída, a criança experimenta a possibilidade de também superar aquilo que a assusta.

Lacan nos mostra que o conto abre espaço para o sujeito. Para além da moral e da lição, importa o que cada criança pode inventar a partir da história. O conto oferece estrutura para que o desejo encontre direção. É no intervalo entre fantasia e realidade que o sujeito se constitui.

Os contos não evitam o sofrimento. Eles o simbolizam. A madrasta rejeita, mas não destrói. O lobo ameaça, mas pode ser vencido. A floresta assusta, mas também é passagem, transformação, encontro.

Quando uma escola evita um conto por medo de angústia, esquece que a criança já tem angústias. O conto não cria o medo. Ele o traduz. E, ao traduzir, oferece elaboração, imaginação e respiro.

Contos de fadas são o primeiro laboratório de interpretação da vida. Ajudam a suportar perdas, enfrentar limites, lidar com rivalidades, descobrir recursos internos e atravessar o crescer. No fundo, cada conto pergunta silenciosamente: o que você fará com o que sente?

👂 T.O.D.: quando o desafio pede escutaVivemos em um tempo em que o comportamento das crianças é cada vez mais vigiado, a...
06/11/2025

👂 T.O.D.: quando o desafio pede escuta

Vivemos em um tempo em que o comportamento das crianças é cada vez mais vigiado, avaliado e rotulado.
Diante de qualquer traço de oposição, surgem diagnósticos rápidos: “é T.O.D.”, dizem.

Mas será que toda criança desafiadora está doente?
Ou será que o sintoma fala de algo mais profundo, de um modo singular de reagir ao mundo, aos limites, ao desejo do Outro?

Na psicanálise, o comportamento é apenas a superfície de algo que busca sentido.
O desafio pode ser um pedido: por atenção, por presença, por escuta.
Freud nos lembra que o sintoma é uma forma de dizer o que não se consegue dizer em palavras.
Lacan aponta que o sujeito se constitui na relação com o Outro, um Outro que precisa escutar, não apenas corrigir.

Quando o diagnóstico vem antes do olhar, o sujeito se apaga.
O risco é transformar um movimento de vida em um rótulo que imobiliza.

E há outro efeito silencioso: o diagnóstico muitas vezes enfraquece os pais no exercício do limite.
Com medo de errar, de parecerem rígidos ou de agravarem o quadro, muitos adultos recuam.
Mas o limite não é punição, é estrutura.
É o que ajuda a criança a se localizar no mundo e a suportar as frustrações que fazem parte da vida.

Freud já indicava que a frustração é um passo fundamental no desenvolvimento psíquico.
É no encontro com o “não” que o desejo se forma.
Sem limite, a criança perde referência e tenta criar sozinha a lei que lhe falta, o que aparece, muitas vezes, como oposição.

O que chamam de desobediência pode ser, em muitos casos, a tentativa de afirmar uma existência.
A criança desafia para existir diante de um mundo que pouco sustenta sua palavra.

Antes de conter o sintoma, é preciso compreendê-lo.
Antes de punir o comportamento, é preciso ouvir o sujeito que fala através dele.

Nem todo desafio é um transtorno.
Às vezes é um grito por vínculo, por limite e por desejo.

⚖️ Dar limite não é excessoO limite é necessário. É ele que separa o desejo do capricho e dá à criança um contorno para ...
04/11/2025

⚖️ Dar limite não é excesso

O limite é necessário. É ele que separa o desejo do capricho e dá à criança um contorno para existir.
Mas entre o silêncio dos que não dizem “não” e o grito dos que o impõem à força há uma diferença que precisa ser compreendida.

Freud já dizia que é na frustração que o desejo nasce.
A criança que não encontra o limite busca provocá-lo, testa, desafia, convoca o adulto a se posicionar.
Quando o adulto recua por medo de frustrar, a criança perde o espelho da autoridade simbólica e o mundo se torna sem forma.

Dar limite não é o mesmo que punir.
O limite simbólico orienta, organiza e oferece segurança.
A punição humilha, silencia e impede o sujeito de falar.

Lacan nos ensina que o limite pertence ao campo da Lei simbólica, não ao da força.
O excesso pertence ao Real, aquilo que invade, fere e silencia.
A Lei simbólica sustenta o vínculo; a Lei do Real interrompe a palavra.
A autoridade verdadeira é aquela que se faz respeitar, não temer.

Hoje, entre o medo de frustrar e o medo de ser rígido, muitos adultos perderam o lugar da Lei.
E quando o adulto não o sustenta, a criança tenta criá-lo sozinha, com comportamentos que pedem contenção, não violência.

O limite é palavra, é presença, é olhar.
É o gesto que diz “eu te vejo”, mesmo quando o “não” é necessário.
O excesso do Real é o que transforma o “não” em medo e o limite em agressão.
Mas a ausência do limite é o que deixa o desejo à deriva.

Educar é encontrar o ponto de equilíbrio entre firmeza e escuta.
É frustrar com amor, sustentar o “não” com afeto e mostrar que a autoridade não nasce da força, mas da palavra.

Endereço

Avenida Julio De Castilhos, 2069 Sala 73/Centro
Caxias Do Sul, RS
95010-001

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